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segunda-feira, 12 de maio de 2014

E o vilão venceu...


É românticos, lamento lhes dizer, mas nós compramos mais um título da Premier League. Graças ao Sheikh Mansour, o Manchester City ousou ganhar seu segundo campeonato em três temporadas, algo impensável há poucos anos atrás. Agora, podem lamentar-se, chorar e dizer que o Liverpool é o campeão moral, que merecia, entre outras baboseiras. Somos sujos, mas temos títulos...

Foi uma Premier League louca, muito disputada, com inúmeras trocas de liderança e uma disputa ferrenha até o final. Um êxtase de competitividade que deixou todos em extrema adrenalina. Em um momento o Arsenal, com um bom futebol e campanha inicialmente muito consistente, pareceu que ia até o final e poderia encerrar sua desgastante fila sem títulos; depois veio o Chelsea de Mourinho, que graças a seus reforços e técnico tarimbado parecia o mais preparado para ser campeão nos prognósticos de pré-temporada; também o Liverpool, que fez uma campanha acima do que seu elenco prometia, apresentou um ótimo futebol e um ataque avassalador, por boa parte da temporada parecia morto na briga pelo primeiro lugar, mas de repente despertou e encantou, esteve bem perto de ganhar após longos 24 anos; Por fim, teve o United, que... ah, não, o United não...

O Arsenal foi o cavalo paraguaio habitual dos últimos anos. O Chelsea perdeu jogos bobos e não conseguiu dividir as disputas na Premier e Champions com eficácia. E o Liverpool junto com o Gerrard tropeçaram em um clássico contra um adversário reserva, sucumbindo também a arrogância, a frescura e ao já ganhou. O City começou um campeonato arrasando e encantando, com um ataque avassalador, poderia levar fácil, mas as atuações caíram, perdeu clássicos importantes para o Chelsea (em casa) e Liverpool, então parecia que não ia dar. Aí ganhou um presente e foi com tudo em busca do sonho, venceu batalhas difíceis e cruciais, sempre acreditando, mas nunca cantando vitória.

Sim, existiu um dia que foi crucial para tudo: 27 de abril. Naquele domingo eu entrei com um pensamento dominante em minha cabeça: “hoje o Liverpool tem 99% de chances de ser campeão”. Era óbvio, eles tinham grandes chances de sair dali com o título praticamente assegurado, só não aconteceria com uma improvável combinação de resultados. Os Reds vinham embaladíssimos, com espírito de campeão e jogariam em casa contra um Chelsea reserva, totalmente focado na semifinal da Champions. O City, por outro lado, iria pegar um Crystal Palace casca grossa vindo de cinco vitórias seguidas em sua casa, um caldeirão em que o time já tinha arrancado pontos de times com muito mais grife, e estava sem o mago David Silva. Não adiantava, mesmo que um tropeçasse o outro também o faria, e tudo ficaria na mesma...

Mas aí Mourinho estacionou um ônibus a frente do seu gol, que não deixou passar nada. Gerrard escorregou, eles partiram para o desespero e tomaram mais um, o primeiro passo estava feito. Me animei um pouco: “nós ganhamos um presente, não podemos desperdiçá-lo de nenhuma forma, nem que seja meio a zero!”. Naquele dia Yaya Touré, o melhor meio campo do mundo, que só não é reconhecido pela FIFA por ter menos grife que Xavi e Iniesta, decidiu mais uma vez para o time: o gigante acordava para não dar chance a ninguém mais.

Em seguida, com muita catimba e cojones, conseguimos superar uma partida duríssima contra o Everton, em que o mundo jogava contra nós. Parecia então certo que a última rodada seria um nervoso deja vu de 2011/12. Dois times empatados em pontos que decidiriam no saldo, novamente com os Sky Blues em vantagem no quesito. Será que viria um novo sofrimento épico? Mas aí, o time vermelho tratou de facilitar mais uma vez, não conseguindo o que tínhamos feito: em um jogo louco onde fizeram 3 x 0 e deu até medo de conseguirem tirar a diferença do saldo, tomaram o empate da guerreira equipe de Tony Pullis. Dois dias depois superamos o trauma dos jogos atrasados (anteriormente havíamos quase perdido para o Sunderland, tirando o título das nossas mãos) goleando o Aston Villa numa partida que foi mais difícil do que o placar indicou.

Então, chegamos neste domingo. Objetivamente, a diferença para 2011/12 é que dependíamos apenas de um empate, há não ser que o Liverpool aplicasse uma goleada totalmente irreal no Newcastle, e não mais da vitória, mas subjetivamente a situação era 100% diferente. Há dois anos atrás mais ou menos todo mundo (excetuando os diabos) torcia, mesmo que muito dentro de si, por nosso título. Naquela época nosso dinheiro era bom, ajudaria a quebrar uma seqüência do United, colocaria mais competitividade a competição, etc. ali éramos nós que tínhamos uma fila desgraçada contra, éramos os patinhos feios, os chacoteados. Para agora o clima mudou 360 graus, viramos os vilões do mundo, a morte do futebol, o fruto da lavagem de dinheiro ou de um dono que quer apenas divertir-se. Nosso título era vitória do mal, resumindo tudo.

O Liverpool, por outro lado, angariou a torcida de meio mundo. Nem os inteligentes jornalistas, muitas vezes tão batalhadores pela imparcialidade, conseguiram esconder a preferência, e as transmissões de jogos transformaram-se em um inferno de chatice e romantismo, foi muito duro agüentar as rodadas finais. Os Reds viraram, de uma hora para outra, time diferenciado, parecia que não tinham dono ou montaram o seu time por meio de escambo, sem gastar dinheiro nenhum. A torcida era o símbolo do sofrimento e a melhor do mundo, e Gerrard, bem, quase um santo...

Eu nunca odiei a equipe adversária, me solidarizo com o sofrimento dos torcedores, não ignoro sua grandeza e entendi a maioria dos argumentos de quem torceu por eles. Mas, diante desta aura de santificação forçada, e principalmente de vilanização do City, com uma torcida otimista demais diante de tão profunda fila, onde muitos ressuscitaram das tumbas para, sem sentido, se acharem nas redes sociais, e um técnico boca solta, este título virou praticamente uma questão de honra. Precisávamos quebrar esta corrente, se o Liverpool vencesse seria capaz de aparecerem veadinhos saltitantes e beija-flores em Anfield, tamanho clima de conto-de-fadas criado, e a televisão tornar-se-ia insuportável.

Se ser um citizen já implica em pessimismo, diante de tão profundo nevoeiro negativo em nossa direção, não tinha como esconder o medo de que alguma série improvável de acontecimentos místicos dessem ao Liverpool a vitória épica que precisavam para se confirmarem como diferentes. Só tive plena certeza quando o relógio bateu 92 minutos de jogo (sério), porque aí eu sabia que os Hammers não fariam três gols em dois minutos, era fisicamente impossível... O jogo contra o West Ham passou longe da dramaticidade de dois anos atrás, mas nem por isso, e para não contrariar a história e o Typical City não foi algo fácil demais, não veio à goleada que muitos poderiam pensar.

O City foi campeão com menos dias na liderança que Arsenal, Chelsea e Liverpool (muito por culpa dos malditos jogos atrasados que não nos largavam), mas no dia que interessava, 11 de maio de 2014, estávamos lá. Os Reds tiveram azar, pois o confronto era com uma equipe em que a mística de sofrimento e superação das adversidades era muito maior que a deles, por mais que muitos esqueçam. Que eles esperem mais 1 ano, ou 20. Nós esperamos 44, porque eles não podem?

Júnior Martins

domingo, 4 de maio de 2014

City vence batalha e se aproxima do título


Em jogo duríssimo válido pela 37ª rodada da Premier League, o City conseguiu superar o Everton em Goodison Park, e está há duas vitóriaS de garantir seu quarto título da Premier League. A equipe superou um tabu que perdurava desde 2009 sem vencer os Toffees fora de casa.

Apesar de ter começado o jogo bem, o City tomou um castigo logo no início da partida, o que deixou sua missão bem mais difícil. Barkley fez um golaço de fora da área, chutando alto no canto esquerdo de Hart, que ainda voou, mas nada pode fazer.

Depois do baque, os Citizens foram mais incisivos no ataque, e, pouco depois de perder uma boa jogada em que prendeu demais a bola, Kun Aguero evitou maiores lamentos ao fulminar o goleiro Howard com um chute rasteiro. Eram 22 minutos, e agora a situação ficava um pouco mais tranquila com a igualdade no placar. Ainda assim, apesar de euforia no gol, tivemos uma coisa para lamentar: o argentino sentiu a virilha no lance e teve que ser substituido. 


Após o jogo Kun afirmou que foi apenas precaução, mas temos que aguardar exames para saber de suas condições. Pellegrini colocou Fernandinho em seu lugar, adiantando Yaya para que este comandasse as ações ofensivas.

Quando parecia que o intervalo seguiria com o empate no placar, o que para nós já era mais tranquilo, aos 43, Dzeko recebeu cruzamento de Milner, a bola não veio forte e a cabeçada também saiu fraca, mas o que faltou em potência sobrou em precisão, a bola foi no cantinho, inalcançável para Howard. Fomos para a pausa em vantagem.


O segundo tempo começou com um susto daqueles! No primeiro minuto Naismith saiu cara-a-cara com Hart, que fez uma defesa digna de título. No minuto seguinte, porém, a tranquilidade aumentou, após boa jogada, Nasri cruza rasteiro e a estrela Edin Dzeko mete o pé para fazer 3-1.

Após o gol o City recuou demais, e os donos da casa passaram a gostar do jogo, pressionando para diminuir o placar, o que finalmente conseguiram aos 70 minutos. Baines cruzou com facilidade para Lukaku, também desmarcado cabecear e fazer o segundo do Everton. A partir daí foi desespero, com o City amarrando o jogo a fim de que o tempo passasse mais depressa. Tivemos alguns contra-ataques a favor, mas não conseguimos aproveitar.

A partida teve seis minutos de acréscimo por causa de uma lesão de Dzeko, mas no final pudemos, aliviados, comemorar a importante vitória. O City agora tem uma partida adiada contra o Aston Villa na quarta feira e finaliza o campeonato contra o West Ham no domingo, ambas são no Etihad. Existem grandes chances de decidirmos no saldo de gols com o Liverpool, terminando empatados em pontos. Nosso saldo hoje é superior em nove gols ao deles.


Contra a arrogância e o já ganhou, vamos humildemente batalha por batalha, agora só faltam duas! 

#TOGETHER

terça-feira, 15 de abril de 2014

A frescura do romantismo


O Liverpool tem que ganhar esta Premier League. É a vitória do puro futebol, até mesmo da bondade...

Parece um pouco de exagero, mas é mais ou menos por aí que os românticos do futebol pensam, e estão especialmente pensando assim nesta disputa espetacular que está ocorrendo na Premier League 2013/14.

Neste ponto, perdem Chelsea e Manchester City, eles não podem ganhar, porque este direito é dado apenas aos grandes e tradicionais, não aos médios ou pequenos, que devem ficar no seu lugar de eterno sofrimento, vexames e seca. Deter um dono ou investidor de peso e poderio financeiro não vale para eles, a única forma aceitável é você montar uma equipe com recursos medíocres e, por um milagre dos céus, conseguir enfrentar os gigantes poderosos na liga mais rica do mundo. É assim que os românticos pensam.

Os românticos declaram guerra ao dinheiro, até porque o Liverpool não precisou gastar muito para montar sua equipe, principalmente naqueles investimentos quase emergenciais logo após a compra pelos americanos. Todo mundo se lembra do Sheikh mostrando serviço ao torrar 33 milhões de libras em Robinho, que não deu certo, um exagero vergonhoso! Mas, não quando os vermelhos pagaram 35 em Andy Carroll, que também não deu certo... Luisito Suarez, grande estrela desta equipe que vem encantando, também veio no pacote de entrada do Fenway Sport Group, e não foi barato...

O importante de analisar esta questão dos altos investimentos externos cada vez mais preponderantes é não generalizar, ver caso a caso. Por exemplo, se olharmos pelo lado da Ligue 1, na França, até compartilho um pouco da visão dos românticos: o turbilhão de dinheiro do PSG estragou um campeonato que, a exceção do período de domínio do Lyon, sempre foi bastante equilibrado, com boa variação de vencedores. Mas, mesmo neste caso, o Mônaco já desbanca como um que deve fazer frente nos próximos anos, existindo uma disputa.

Na Premier League, me desculpem, o efeito foi contrário e para melhor. O dinheiro de City e Chelsea engrandeceu e adicionou novo tempero a disputa. O que seria da Premier sem Mansour e Abramovich? Com a pindaíba do Arsenal e o jejum do Liverpool, presumo que o United estaria com mais ou menos nove títulos seguidos, ótima a disputa não? Será que a Premier teria o valor e prestigio que detém hoje? Eu duvido muito...

Nós melhoramos a disputa, e não existe hegemonia de City ou Chelsea, temos uma liga que é vista e idolatrada em todo o mundo, com um valor de mercado imenso e uma disputa que só a engrandece. Temos seis equipes certas em todo inicio de temporada como favoritas na disputa de cima (fora as surpresas, a exemplo do Everton), seja pela base já formada ou pelo investimento feito na janela. Todos estes investem alto ao menos alguma vez, porque é necessário, não há outro jeito de sonhar com algo. Mesmo para grande parte dos médios/pequenos existe um nível de investimento maior do que os de outras ligas, que seja apenas para se manter na divisão de elite. Faz parte do patamar que a Premier chegou nos dias atuais, ela é nivelada não por baixo como o Brasileirão, mas por cima.

E os românticos agora têm a mania de fazer um comparativo entre o possível triunfo do Liverpool na Inglaterra e a do Atlético de Madrid na Espanha, porque não comparar o segundo com o City? Ora, neste caso o Liverpool é que é grande, tem 18 títulos, o segundo maior campeão. Nós é que estamos aqui para quebrar hegemonias e vencer os gigantes, posto em que merecidamente está a equipe da terra dos Beatles. Não é a toa que em 2012 o título do City também foi do Sunderland, Newcastle, Fulham, Aston Villa, etc. Eles estavam cansados, sedentos, era hora de alguém triunfar sobre a arrogância, algo que a pouco tempo parecia tão improvável, tanto que ao final do jogo contra o QPR o Etihad era um estádio de torcida única: até os torcedores visitantes comemoraram o gol espetacular de Aguero. Aquele gol também foi deles, pois se espelhavam na nossa luta e história de sofrimento, ao qual naquele momento parecíamos tão perto e tão longe de tocar o céu.

Nos últimos dias a frescura na rede se espalhou, e os Reds viraram exemplares, até citando Gerrard por ser jogador de um time só a vida toda como um exemplo diferencial. Diferencial de quê? Existem e existiram vários semelhantes em outros times, até nos vilões, e mesmo que não tenham servido uma equipe só, estão há muito tempo nelas e demonstram amor e dedicação igual. Engraçado e talvez ninguém se lembre, mas o mesmo Gerrard não enfatizou tanto amor pelo Liverpool quando entregou um pedido de transferência ao clube para ir a Londres assinar com o Chelsea, logo o Chelsea! O vilão! Pois é, ele desistiu em meio a inúmeras ameaças de morte. Parece que até para o exemplar capitão o dinheiro, ou a chance de vencer a Premier logo falou mais alto.

Não é desmerecê-lo, pois o reconhecemos como um grande jogador e símbolo do clube, que certamente mereceria encerrar gloriosa carreira com um título doméstico, mas é só uma nota para a mania irritante de glorificar e diferenciar o clube nesta disputa em detrimento dos outros. Todos têm o direito de torcer para eles levarem, vários motivos são legítimos e aceitáveis. O que não se pode é pensar ser superior por isto e vilanizar o City, que disputa legitimamente. Se você é contra a vinda de russos e árabes, paciência, os negócios foram legais, estão aí até agora. Se um dia a fonte de ouro acabar, o problema é nosso, garanto que boa parte vai continuar fiel e torcendo, mesmo que sejam tempos de vacas magras.

Se for para voltarmos de verdade ao futebol romântico e puro, então que voltemos aos tempos do amadorismo, do contrário, saiam do seu mundo de fantasia e passem a viver e aceitar a realidade do futebol moderno. Se existe antítese, certamente o Liverpool não é ela.

Júnior Martins

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Para onde nos levam os ventos da temporada

Estamos chegando à reta final da Liga Inglesa mais emocionante dos últimos anos. São três times disputando ponto a ponto a taça: um Liverpool comendo a bola e encantando com Luis Suárez jogando absurdamente; um Chelsea do imprevisível Mourinho, que já teve a liderança nas mãos, mas ficou em situação difícil após tropeços inesperados; E o City, que já encantou, caiu um pouco, voltou a atuar bem e tem dois jogos a menos que os demais, sendo o líder por pontos perdidos.


Hoje a classificação é esta:


O City tem uma vantagem virtual de dois pontos sobre os Reds, e quatro sobre os Blues e a questão que mais pesa agora, no caso, são os confrontos restantes das equipes:


Considerando este fator, vemos que a vantagem do City é teórica, mas a do Liverpool é real. Olhando friamente apenas pelo teor dos adversários, cada um tem dois confrontos difíceis e o restante onde é obrigação vencer, já o Chelsea tem um difícil e quatro de teor mais tranqüilo. A diferença é que o time vermelho tem estas duas partidas cruciais contra seus adversários diretos em casa, uma colher de sopa inestimável dada pela tabela, enquanto o City vai fazer duas visitas a Liverpool, contra o homônimo e o Everton, este segundo talvez ainda brigando por Champions League, e ambas não guardam recordações muito boas no histórico.


O confronto, no geral, é muito desfavorável, o Liverpool venceu quase 50% das partidas. Em Anfield o nosso último triunfo ocorreu há 11 anos atrás, 2-1 pela Premier 2002/03. Na “era rica” isto não aconteceu, mas a parte boa é que dos últimos cinco confrontos ocorreram quatro empates, que é um resultado que nos interessaria.

Imaginando que os times venceriam todos os seus confrontos mais fáceis, e ficariam abertos apenas os espinhosos, temos vários cenários de finalização. No caso de vencermos e quebrarmos o tabu, nossa vantagem teórica vai a cinco pontos, e ficamos em uma situação confortável de até poder perder no Goodison Park. Em caso de empate, também um bom resultado, podemos, com uma vitória sobre o Everton, também caminhar tranquilamente, sem depender de ninguém, até o título.

Em um cenário de empate nas duas partidas em Liverpool, algo com fortes chances de acontecer, a situação fica curiosa, pois provavelmente vamos decidir no saldo com um dos dois adversários, a semelhança de 2011/12, o que irá depender do confronto entre Liverpool e Chelsea, onde terminaríamos empatados em pontos com o vencedor dele. Contra o Chelsea a parada seria mais tranqüila, mas contra o Liverpool seria um Deus no acuda até o final, já que hoje nossa vantagem é só de cinco gols, então nosso ataque teria que funcionar contra os pequenos.

Claro, um empatezinho entre os dois outros postulantes em Anfield nos ajudaria a não depender de saldo no cenário anterior, mas, principalmente jogaríamos nossas fichas na mentalidade inigualável de José Mourinho no caso de uma derrota domingo, pois se o português não arrancar pelo menos um empate o caminho ficaria livre para os vermelhos encerrarem a fila, e ainda, claro, teríamos a terrível missão de obrigatoriamente vencer os Toffees em seus domínios. Ou seja, os gols perdidos que não mataram o confronto contra o Arsenal fazeriam falta.

Nestas previsões, é bom torcer antecipadamente por duas coisas: um Chelsea vivo na briga por pelo menos as próximas três rodadas, e um Everton chegando em zona de conforto na nossa partida, garantido na Europa League e fora da briga pela Champions.


Manchester City
Liverpool
2-0 Hull City
2-1 West Ham
5-0 Fulham
4-0 Tottenham
3-0 United
2-1 Sunderland
1-1 Arsenal
6-3 Cardiff
4-1 Southampton
3-0 United

Pensando nos antecedentes de domingo, vemos dois times vindos de boa seqüência. O diferencial deles sem dúvidas é o ataque, posto que o City já teve, mas foi superado. Ter os dois principais artilheiros da difícil Premier League não é para qualquer um, são 49 gols da dupla Suarez-Sturridge, mais que a maioria dos times da competição, no total impressionantes 90. Não há palavras para o que o uruguaio está jogando, o que ele faz a diferença para a equipe, para o que vos escreve este post é atualmente o melhor do mundo, sem medo das retaliações de Lionetes e Ronaldetes. Muitos citizens torceram para que voltasse aos velhos tempos e arrumasse um vermelhinho na última partida, mas parece que amadureceu até em mentalidade, parando de desperdiçar seu talento.

No meio-campo e defesa está nosso diferencial. O meio deles é bom, mas não se compara ao do City. Yaya está cada vez mais monstro, não fosse a existência de Suarez seria o melhor da temporada inglesa, e merecendo estar no top-5 do mundo. Tem 18 gols nesta Premier, sendo o terceiro artilheiro, nada mal para um meio-campo que já foi primeiro volante um dia. Silva também tem sido decisivo nas últimas rodadas, um show de assistências e gols, faz uma temporada no nível daquela que nos garantiu o título. Temos ainda Nasri no melhor desde que chegou e Fernandinho encantando a todos em sua liga de estréia.

Por fim, há a defesa. A nossa já foi bastante criticada, mas evoluiu, tomou apenas dois gols nas últimas cinco partidas, até o tão perseguido Demichelis vem jogando bem. No geral tomamos 11 gols a menos que o Liverpool, que em vários jogos viu seu ataque resolver o que a defesa não garantiu lá atrás. É um ponto que deve ser explorado.

Depois da eliminação na Champions e FA Cup o City joga todas as suas fichas nesta Premier, querendo dar algo mais a temporada do que uma simples Carling. Tem uma vantagem teórica, mas que depende principalmente de um confronto direto dificílimo fora de seus domínios. Enfrenta um time desesperado para encerrar uma fila de 24 anos, com uma torcida fanática e arrepiante fazendo pressão, e que arrogantemente já se sente campeã. O terreno é mais que montanhoso, mas você que é citizen pode responder bem, o que vem fácil para nós?

Júnior Martins

sábado, 16 de março de 2013

Everton vence por 2 a 0 e City sofre a quarta derrota na Premier League



Depois da vitória fácil sobre o Barnsley na semana passada pela FA Cup, o jogo contra o Everton na 30ª rodada da Premier League foi o oposto. Tevez não teve o mesmo desempenho e o time não conseguiu dominar no gramado. Os Toffees se destacaram em estratégia e garra na vitória de 2 a 0, com um gol nos últimos segundos da prorrogação e um jogador a menos em campo.

O placar quase foi aberto pelo Everton aos 13 minutos. Depois de uma confusão na pequena área do City, a defesa conseguiu tirar. O time continuou o ataque, até que a bola parasse nos pés de Mirallas, que finalizou marcando, mas estava impedido.

Aos 23 minutos, Tevez tentou marcar mais um de seus belos gols. O argentino recebeu quando estava em uma posição privilegiada, sem marcação, mas acabou deixando nas mãos do goleiro Mucha. Logo em seguida, foi a vez de Dzeko tentar. Depois de ter que dar um giro para ficar de frente para o gol, o bósnio deixou fácil para Mucha.

O Everton conseguiu conquistar mais espaço no primeiro tempo. Ataques constantes, estratégia para desarmar e segurar os Blues, assim os Toffees avançavam e criavam melhores oportunidades. Aos 34 minutos veio o inevitável: o Everton abriu o placar com um gol tranquilo. Osman, que estava mais atrás, finalizou fácil, com um chute certeiro no canto superior direito do gol de Joe Hart.


O Manchester City teve chance de crescer no segundo tempo. Os Blues enfim se mantinham com a posse de bola na área do Everton e estruturavam ataques mais ameaçadores. A oportunidade podia ter sido melhor aproveitada pela vantagem de ter mais um jogador em campo quando Piennar recebeu cartão vermelho e deixou o gramado aos 60 minutos.


Aos 67 minutos os Blues tiveram a melhor oportunidade da partida de conseguir o empate. Dzeko passou para Tevez, que finalizou. Mucha defendeu, deixando o rebote. Milner aproveitou e novamente o goleiro fez um bom trabalho.

Na primeira substituição do City, Barry deu lugar a Nasri, aos 70 minutos.

Outra boa chance do empate foi com a cobrança de falta. Zabaleta cobrou e não chegou a oferecer perigo. A equipe evoluiu na segunda metade da partida, mas não foi o suficiente para uma virada, ou ao menos o empate. Para mudar o ritmo do time, Sinclair entrou no lugar de Milner e Clichy substituiu Kolo Touré aos 83 minutos.

Os três minutos de acréscimos davam continuidade a saga pelo empate. Nos últimos segundos da partida saiu o segundo gol do Everton. Jelavic marcou bem. Ele levantou a bola, passando por cima de Joe Hart, que estava adiantado.


Essa foi a quarta derrota do Manchester City na temporada, a terceira fora de casa. Infelizmente, os três pontos perdidos podem pesar além da conta na luta pelo título.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Everton x Manchester City - Preview


Barclays Premier League-Rodada 30
Data: Sábado - 16/03/13
Local: Goodison Park (Liverpool)
Horário: 09:45h (Brasília)
Transmissão: Fox Sports
Arbitro: L. Probert


Confronto entre as duas equipes

Jogos fora de casa

ManCity: 16 vitórias
Everton: 41 vitórias
Empates: 22

City marcou 83 gols e sofreu 139

Todos os jogos

ManCity: 59 vitórias
Everton: 60 vitórias
Empates: 40

City marcou 221 gols e sofreu 218


Último confronto

31/03/12
Everton 1x0 Manchester City
                                                           60´Gibson

Como disse hoje mais cedo no twitter, o Everton é uma das equipes que mas tenho angústia de enfrentar, coloque nesse bolo também o Stoke(fora) e o Tottenham.

Nisso o meu amigo @lucianopintosp completou dizendo: O City já entra em campo com a sensação de vai perder certamente o jogo. Baita pedra no sapato!

Realmente o Everton é um adversário indigesto, o seu técnico David Moyes sabe armar sua equipe contra o City.

Os Toffees vão usaar muito a sua força física, nos pressionar desde a defesa, congestionar o meio de campo e abusar da bola área, principalmente com o Fellaini.

O City precisa vencer para ainda sonhar com o título, qualquer outro resultado e bye bye Premier.

Mancini hoje na coletiva disse que Sergio Aguero e Vincent Kompany estão de fora da partida, álias o argentino está em Buenos Aires se recuperando da sua contusão no joelho.

As esperanças de gols ficará na responsabilidade de Carlos Tevez, e esperamos que ele continue a balançar as redes como tem feito nas últimas partidas.


Últimas 6 partidas do Everton


Ganhou
3 - 1 v Reading (C)02 Mar 2013
perdeu
2 - 1 v Norwich (F)23 Feb 2013
perdeu
2 - 0 v Man Utd (F)10 Feb 2013
empatou
3 - 3 v Aston Villa (C)02 Feb 2013
ganhou
2 - 1 v West Brom (C)30 Jan 2013
empatou
0 - 0 v Southampton (F)21 Jan 2013
Última vitória/derrota
ganhou
3 - 1 v Reading (C)02 Mar 2013
perdeu
2 - 1 v Norwich (F)23 Feb 2013
Últimas 6 partidas do Manchester City


ganhou
0 - 1 v Aston Villa (F)04 Mar 2013
ganhou
2 - 0 v Chelsea (C)24 Feb 2013
perdeu
3 - 1 v Southampton (F)09 Feb 2013
empatou
2 - 2 v Liverpool (C)03 Feb 2013
empatou
0 - 0 v QPR (F)29 Jan 2013
ganhou
2 - 0 v Fulham (C)19 Jan 2013
Última vitória/derrota
ganhou
0 - 1 v Aston Villa (F)04 Mar 2013
perdeu
3 - 1 v Southampton (F)09 Feb 2013
Prováveis escalações:



Curiosidades: 

* Everton ganhou apenas duas das suas últimas 7 partidas em todas as competições.

* Sylvian Distin jogou 6 anos no Manchester City, ele foi capitão da equipe na temporada 2003-04

* O Everton ganhou as últimas 3 partidas em casa contra o Manchester City.

* Manchester City ganhou as suas últimas 4 partidas em todas as competições que disputou.

* Joleon Lescott jogou por 4 anos no Goodison Park, mas deixou a equipe em 2009 por 24 milhões de libras.



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