Um dos maiores jogadores da história do City, Mike Doyle, faleceu aos 64 anos.
Mike foi parte integrante da equipe que conquistou o título da Liga, FA Cup, European Cup Winners Cup e a Copa da Liga entre 1968 e 1970. Ele também foi capitão do time que ganhou a Copa da Liga, mais uma vez em 1976.
Jogou mais de 550 vezes para os Blues entre 1962 e 1978, e além de ser uma presença imponente na defesa, Mike era um atacante muito útil nas emergências, ele tinha um talento para fazer gols vitais no momento que se precisava deles. Também jogou pela Inglaterra por cinco vezes.
O Manchester City Brasil também está de luto e presta sinceras condolências a família do "Capitão de sangue azul".
"Só existem dois times em Manchester: o Manchester City e os reservas do Manchester City" Mike Doyle
Quem nunca se arrepiou com aquele som antes de cada jogo no CoMS? A canção Blue Moon está presente nas vidas de nós torcedores do City desde o momento que passamos a torcer pelo clube, e desde então a cantarolamos e nos emocionamos com o fanatismo de cada Citizen que faz o mesmo no estádio. E é por isso que merecemos conhecer a história do nosso hino!
O hino "Blue Moon" provém da grande canção americana do compositor Richard Rodgers e do letrista Lorenz Hart.
A música para a canção foi feita em 1934 pelo par para a atriz Jean Harlow, que iria cantar no filme da MGM "Hollywood Party ', sob o título de “Oração”, mas nunca foi utilizado em seu formato original.
Em uma segunda versão da canção foi dada uma nova letra e se tornou a canção-título do filme de 1934 da MGM "Manhattan Melodrama". A canção foi referida como “É Justo Que Tipo de Jogo”, mas foi cortada antes de o filme ser lançado.
A famosa letra final nasceu quando Jack Robbins, diretor da MGM publicações, disse que iria promovê-la, mas com a condição de Hart escrevê-la em um tom mais romântico, palavras mais cativantes.
Inicialmente, o xará do nosso goleiro estava relutante em mexer mais uma vez, mas finalmente concordou. O resultado foi o Blue Moon como sabemos e amamos.
O primeiro astro a interpretá-la foi Elvis Presley em 1956. Mas foi em 1961 que a versão mais famosa foi gravada por The Marcels, um grupo de doo-wop americano.
Elas incluíram a introdução instantaneamente reconhecível para a canção ("Bomb-baba-bomp" e "dip-da-dip"). No começo foi um choque: a música já tinha sido conhecida como uma balada lenta e cadenciada.
Compositor Rogers odiava tanto que ele apresentou anúncios de página inteira em jornais pedindo para as pessoas não comprar o disco. Mas o público não concordou e disparou a n° 1 na América e no Reino Unido, vendendo mais de um milhão de cópias.
Mais de 60 artistas diferentes, gravaram suas próprias versões de 'Blue Moon', que oferece uma lista que é tão diversa como é deslumbrante.
Django Reinhardt, Billie Holiday, Dizzy Gillespie, Louis Armstrong, Julie London, Sam Cooke, Frank Sinatra, Dean Martin, The Supremes, Bob Dylan, Rod Stewart, entre outros.
A música também tem destaque em filmes como At The Circus, Viva Las Vegas, Grease e Um Lobisomem Americano em Londres. fonte: Site Oficial do City
O último personagem da série “Lendas do City” é mais um matador como o último personagem, Tommy Johnson, só que ao contrário do anterior, o atual é bem mais recente e alguns citizens podem já ter ouvido falar. A lenda de hoje é o alemão Uwe Rösler.
Rösler nasceu na Alemanha Oriental e começou a carreira no 1. FC Magdeburg, passando depois pelo Dynamo Dresden e Nuremberg. Em março de 1994 houve o interesse do City por ele, e foi lhe dada uma oportunidade de jogar uma partida dos reservas contra o Burnley, onde marcou dois gols, convencendo o clube a pegá-lo por empréstimo de 3 meses.
Fez sua estréia contra o Queens Park Rangers, e nos 12 jogos que fez no período, marcou cinco gols, desta vez convencendo o City a contratá-lo definitivamente por uma valor que varia entre £ 375,000 e £ 500,000.
Seu inicio na temporada 1994-95 não foi nada animador, Rösler foi expulso na estréia contra o Arsenal, em uma derrota por 3-0. Mas a impressão negativa ficou por ai mesmo, em uma parceria bem sucedida com Paul Wash ele marcou 22 gols no campeonato, apesar de ter perdido vários jogos com lesões. Em uma partida da FA Cup contra o Notts County, marcou quatro gols, tornando-se o primeiro a fazer isto desde Johnny Hart, em 1953. Suas atuações na temporada o fizeram artilheiro do clube, e também escolhido o Jogador do Ano do Manchester City.
No início da temporada 1995-96, Alan Ball tornou-se o manager e mudou imediatamente o esquema: no lugar de concentrar as jogadas pelos lados, preferiu valorizar o meio. Sem o abastecimendo de jogadas pelas pontas ao qual estava acostumado, além da venda do companheiro Walsh, Rösler perdeu rendimento. Para piorar, os desentendimentos com Ball o fizeram perder a posição de titular para Niall Quin, só voltando como substituto em um derby de Manchester, onde marcou um gol fenomenal.
O City foi rebaixado no final da campanha, mas ele optou por ficar, na segunda divisão o clube continuou passando por campanhas dificeis, mas Rösler beneficiou-se do retorno da formação 4-4-1-1, e foi novamente artilheiro da equipe. Após um novo rebaixamento, desta vez para a terceira divisão, o atacante optou por sair, sem custos, em maio de 1998.
Apesar dos anos dificeis, Rösler é idolo e héroi dos torcedores, sendo aplaudido de pé quando foi a Manchester receber apoio na sua luta contra um câncer. Após encerrar a carreira no Lillestrøm da Noruega em 2003, investiu na carreira de técnico, e atualmente treina o Molde, também da Noruega.
Em seus quatro anos no City ele jogou 181 partidas, marcando 65 gols.
Com este personagem, oficialmente encerramos a série “Lendas do City”, ao todo foram 18, todos participantes do hall da fama do City. Não foi possivel falar sobre todos, principalmente por falta de informações, mas tenham a certeza que os principais idolos estão aqui nesta série.
Estamos chegando as últimas lendas do Manchester City, hoje o personagem é um goleador dos anos 20, que conseguiu médias impressionantes em uma época de vacas magras do City que antecedeu a glóriosa década de 30, da qual já falamos muito através de outras lendas. O protagonista a ser lembrado é Tommy Johnson.
Nascido em Dalton-in-Furness, Lancashire, Johnson se tornou um aprendiz no estaleiro local. Ele jogou futebol para o Dalton Athlétic e o Dalton Casuals até 1919, quando assinou um contrato profissional com o Manchester City após uma recomendação do zagueiro Eli Fletcher, inclusive Fletcher ameaçou deixar o clube se Johnson não assinasse.
Estreou em 22 de fevereiro de 1919 contra o Blackburn Rovers, já marcando um hat-trick quinze dias depois contra o Port Vale. A Liga Inglesa voltou em agosto de 1919, mas Johnson só fez sua estréia contra o Middlesbrough em 18 de fevereiro de 1920, marcando os dois gols na vitória por 2-0. Ele jogou mais nove partidas no restante da temporada, marcando um gol.
Em 1920-21 Johnson ainda não conquistou a titularidade efetiva, fazendo doze jogos e cinco gols pela equipe principal, sendo mais efetivo na equipe de reservas, em que fez 18 gols.
Ele alcançou a regularidade em 1922-23, jogando 35 partidas, periodo em que o City mudou de estádio, saindo de Hyde Road para Maine Road, que viria a ser sua casa pelos 80 anos seguintes. Johnson marcou na primeira partida do novo estádio, contra o Sheffield United, mas ainda não era o maior goleador entre os atacantes da equipe, tendo menos destaque que Frank Roberts e Horace Barnes.
Na temporada 1925-26 Johnson alcançou a marca de 20 gols pela primeira vez, apesar de jogar em um time que capengava pelas posições inferiores da tabela. Apesar da temporada dificil, o City teve momentos notáveis como o 6-1 contra o United no derby de Manchester, nesta partida o atacante contribuiu com um gol. Nesta mesma temporada Johnson chegou perto de conquistar o titulo da FA Cup pelo City, jogando em todas as partidas ele fez um hat-trick contra o Clapton Orient nas quartas, e a equipe chegou à final. Mas aparição de Tommy e de todo o City em Wembley foi apagada, perdendo para o Bolton por 1-0. Para completar a infeliz temporada, o City perdeu o último jogo da temporada e foi rebaixado à segunda divisão.
Na temporada seguinte, Johnson foi artilheiro do City com 25 gols, enquanto o clube procurava um retorno imediato à primeira divisão. Na última rodada o City lutava pelo acesso com o Portsmouth, tendo a equipe de Manchester goleado o Bradford City na última rodada com mais um hat-trick do goleador, mas o Pompey venceu seu certame por 5-1, o suficiente para conseguir a vaga. Johnson e seus colegas de equipe superaram a decepção da temporada anterior, e, em 1927-1928 venceram a Segunda Divisão para retornar à elite. O atacante marcou 20 gols na temporada, e ganhou a que seria seu único titulo pela equipe.
Na volta à primeira divisão, Johnson mostrou que esta seria uma temporada especial ao marcar cinco gols contra o Everton, na vitória por 6-2. Isso foi só o começo de uma sequência regular de gols e mais gols, contabilizando, ao final da temporada, 38 tentos em 39 partidas, média incrivel e recorde absoluto no clube, que dura até os dias atuais.
Apesar de ir progredindo na carreira e ter alcançado o auge em 1929, no ano seguinte a direção do City achou que Johnson teria passado do auge, e resolveu vendê-lo ao Everton por 6 milhões de libras, sua saída provocou protestos e o público no Maine Road caiu no decorrer dos jogos seguintes. Além de Everton, ele ainda atuou pelo rival Liverpool e encerrou a carreira como jogador-técnico no Darwen FC.
Tommy Johnson fez 328 partidas pelo clube, marcando 158 gols o que o torna o segundo maior artilheiro do City em todos os tempos, atrás apenas de Erick Brook. Ele faleceu em janeiro de 1973, aos 72 anos.
No capitulo desta semana da série “Lendas do City”, o personagem é talvez o maior atacante dos tempos recentes do City, que cativou a torcida com gols em tempos dificeis. Em 5 anos de clube foram mais de 100 gols. Hoje a lenda é Shaun Goater.
O bermudense Goater começou a carreira no rival Manchester United, mas não jogou no time principal, teve passagens de destaque em divisões inferiores pelo Rotherham United e Bristol City, o que despertou o interesse do City, então na segunda divisão, que pagou £ 400.000 por ele em 26 de março de 1998.
Goater chegou ao clube no final da temporada 1997-98, em momento complicadissimo, o City lutava contra o rebaixamento para a terceira divisão, e havia recentemente contratado o manager Joe Royle para a dura missão. Ele ainda marcou 3 gols nos 7 jogos restantes, mas não impediu a inédita queda, mesmo assim, a idolatria pelo atacante começava.
A temporada 1998-99 viu Goater fazer 21 gols, e ser o artilheiro do clube. O último destes gols foi nas semifinais dos play-offs de acesso contra o Wigan, enviando o City para a final em Wembley, onde conseguiu o acesso a Championship em uma disputa de pênaltis, e ali marcou o começo dos anos dourados dele na equipe.
Na temporada 1999-2000 foi um repeteco da anterior, Goater foi mais uma vez artilheiro do City, mas desta vez sua conta subiu para 29 tentos, sendo nomeado o Jogador do Ano do Manchester City. Para melhorar a festa, o City foi promovido à primeira divisão do futebol inglês, o segundo acesso em duas temporadas. Em sua terra, Bermudas, foi instituido o “Shaun Goater Day”.
Aos 30 anos, em 2000-01, Goater fazia a sua primeira aparição na elite, mesmo com lesões e com as contratações das estrelas Paulo Wanchope e George Weah, ele foi artilheiro do City pela terceira temporada consecutiva com 11 gols, mas, ao contrário das outras, esta não foi de alegrias, pois o City sofreu do “efeito ioiô” e voltou a Championship.
Mesmo com os anos irregulares do seu clube, Goater continuava com suas temporadas espetaculares, em 2001-02 ele se tornou o primeiro jogador do Manchester City desde Francis Lee em 1972 a marcar mais de 30 gols em uma temporada. O City mais uma vez conseguiu o acesso a Premier League, como campeão, e tendo Goater como artilheiro da divisão.
Por estes tempos o City era comandado por Kevin Keegan, que não guardava da mesma admiração por Goater, como tinha o técnico anterior, Joe Royle. No mercado de verão anterior a temporada vindoura, se deram muitas especulações da saida do atacante, que não se concretizaram. Mas , com as contratações de Nicolas Anelka e Jon Macken, Goater viu sua titularidade acabar, em 2002-03 foram apenas 14 jogos, e 7 gols. Mesmo assim é digno de nota que em um derby contra o United ele marcou seu 100° gol pelo City, e no derby seguinte, em fevereiro de 2003, fez o gol mais rápido de um substituto na história da Premier League, apenas 9 segundos após entrar em campo, recorde que se mantém até hoje.
Vendo que era preterido pelo técnico, pouco antes do final da temporada, Goater anunciou sua intenção de deixar o clube, fato que se concretizou. Seu último jogo foi como capitão do City em uma partida histórica, pois também era a última partida do lendário estádio de Maine Road. Após o fim de seu ciclo histórico, Goater passou por Reading, Coventry City e Southend United, onde encerrou a carreira em 2006. Atualmente ele é presidente, e joga ocasionalmente no Bermuda Hogges, de seu país.
No total, Shaun Goater fez 212 partidas pelo Manchester City, marcando 103 gols.
Neste capitulo temos um bônus. Vejam alguns gols decisivos, inclusive citados no texto, de Goater:
Esta semana o capitulo da série ‘Lendas do City” trata de um defensor de épocas mais antigas, década de 20 e a gloriosa década de 30, que não só fez história ao chegar a três finais da FA Cup, ganhando uma, como também deu alegrias aos torcedores como treinador. Em resumo, fez muito pelo City. Hoje o personagem e Samuel ‘Sam’ Cowan.
Sam Cowan nasceu em Chesterfield, Inglaterra, ele só começou a praticar o futebol aos 17 anos, e só de profissionalizou aos 22, no Doncaster Rovers em 1923, na temporada seguinte, assinou contrato com o Manchester City, onde jogou por 11 temporadas.
Cowan fez sua estréia pelo City no empate em 2-2 contra o Birmingham City, em 20 de dezembro de 1924, e marcou seu primeiro gol para o clube duas semanas mais tarde, contra o Nottingham Forest. Na temporada de estréia fez 21 partidas pelo clube.
Em 1925-26 o City chegou a final da FA Cup, e Cowan foi peça importante na campanha, no entanto, perdemos por 1-0 para o Bolton Wanderers, que, conseqüentemente, ficou com titulo. Para piorar, no último dia da temporada o City foi rebaixado da primeira divisão. Apesar destas decepções, Sam se consagrava como grande zagueiro, e ganhou convocações para o English Team.
Na temporada 1926-27, Cowan fez 27 aparições com o City, buscando um retorno imediato à primeira divisão. A disputa ocorria nos detalhes entre os Citizens a o Portsmouth pela 2ª colocação. Na partida final o City aplicou 8-0 no Bradford City, mas a expectativa ficou em alta por causa de um atraso na partida do Pompey, que venceu por 5-1, o suficiente para colocá-lo na segunda colocação pelo saldo. O City e Cowan continuavam amargando a Segunda Divisão. Mas, vencemos o campeonato da Segunda Divisão na temporada seguinte, ganhando a promoção ao escalão principal.
No início dos anos 1930, Cowan tornou-se capitão do Manchester City, sucedendo Jimmy McMullan. Durante a sua capitania o clube alcançou mais duas finais da FA Cup. A primeira delas foi em 1933, contra o Everton, mais uma vez acabamos derrotados, desta vez por 3-0. Ao receber sua medalha de vice-campeão do Duque de York, ele comentou que iria voltar no próximo ano para vencer. Honrando a palavra do capitão, o City voltou a Wembley no ano seguinte, tornando Cowan o único jogador da história do clube até hoje a disputar 3 finais da FA Cup, só que desta fez o destino se mostrou diferente, com a missão de organizar as táticas e motivar os jogadores, Cowan foi primordial para alcançar a vitória por 2-1 sobre o Portsmouth (na foto acima ele recebe a taça das mãos do rei).
Sua última temporada em Maine Road foi 1934-35, sua última partida pelo clube foi uma derrota de 5-0 para o Wolverhampton Wanderers, em 4 de maio de 1935, indo para o Bradford City por uma taxa de £ 2.000, logo depois para o Mossley, onde encerrou a carreira como jogador-técnico em 1938.
Em novembro de 1946, Cowan voltou ao City, então na segunda divisão, como técnico, sucedendo Wilf Wild, ele era conhecido por suas habilidades motivacionais como jogador, e era parte de uma nova geração de managers que assumiram a responsabilidade por táticas e seleção da equipe. Seu primeiro jogo como treinador foi uma vitória por 3-0 contra o Newport County, e a equipe, então, embarcou em uma série de 19 partidas sem derrota, conseguindo, no final, o titulo e acesso. Apesar disso, se demitiu após o final da temporada.
No total, Sam Cowan fez 407 jogos pelo Manchester City, marcando 24 gols, sendo o 12° na ordem dos que mais jogaram pelo clube. Faleceu em 4 de Outubro de 1964.
No episódio desta semana da série “Lendas do City” mostraremos a história de mais um jogador da equipe de esquema inovador do City, na década de 50, que nos levou a um titulo da FA Cup. Após Roy Clarke, Ken Barnes, entre outros, adentramos na linha de defesa daquela equipe e encontramos o líder, o capitão: Roy Paul.
Nascido no País de Gales, Paul tornou-se um mineiro após deixar a escola, mas a oferta de um contrato profissional pelo Swansea lhe deu a oportunidade de deixar a mina, mas seu começo no futebol foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, ele fez sua estréia no campeonato, ganhando o campeonato da Terceira Divisão do Sul, em 1948-49. Depois de uma tentativa frustrada de se transferir para o colombiano Millonários, Paul se juntou a Manchester City por £ 19.500 em junho de 1950.
Paul se juntou a uma equipe que tinha acabado de ser rebaixado para a Segunda Divisão, fazendo sua estréia pelo clube no dia da abertura da temporada 1950-1951, um vitória por 4-2 frente a equipe do Preston North End. O City passou dez partidas invicto no início da temporada, até uma derrota por 4-3 para o Doncaster Rovers, Roy jogou em todas as partidas, tornando-se logo capitão do clube e ajudando os Citizens a ganharem a promoção para a Primeira Divisão, como vice-campeão atrás apenas do campeão Preston.
Com isso, Paul estava jogando na elite inglesa pela primeira vez. Nas três primeiras temporadas após o acesso, o clube não passa das posições mais baixas da tabela. No entanto, na pré-temporada de 1954-55 uma nova tática foi introduzida que mudaria a direção do clube, o já falado Plano Revie. O jogo de abertura da temporada resultou em uma derrota por 5-0 para o Preston North End. O jogo seguinte, o sistema foi refinado com Ken Barnes escolhido no lugar de John McTavish. O City bateu o Sheffield United por 5-2, e o sistema foi mantido para o restante da temporada. O papel tático de Paul foi relativamente inalterado em relação à de alguns de seus companheiros de equipe, mas, como capitão, era responsável por manter a coesão dos seus jogadores.
Usando o novo sistema, os resultados melhoraram. Em setembro 1954 City bateu o Arsenal para ir para o topo da tabela, esta partida custou quatro dentes de Roy, resultado de uma cotovelada de Tommy Lawton, da equipe adversária. O City não conseguiu se sustentar na luta pelo título, terminando em sétimo, mas a equipe teve uma temporada de sucesso na FA Cup, chegando à final, onde enfrentou o Newcastle United. Um gol de Jackie Milburn e uma lesão infeliz de Jimmy Meadows, deixando o City atrás do placar e com 10 jogadores, deixaram as coisas dificeis. O capitão assumiu a responsabilidade de mudar as táticas e motivar o grupo, por suas ações o desempenho no restante do primeiro tempo foi melhorado, resultando em um gol de empate de Bobby Johnstone, mas no segundo o Newcastle marcou duas vezes para vencer por 3-1. Publicamente, Paul prometeu levar sua equipe para Wembley novamente, mas em particular ele se culpou pela derrota, questionando se ele não tinha sido um bom capitão.
Na temporada seguinte o clube superou as conquistas da temporada anterior, terminando em quarto no campeonato e novamente alcançando a final da FA Cup, desta vez diante do Birmingham City. Consciente de que o nervosismo havia afetado sua equipe em 1955, no vestiário ele se concentrou em criar confiança em cada um do time. Desta vez foi o Manchester City que marcou um gol muito cedo, com a vantagem, Paul orientou para manterem a posse de bola a maior parte do tempo. A vitória foi mantida e o capitão Roy Paul recebeu o troféu das mãos da Rainha Elizabeth II.
Depois de vencer a FA Cup, Paul jogou mais uma temporada pelo Manchester City. No verão de 1957, foi oferecido um novo contrato, mas ele se aposentou do futebol profissional aos 37 anos, alegando perda de ritmo devido à idade. Sua última partida pelo clube foi em 22 de abril de 1957 contra o Everton. Ele continuou a jogar a nível semi-profissional, juntando-se ao Worcester City, depois ao Brecon Corinthians, e mais tarde ao Garw Atlhetic, onde encerrou sua carreira.
No total, ele fez 293 jogos pelo Manchester City, marcando 9 gols. Morreu em maio de 2002, aos 82 anos.
No episódio desta semana de série “Lendas do City” o personagem é um winger que foi importantíssimo na década de 50, década em que o City saiu da segunda divisão para montar uma equipe de futebol inovador que chegou a sucessivas finais da FA Cup, e ganhou nosso penúltimo titulo desta competição em 1956. Hoje falaremos de Royston ‘Roy’ Clarke.
De família mineira, o galês Clarke tornou-se um mineiro durante a Segunda Guerra Mundial, jogando futebol amador em seu tempo livre. Seu primeiro clube adulto foi o Cardiff City, mas jogando como amador inicialmente, tornando-se um profissional quando a liga é reiniciada depois da guerra. Ele integrou a equipe que ganhou a promoção da Terceira Divisão, em 1946-47. Em maio de 1947 ele se transferiu para recém-coroado campeão da Segunda Divisão, o Manchester City, por aproximadamente £ 12.000, fazendo sua estréia no último jogo do City na temporada, contra o Newport County, seu próximo jogo viria a ser na abertura da temporada 1947-48, contra o Wolverhampton, marcando seu primeiro gol. Há um fato curioso nisso, Roy Clarke conseguiu a façanha de em três partidas consecutivas, jogar por três divisões diferentes da Inglaterra.
Na temporada 1954-1955 o Manchester City teve sucesso usando um sistema tático inspirado na Hungria da década de 50, conhecido como Plano Revie, em que Don Revie foi usado como um centro-avante. Clarke foi um dos jogadores a se beneficiar com este sistema, onde estava em constante interação com Revie. O esquema ajudou o City a chegar a final da FA Cup. Clarke marcou o gol da vitória na semi-final contra o Sunderland, mas sofreu uma lesão no joelho no final da partida.Depois de perder cinco jogos, ele voltou à formação inicial , mas agravou a lesão na partida final da Liga Inglesa na temporada, sendo necessária uma operação, fazendo com que ele perdesse a final em que o City seria derrotado pelo Newcastle.
O City chegou à final da FA Cup novamente na temporada seguinte, e Roy Clarke contribuiu com cruzamentos que terminaram em gols, nas vitórias contra Everton e Tottenham, nas quartas e semifinais, respectivamente. O adversário na final foi o Birmingham City, considerados favoritos. No início do jogo Clarke trocou passes com Don Revie, que assistenciou Joe Hayes para colocar o City em vantagem, o Birmingham empatou ainda no primeiro tempo, mas dois gols no segundo pelo lado dos Citizens nos fizeram finalmente campeões.
Pela temporada 1957-1958 as lesões começaram a se tornar constantes, e Clarke começou a jogar pouco. Depois de um jogo de pré-temporada contra o Borussia Dortmund, em que ele jogou contundido, o gerente Les McDowall informou que ele iria em breve ser disponibilizado para transferência, mas uma lesão de Jack Dyson o manteve por mais uma temporada, fazendo ainda sete jogos pelo clube, o último foi uma derrota por 5-1 na FA Cup para o West Bromwich Albion. Ele teve uma breve passagem como assistente na última parte de sua carreira em Maine Road. Em Setembro de 1958 se transferiu para o Stockport County por £1,500, onde encerrou a carreira profissional no ano seguinte.
No total, em 11 anos de clube, Roy Clarke jogou 349 partidas pelo Manchester City, marcando 73 gols. Ele faleceu em março de 2006, aos 80 anos.
Leitores, estamos de volta com a série “Lendas do City”, pra quem sentiu falta do episódio da semana passada o motivo foi técnico (computador quebrado), mas, esta semana voltamos em grande estilo, falando de uma estrela recente: Paul Dickov.
O escocês Dickov começou sua carreira no Arsenal em 1990, mas nunca foi titular, nem teve prestigio na equipe londrina, em 1996 mudou-se para o Manchester City, que estava então na segunda divisão. Ao longo de seis temporadas no clube, ele experimentou duas promoções e dois rebaixamentos, jogando em três divisões diferentes.
Dickov se juntou ao City em 22 de Agosto de 1996, em uma transferência com valor entre £ 750,000 e £ 1.000.000. Ele fez sua estréia como substituto contra o Stoke City em 24 de Agosto, uma derrota por 2-1. Sua primeira partida como titular foi na vitória por 2-1 sobre o Charlton Athletic. Dickov se juntou ao clube em um período de turbulência, em sua primeira temporada, jogou com nada menos que cinco diferentes managers. Terminou a temporada com cinco gols em 25 partidas pelo Campeonato. No início da temporada 1997-98, Paul não começou no primeiro time, mas voltou com as lesões de Uwe Rösler e Lee Bradbury. Ele terminou a temporada como artilheiro do City com nove gols, mas o clube foi rebaixado para a terceira divisão do futebol Inglês, pela primeira vez na sua história depois de terminar em 22 º lugar.
Dickov desempenhou uma parceria com Shaun Goater impressionante na temporada 1998-99, marcando 16 gols em todas as competições, incluindo um "hat-trick" contra o Lincoln City. Ele marcou em um importante empate contra o Wigan Athletic no play off semifinal. Na final da promoção dos playoffs contra o Gillingham o escocês fez seu principal gol, aos 95 minutos e levou o jogo para a prorrogação, onde o City finalmente ganhou a promoção para a Championship.
Com este gol heróico, Dickov manteve seu lugar no time principal no início da temporada 1999-2000. Mas uma lesão nos ligamentos do joelho no dia 27 de outubro, em uma partida contra o Ipswich Town atrapalhou sua temporada. Durante sua ausência o City assinou com Robert Taylor, e quando ele voltou da lesão, foi normalmente reserva. No último jogo da temporada, uma vitória por 4-1 sobre o Blackburn, Dickov marcou o terceiro gol e o City obteve a promoção para a Premier League.
No retorno a primeira divisão, temporada 2000-01, Dickov pressentiu que suas chances de jogar seriam minimas com as contratações do ex-melhor do mundo George Weah e do costa-riquenho Paulo Wanchope. No entanto, ele ganhou um lugar na equipe, mas o City foi rebaixado de volta para a segunda divisão. E ele viu novamente suas oportunidades rarearem, sendo preterido pelo manager Joe Royle, que preferia Paulo Wanchope, Shaun Goater e Darren Huckerby. Sendo pouco aproveitado, em 22 de fevereiro de 2002 mudou-se para o Leicester City por £ 150,000.
Dickov voltou novamente ao Manchester City em 26 de maio de 2006, assinando um contrato de dois anos. Ele entrou como substituto no primeiro jogo da temporada 2006-07 contra o Chelsea, uma derrota por 3-0. Ele foi titular em jogos posteriores, incluindo uma vitória por 1-0 sobre o seu antigo clube, o Arsenal, mas Paul sofreu várias lesões ao longo da temporada, incluindo um problema nas costas, uma lesão no joelho e uma lesão no dedo do pé, este último afastando-o por quatro meses. Em nove partidas na temporada, não conseguiu marcar nenhum gol. Após isso não vestiu mais a camisa sky-blue: em agosto de 2007 foi emprestado ao Cardiff, depois ao Blackpool, e em meados de 2008 seu contrato com o City acabou, não sendo renovado.
Paul Dickov ainda joga profissionalmente, acumulando as funções de jogador e manager no pequeno Oldham Athletic. Pelo City ele fez 174 partidas, marcando 35 gols.
No nosso já tradicional capitulo semanal da série “Lendas do City” contaremos a história de um meia defensivo que foi o dono da posição do City durante 11 anos na década de 50, e se tornou ídolo, hoje falaremos de Kenneth ‘Ken’ Barnes.
Kenneth Herbert Barnes nasceu em 1928, como amador passou por Moor Green, Birmingham City, Bolton Wanderers. Ainda foi semi-profissional no Stafford Rangers, antes de se juntar ao City em 06 de maio de 1950, e finalmente se tornar profissional.
Mas Barnes não despontou de primeira no City, seu começo foi bem lento, nos primeiros quatro anos de clube ele fez apenas uma partida, contra o Derby County, em 05 de janeiro de 1952. Na temporada 1953-1954 Barnes estava jogando com a equipe reserva do Manchester City, usando um esquema tático semelhante ao da brilhante Hungria da década de 50, resultando em uma longa invencibilidade. No início da temporada seguinte, técnico do Manchester City, Les McDowall decidiu testar o sistema a nível da primeira equipe, com Don Revie no papel de centro-avante. Doravante, o sistema ficou conhecido como o Plano de Revie. O jogo de abertura da temporada resultou em uma derrota de 5-0 para o Preston North End. Revie opinou que o sistema não obteve sucesso porquê o meia John McTavish, em particular, eram defensivo demais. Para o efeito, Barnes foi escolhido para a partida seguinte no lugar de McTavish. O City bateu o Sheffield United 5-2, e Barnes tornou-se parte integrante da equipe, jogando todos os jogos no restante da temporada.
Durante a primeira temporada Barnes teve sucesso na Copa da Inglaterra. O City entrou na competição na terceira rodada, diante do Derby County. Ele marcou o primeiro gol na vitória por 3-1. A vitória no derby contra o Manchester United e uma vitória contra o Luton Town permitiu a chegada nas quartas-de-final contra seu clube de infância do Birmingham City. O City passou por Birmigham e Sunderland, e chegou a final, onde enfrentou o Newcastle United. No entanto, Barnes e o City perderam por 3-1.
Manchester City chegou à final da Copa novamente na temporada seguinte. O City bateu heroicamente o Birmingham City por 3-1, foi o único titulo de Barnes pelo clube.
Até o final dos anos 1950 Barnes foi um dos jogadores mais experientes no time, e em 1957 se tornou capitão da equipe, com a aposentadoria de Roy Paul. Durante a temporada 1957-1958 ele ajudou a equipe ao marcar 11 gols ao longo da temporada. Em seus anos no Manchester City, Barnes como capitão significava que ele havia se tornado uma forte influência sobre os jogadores mais jovens. Um exemplo particularmente notável foi Denis Law, que ingressou no clube em 1960, tornando-se grandes amigos ao longo da vida.
Nos vestiários Barnes tinha uma reputação de brincalhão, com Bert Trautmann sendo um alvo particular de chacotas. Em onze anos no Manchester City Barnes fez 283 apresentações em todas as competições, marcando 19 gols. Ele faleceu em julho de 2010.
No nosso capitulo semanal da série “Lendas do City”, falaremos, depois de Frank Swift e Bert Trautmann, de mais um jogador de uma certa posição, que costuma ser o maior culpado das derrotas, e o menos elogioado nas vitórias, mas tem uma importância tremenda para qualquer equipe. Hoje a lenda é Joe Corrigan, mais um grande goleiro que atuou pelo City.
Corrigan se juntou ao Manchester City aos 18 anos em 1966. Ele fez sua estréia em 1967, em uma partida da Copa da Liga contra o Blackpool. Ele estava na equipe durante a gloriosa temporada 1969-70, na qual o City ganhou uma Recopa Européia e a Copa da Liga Inglesa. Ele veio a vencer a Copa da Liga mais uma vez em 1976, sendo este o último titulo de expressão do City até hoje. Em seus últimos anos no City ele ainda foi vice-campeão da FA Cup de 1981, vencida pelo Tottenham Hotspur. Em 1983, depois de 16 anos defendendo a meta do City, Corrigan foi vendido para clube americano do Seattle Sounders por 30.000 libras.
No total Joe Corrigan fez 592 jogos pelo Manchester City, um valor batido apenas por Alan Oakes, e um recorde de atuações de qualquer goleiro pelo clube. Ele também ganhou o prêmio de jogador do ano do City três vezes, um feito igualado apenas por Richard Dunne.
Ele é lembrado como um dos melhores goleiros do Manchester City junto com Swift e Trautmann.
No capitulo desta semana da série “Lendas do City” falaremos de mais um jogador da literalmente lendária equipe da década de 30, desta vez será o especialista em fazer gols daquela equipe, é a fez do grande centro-avante Fred Tilson.
Samuel Frederick "Fred" Tilson fez toda carreira profissional no Manchester City . Ele fez parte da equipe que ganhou duas FA Cup e um Campeonato Inglês (Divisão 1) na década de 1930. Tilson nasceu em Swinton, Yorkshire do Sul, em 19 de abril de 1904. Ele começou sua carreira no Barnsley Congregationals. Em seguida, ele mudou-se para Barnsley, onde jogou ao lado de Eric Brook, seu companheiro de toda a carreira, do qual já falamos nesta série. Os dois jogadores atraíram interesse de equipes maiores e, em 1928, ambos foram transferidos para o Manchester City por um valor combinado de £ 6.000. Fez sua estréia em 17 de Março contra o Grimsby Town.
Em sua primeira temporada Tilson fez seis partidas e ajudou o City a ganhar a promoção para a primeira divisão. Em sua segunda temporada com a equipe jogou 22 vezes e marcou 12 gols tornando-se terceiro maior goleador da temporada do City. Lesões restringiram suas aparições na temporada 1929-1930 e 1930-1931. Ele marcou 13 gols na temporada 1931-1932. Na temporada 1932-1933 Tilson foi o principal artilheiro do clube com 23 gols em todas as competições. Isto incluiu 17 gols na Liga e 6 gols na FA Cup. Em 1933 na final da FA Cup o Manchester City foi derrotado três gols a zero pelo Everton. Tilson não jogou aquela final, mas foi decisivo na final da FA Cup de 1934 na qual ele marcou os dois gols na vitória por 2-1 sobre o Portsmouth. Naquela partida o City saiu ao intervalo perdendo por 1 a 0, e o goleiro Frank Swift se responsabilizou por isso. Tilson, numa tentativa de consolar o jovem goleiro lhe disse para não se preocupar porque ele viraria a partida, e assim o fez. Com 22 gols no total em Fa Cups, ele ainda é o maior artilheiro do City nesta competição.
Na temporada 1935-1936 Tilson foi artilheiro do City com 18 gols. City terminou em quarto lugar no campeonato daquela temporada. Na temporada 1936-1937 Tilson fez parte da equipe que conquistou o primeiro titulo da Liga Inglesa para o City. Ele marcou 15 gols nesta temporada que incluiu dois hat tricks contra o Charlton Athletic e o Wolverhampton Wanderers, em partidas consecutivas. Na temporada 1937-1938 ele fazia parte da equipe que foi rebaixada da primeira divisão apesar de ter marcado mais gols do que qualquer outra equipe. Esta foi à última temporada Tilson com o Manchester City. Em seguida, ele jogou por Northampton Town e York City.
Depois de se aposentar de jogar futebol Tilson tornou-se um treinador do Manchester City. Ele trabalhou no clube por 21 anos antes de se aposentar em 1968.
Tilson fez 264 partidas pelo City no total, marcando 110 gols.
Com o começo da temporada, a série “Lendas do City” continua, só que agora é semanalmente. O ídolo desta semana é mais recente que os citados antes, e ao contrário da maioria jogou em momentos difíceis do City, sem titulo algum, mas mesmo assim deixou sua marca. Hoje falaremos de Giorgi Kinkladze.
Kinkladze começou em equipes da sua terra natal, a Geórgia, primeiro no Mretebi Tbilisi, e depois no Dínamo Tbilisi, onde começou a fazer sucesso. Em Setembro de 1994, Kinkladze fazia parte da equipe da Geórgia que jogou contra a Moldávia em Tbilisi. Filmagens de seu desempenho resultou no interesse de clubes na Itália, e do Manchester City, onde o presidente Francis Lee garantiu um acordo em que o Manchester City teria preferência caso o Dinamo pretendesse vender o jogador.
Em sua última temporada com o Dínamo, Kinkladze marcou 14 gols em 20 partidas, e os clubes de vários países manifestaram interesse em contratá-lo. Mas o clube manteve-se fiel ao seu acordo com Lee, e em 15 de Julho de 1995, Kinkladze assinou pelo Manchester City por £ 2.000.000. Jogou sua primeira partida contra o Tottenham Hotspur em 19 de agosto de 1995.
O City começou mal a temporada 1995-96, não ganhou um único jogo nos primeiros três meses, mas Kinkladze rapidamente se tornou um herói, sendo logo considerado o melhor jogador da equipe de então. Em março de 1996, Kinkladze marcou um gol espetacular contra o Southampton, passando por cinco jogadores antes de bater o goleiro Dave Beasant.
No último dia da temporada, o Manchester City foi rebaixado para a Championship, levando a especulações de transferência para clubes como Barcelona, Liverpool e Celtic. No entanto, ele optou por permanecer, onde foi nomeado Jogador do Ano 1995-96. A temporada de 1996-1997 revelou-se um período de turbulência para o Manchester City, e ao longo da temporada Kinkladze jogou por cinco diferentes managers. Com Keith Curle no clube, Kinkladze se tornou o principal protagonista, onde se destacou com um grande número de gols em cobranças de falta, incluindo um chute de 35 jardas contra o Swindon Town descrito pelo Inglês Manchester Evening News "como um míssil". Apesar do brilho do georgiano, o Manchester City terminou a temporada bem abaixo dos lugares de promoção, e novamente houve especulações de que ele deixaria o clube. No último jogo da temporada contra o Reading, torcedores fizeram uma campanha para mantê-lo. Kinkladze foi nomeado Jogador do Ano pela segunda temporada consecutiva, e um mês após a temporada terminar, ele anunciou sua intenção de permanecer no City, assinando um novo contrato de três anos.
O Manchester City continuou capengando em 1997-98, e em fevereiro de 1998 o manager Frank Clark foi demitido. Seu substituto, Joe Royle, tinha uma reputação de jogar com meias defensivos, Royle considerou Kinkladze como um luxo desnecessário em uma batalha contra o rebaixamento, e em sua primeira reunião com a diretoria, o técnico declarou que queria vendê-lo. Depois de jogar os dois primeiros jogos sob o comando de Royle, Kinkladze teve uma lesão no tornozelo que o afastou por um mês. Retornou na derrota para o Port Vale por 2-1 e foi severamente criticado por Royle por falta de esforço, deixando-o fora dos próximos seis jogos. Com dois jogos restantes, o City estava na zona de rebaixamento, e Georgi foi chamado para a partida em casa contra o Queens Park Rangers. Kinkladze abriu o placar, mas a defesa calamitosa contribuiu para um empate em 2-2. Acabamos rebaixados para a terceira divisão. Com isso as especulações de transferência que apareciam temporada após temporada se concretizaram, e o City o vendeu ao Ajax por 5 milhões de Euros.
No total Kinkladze fez 119 partidas pelo o Manchester City, marcando 22 gols.
No capitulo de hoje da série “Lendas do City” falaremos de mais um integrante daquele esquadrão da década de 30, que nos deu grande parte das glórias que temos hoje. Desta vez seremos mais defensivos, nos ocuparemos da arte de não tomar gols. O nosso personagem é o goleiro daquele time: Frank Swift.
Como era bem comum naquela época, Swift jogou por um único clube profissionalmente: O City. Nascido em Blackpool, uma cidade costeira no noroeste da Inglaterra, o primeiro clube de Swift foi o amador Blackpool Gas Works, seu talento fez com que logo atraísse o interesse de vários clubes profissionais, o primeiro a oferecer contrato foi o Manchester City. Inicialmente assinou como um amador em outubro de 1932, aos dezoito anos de idade. Swift se tornou profissional no mês seguinte.
No momento goleiro era uma posição instável no Manchester City. Len Langford tinha feito mais de 100 partidas e tinha aparecido em 1933 a final da FA Cup, que o City perdeu por 3-0 para o Everton. Langford perdeu vários jogos das temporadas por lesões, e em 1933 deixou de ser a primeira opção para o gol. O seguinte foi James Nicholls, mas ele não suportou a derrota do Manchester City por 8-0 para o Wolverhampton Wanderers. Então foi dada a oportunidade a Swift, eram dois jogos contra o Derby County. Ele levou quatro gols em sua estréia em 25 de dezembro, mas no retorno no dia seguinte, por coincidência era seu 20 º aniversário, e o presente veio como uma vitória por 2-0. Depois de fazer sua estréia, Swift jogou uma série de mais de 200 jogos consecutivos. Sua ausência antes da suspensão do futebol, devido à II Guerra Mundial foi em um único jogo, em setembro de 1938, onde o Manchester City perdeu 6-1 em casa com o Millwall.
Apesar da inconsistência, o Manchester City foi um dos lados mais fortes de 1930, e na primeira temporada de Swift o clube chegou à final da FA Cup pelo segundo ano consecutivo. A semi-final, contra o Aston Villa um dos favoritos, terminou em uma vitória de 6-1, um recorde para uma semi-final de FA Cup.
Na final o Manchester City enfrentou o Portsmouth. Swift, o mais jovem e inexperiente da equipe, estava nervoso. Como a superfície de jogo estava molhada, ele não tinha certeza se devia ou não usar luvas. Vendo o goleiro do Portsmouth Jock Gilfillan ir para o campo sem luvas, ele decidiu seguir o exemplo. O Pompey fez um gol na primeira etapa. No intervalo Swift caiu no vestiário, culpando a si mesmo e sua decisão de não usar luvas no jogo. Fred Tilson tentou melhorar o ânimo de Swift, dizendo-lhe para não se preocupar que ele viraria a partida. Tilson devidamente marcou dois gols no segundo tempo, o segundo com menos de cinco minutos restantes. No apito final, Swift foi tão tomado pela emoção que ele desmaiou. Ele se recuperou a tempo de receber sua medalha de vencedor de George V, que enviou um telegrama perguntando sobre sua condição na segunda-feira seguinte.
Manchester City começou a temporada 1936-37 mal, e estava na metade inferior da tabela até dezembro, mas uma vitória contra o Middlesbrough no Boxing Day foi o começo de uma longa invencibilidade. Em abril o City estava em segundo lugar na tabela, e enfrentou um jogo contra o Arsenal, o City venceu por 2-0, e alcançou o topo da tabela. A partir dai continua invicto até o final de temporada o que garantiu seu primeiro campeonato com uma vitória por 4-1 sobre o Sheffield Wednesday. O terceiro gol do City nesta partida surgiu como o resultado de um longo lançamento de Swift. Em contraste com a vitória do campeonato, a temporada de 1937-38 foi uma decepção e o Manchester City acabou rebaixado. Durante a Segunda Guerra Mundial, Swift continuou a jogar com regularidade pelo City, fazendo 134 jogos da liga. Ele também se juntou ao exército britânico, e foi um vários jogadores de futebol profissional que se inscreveram na Escola de Educação Física do Exército, como parte de um esquema elaborado pela FA.
Na primeira temporada após a Segunda Guerra Mundial, o Manchester City venceu o campeonato da segunda divisão para garantir o seu regresso ao escalão principal. No processo Swift sofreu apenas 17 gols em 35 partidas.
Em 1949 ele tinha 35 anos, mas ainda estava jogando bem o suficiente para manter seu lugar na seleção inglesa. No entanto, decidiu que queria se aposentar enquanto ainda era capaz de jogar no mais alto nível. Para este fim, ele anunciou que iria se aposentar no final da temporada 1948-49. Fez o que seria seu último jogo contra o Huddersfield Town em 07 de maio, que foi seguido por um desfile em sua homenagem. No entanto, pouco antes da temporada seguinte o substituto Alec Thurlow adoeceu com tuberculose, e Swift decidiu jogar até o City encontrar um novo goleiro. Quatro novas partidas levaram seu total na carreira para 338. Ciente de tentativas por parte de outros clubes de tirar Swift da aposentadoria, mais notadamente pelo Manchester United, o Manchester City continuou a manter o contrato de Swift como jogador do clube por muitos anos.
Frank Swift morreu em 1958 no Desastre Aéreo de Munique, mesmo acidente que ficou marcado por matar 8 jogadores do Manchester United.
No capitulo de hoje da série “Lendas do City” falaremos de um ponta direita que fez parte da lendária equipe da década de 30 do City, assim como o personagem anterior, Eric Brook, geração que conquistou um titulo inglês e uma FA Cup. O homenageado é Ernie Toseland.
Toseland se tornou profissional em 1928, ao assinar com o Manchester City, a partir daí foram 10 anos pelo clube com 368 partidas e 61 gols. Ele se juntou a uma linha de frente forte que incluia jogadores da seleção inglesa, como Eric Brook, Tommy Johnson, Fred Tilson e San Cowan, além do escocês Jimmy McMullan.
Seu primeiro gol pelo City foi marcado na vitória por 3-0 sobre o Aston Villa na temporada 1928-1929. Nessa temporada o City terminou em oitavo. Na temporada 1929-1930 o Manchester City terminou em terceiro lugar na primeira divisão, três pontos atrás da vice-campeão Derby County. Toseland marcou três gols na Copa da Inglaterra daquela temporada, mas o Manchester City foi eliminado pelo Hull City na quinta rodada. Na temporada 1930-1931, o City terminou em oitavo lugar no campeonato e Toseland marcou dez gols pelo clube. Na temporada 1931-1932 a equipe conseguiu chegar à semifinal da FA Cup, mas foi derrotado pelo Arsenal por 1-0, era o começo da evolução que acabaria no titulo duas temporadas depois. Na temporada seguinte, Toseland ajudou o City a chegar à final, mas fomos derrotados por três gols a zero pelo Everton. Em 1934 finalmente o titulo em mais uma final da FA Cup, Toseland fez parte da equipe que bateu o Portsmouth por 2-1, na histórica campanha ele marcou uma vez em um 6-1 contra o Aston Villa na semi-final dessa competição. Na temporada 1934-1935 Toseland marcou cinco gols e o City terminou em quarto no campeonato, dez pontos atrás do campeão Arsenal. Em 1935-1936 ele marcou dez gols e foi um dos principais artilheiros da equipe.
Na histórica temporada 1936-1937, Toseland fez parte do primeiro time do Manchester City a vencer o Campeonato Inglês. A equipe entrou em uma série invicta após o Natal, vencendo 14 vezes e empatando seis jogos. O campeonato foi vencido em Maine Road com uma vitória por 4-1 sobre o Sheffield Wednesday. A última temporada dele, 1937-1938, porém, foi trágica para o City, que foi rebaixado. Em 1938 ele se transferiu para o Sheffield Wednesday, mas logo em seguida eclodiu a guerra, a partir daí Toseland jogou apenas de modo amador.
No capitulo de hoje da série “Lendas do City”, falaremos de mais um jogador espetacular, o maior artilheiro da história do Manchester City: Eric Brook. Com uma patada de pena esquerda certeira, e sendo um cobrador de pênaltis como poucos, Brook é considerado um dos maiores jogadores de sempre do Manchester City e da Inglaterra, ele foi descrito "como um avanço itinerante brilhante para o Manchester City e para a Inglaterra"
Brook chegou ao City com o seu companheiro de Barnsley Fred Tilson pelo valor de £ 6.000, fez sua estréia em 17 de Março contra o Grimsby Town. Brook e Tilson se juntaram a uma linha de frente forte no clube que incluía Tommy Johnson, Billy Austin e Frank Roberts. Brook marcou seu primeiro gol com sua nova equipe na vitória por 5-3 contra a Clapton Orient. Em sua primeira temporada pelo Manchester City Brook jogou 12 vezes e marcou dois gols ajudando a equipe a ganhar a promoção para a Primeira Divisão.
Na temporada 1928-29 do futebol que ele fez 42 partidas e marcou 14 vezes. Na temporada 1929-30 Brook ajudou o Manchester City a chegar em terceiro no campeonato. Ele foi artilheiro do clube nas temporadas 1930-31 e 1935-36.
Brook e o City jogaram sucessivas finais da FA Cup na década de 30, em 1934 veio a grande glória, com Brook sendo fundamental durante a campanha, o City derrotou o Portsmouth e conquistou o titulo.
Em 1940 Brook foi convocado pela Inglaterra para disputar um amistoso contra a Escócia, mas ao viajar para o jogo, ele e o companheiro de clube e seleção Sam Barkas, se envolveram em um acidente automobilístico, Brook teve uma fratura no crânio, e logo depois, em decorrência disto, resolveu abandonar o futebol. Nos 11 anos que jogou pelo City, Eric Brook participou de 450 partidas e fez 158 gols.
Em mais um capitulo da série “Lendas do City”, vamos falar de Colin Bell, um meia que é simplesmente considerado o maior jogador da história do clube, e que fez um trio mágico com Francis Lee e Mike Summerbee no final dos anos 60.
Em 1966 Bell saiu do Bury para o Manchester City e ajudou a equipe a ganhar a promoção para a Primeira Divisão no mesmo ano. Em 1969, ele ajudou o City a vencer a FA Cup com uma vitória por 1-0 sobre o Leicester City. Em 1970, uma temporada mágica para o Manchester City e Bell, que ganharam dois troféus, a Taça da Liga e da Taça dos Vencedores das Taça dos Campeões Europeus, em conseqüência, o jogador ainda foi convocado para a Copa de 70, no México, pela Seleção Inglesa.
Em 1975 o mágico jogador viu a carreira sucumbir à violência dos adversários, Bell foi gravemente ferido no joelho direito contra o Manchester United em uma dividida com Martin Buchan durante uma partida da Copa da Liga em Maine Road. Ele tentou um retorno em 1977, nunca tendo recapturado a forma que guiou o Manchester City a uma imensidão de glórias, que após sua parada, não apareceram mais.
Depois de ser forçado a parar, Colin Bell ainda trabalhou no City por muitos anos com funções nas categorias de base, e como embaixador do clube. Em 2004, Bell foi escolhido pelos torcedores para dar nome a uma parte do novo City of Manchester Stadium, sendo chamada a partir de então de “The Bell Colin Stand”. Honra mais que merecida ao nosso maior jogador.
O novo capitulo da série “Lendas do City” fala hoje de um dos grandes jogadores do final do século XIX, começo do século XX, ainda na época do amadorismo. Apelidado de “Bruxo Galês”, um mineiro que descobriu que levava jeito mesmo era para o futebol, com classe exuberante jogou pelos dois principais clubes de Manchester, e nos deu o primeiro titulo de nossa história, falo Billy Meredith.
Billy Meredith começou no pequeno Norwich Victória, e suas excelentes performances levaram ao interesse de vários grandes clubes ingleses, entre eles o City, dois funcionários do clube viajaram ao País de Gales para atender o jogador. Lendas sugerem que eles foram inicialmente expulsos pelos habitantes locais, e só foram autorizados a falar com Meredith depois de terem comprado bebidas para seus colegas de mineração. Ele não queria abandonar a vida em Chirk, pois naquela época a idéia de futebol era só como diversão, e Meredith tinha seu trabalho, era mineiro.
Meredith acabou por assinar com o Manchester City, mas como um amador. Ele continuou com seu trabalho por pelo menos um ano, indo e voltando para os jogos. Fez sua estréia contra o Newcastle United, em Novembro de 1894, em uma derrota de 5-4 para o City. Na semana seguinte, Meredith jogou sua primeira partida em casa pelo o clube, e marcou dois gols contra o Newton Heath - que mais tarde se tornaria o Manchester United . Em janeiro 1895 ele virou profissional.
Em sua primeira temporada no Manchester City, Meredith terminou como artilheiro, apesar de jogar na ala. Ele repetiu a façanha no ano seguinte. A partida final da temporada viu Meredith marcar seu primeiro "hat-trick" para o clube em um categórico 9-0 contra o Burton Swifts. Com o sucesso, se tornou amado pelos torcedores em pouco tempo.
Meredith era o capitão quando o Manchester City venceu a FA Cup em 1904, primeiro grande titulo do clube.
Em 1904, o jogador foi acusado de subornar Alex Leake do Aston Villa para perder uma partida, foi então punido com 18 meses sem jogar, logo depois de terminada a punição, se transferiu para o Manchester United.
Em 1921 ele retornou ao City. Em 1924, comandou o clube na Copa da Inglaterra, onde foi ainda capaz de marcar contra o Brighton. Sua última partida foi contra o Newcastle na semi-final com a idade de 49 anos e 245 dias, tornando-o um dos jogadores que jogaram mais tempo em toda a história. No total, Meredith apareceu 390 vezes para o Manchester City e marcou 150 gols, números incríveis para um ala, e conquistou uma Taça da Inglaterra.
A lenda do City de hoje tem uma história curiosa. Uma pessoa que serviu pelo seu país na Segunda Grande Guerra e pagou por isso por muitos anos, falo de Bert Trautmann, um pára-quedista alemão que desertou, foi capturado pelas forças aliadas e estando preso na Inglaterra, descobriu a paixão pelo futebol. Escolheu a profissão de goleiro, virou profissional aos 26 anos, teve de enfrentar a ira dos torcedores, para depois ganhá-los com suas defesas espetaculares.
A noticia de sua habilidade correu, e, disputado por vários clubes, Trautmann assinou contrato com o City em 07 de outubro de 1949, e logo teve que sofrer com sua origem. Alguns torcedores do Manchester City não estavam contentes em ter um ex-membro da Luftwaffe (Força Aérea Alemã) na equipe. Para tanto, ameaçaram um boicote, não indo ao estádio e pessoas todo o país bombardearam o clube com cartas de protesto.
Além das dificuldades com a sua nacionalidade, Trautmann estava substituindo o recém-aposentado Frank Swift, um dos maiores goleiros da história do clube. Para tentar apaziguar os ânimos, o capitão Eric Westwood fez uma exposição pública de acolhimento a Trautmann, anunciando "Não há guerra no vestiário".
Trautmann fez sua estréia em 19 de novembro contra o Bolton Wanderers, e, após uma exposição competente em sua primeira partida em casa para o clube os protestos diminuíram. Os fãs descobriam seu talento... Mas ele continuo a receber os mais diversos tipos de protestos nos jogos fora-de-casa, o que as vezes afetava sua concentração. Na sua primeira partida em Londres, contra o Fulham, Trautmann mais uma vez sofreu, os graves danos causados à cidade pela Luftwaffe significava que o ex-pára-quedista Trautmann era uma figura odiada pela a multidão, que gritava "Kraut" e "nazista" para ele. No entanto, uma série de defesas de Trautmann significaram uma magra derrota por 1-0. Após o apito final, Trautmann recebeu uma ovação de pé. Infelizmente, naquela temporada o City viria a ser rebaixado.
Logo depois o Manchester City voltou a primeira divisão, e nos anos seguintes Trautmann se estabeleceu como um dos melhores goleiros do campeonato. Com o City recusando algumas altas propostas por seu passe.
Nas temporadas seguintes, Trautmann e o City fizeram ótimas temporadas, com o vice-campeonato da FA Cup de 1955, um quarto lugar no Campeonato Inglês da temporada 1955-56, e, finalmente, o titulo merecido da FA Cup de 1956, sendo no mesmo ano, Trautmann foi o primeiro goleiro a ser eleito o futebolista do ano na Inglaterra.
No total, em sua heróica carreira, Trautmann jogou 545 partidas pelo City no período de 15 anos entre 1949 e 1964.
Em 1964 ele terminou sua carreira com um depoimento na frente de uma multidão de 47.000 torcedores, embora o número real foi estimado em perto de 60 mil. Sua última partida foi em um combinado de Manchester City e Manchester United, inclusive capitaneando Bobby Charlton e Denis Law, contra um combinado da Inglaterra, que incluiu Tom Finney, Stanley Matthews e Jimmy Armfield. Nada mais justo para alguém que lutou anos para pagar erros do passado e enfrentar preconceitos, mas se redimiu com um futebol de primeira classe.
Começamos uma nova série no Blog do City, é sobre os maiores jogadores da história do City, especialmente para aqueles que se alegram com Tevez e Cia hoje, mas não conhecem quem brilhou no passado, especialmente em épocas difíceis. E o primeiro da lista é Alan Oakes, vamos conhecer esta lenda:
Alan Arthur Oakes é o jogador que mais jogou pelo City, foram 564 partidas e 26 gols de 1959 a 1976 e o que mais conquistou títulos também, um meio-campo que foi a figura da último campeonato inglês da primeira divisão que nós conquistamos.
Oakes assinou com o Manchester City em 1958 com apenas quinze anos, virou profissional um ano mais tarde. Sua estréia no time principal veio em 14 de novembro de 1958 em um empate de 1-1 com o Chelsea. Durante a década de 1960 Oakes provou ser um dos poucos jogadores consistentes em temporadas sofridas do City. No entanto, foi sob a tutela do treinador Joe Mercer que Oakes floresceu. Ele jogou em todos os jogos do titulo nacional do City em 1967-68, e adicionando os titulos da League Cup de 1970 e 1976, da Second Division de 1965-66 e da FA Cup de 1970, ele se tornou o jogador que mais ganhou títulos pelo City em toda a história.
Seu último jogo pelo Manchester City foi em 4 de maio de 1976, entrando como substituto de Mike Doyle contra o rival Manchester United.
Entre as figuras do futebol de sua época Oakes era famoso por seu profissionalismo, o treinador do Liverpool, Bill Shankly o descreveu como "exatamente o tipo de jogador que o jovens deviam usar como modelo".