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domingo, 25 de maio de 2014

Avaliação e notas dos jogadores na temporada 2013/14

Hart  - O inglês começou a Premier como terminou a última temporada, displicente, sem motivação. E com isso levou o jogador a falhar muito no gol da equipe levando o Pellegrini o colocar no banco para dar um choque de realidade. Depois disso Hart voltou ser o goleiro que conhecemos e pode se dizer que aquela defesa contra o Everton foi muito importante para o título. Nota:7.5



Pantilimon - O grande romeno sempre foi jogador de jogar apenas as copas que o City participava, e nunca comprometeu. Mas nessa temporada ele teve uma participação maior do que esperava ao ganhar a posição de titular do Hart e o goleiro não desapontou. Costel fez bons jogos mais sabia que mais cedo ou tarde voltaria para o banco. Ontem ele foi liberado pelo clube no final de seu contrato. Pant que ser titular em outra equipe, e nós só podemos desejar boa sorte para ele. Nota: 6.5


Zabaleta - O argentino que foi eleito o melhor jogador da equipe na Premier passada começou o campeonato voando. Pablo é amado pela torcida e sempre se entrega em campo 110%. Nessa temporada com o esquema mais ofensivo do Pellegrini jogou mais no ataque e foi muito bem. Agora a falta de um jogador para revesar com ele fez o Zabaleta jogar 48 jogos no ano, e com isso teve momentos em janeiro, fevereiro e março que o argentino estava fadigado. Mas no sprint final da Premier ele se reergeu e mostrou porque é um dos mais amados e importantes do time. Nota 7.5

Richards - Micah tem potencial para ser um dos melhores laterais da Premier League. Quem se assistiu o histórico 6x1 contra o United lembra muito bem o que ele pode fazer naquele lado direito da equipe. O grande problema são suas constantes contusões que prejudicam sua carreira e também o time que sempre precisa escalar o Zabaleta em todos os jogos. Richards jogou apenas 10 jogos nesse ano, e o inglês que tem mais 1 ano de contrato com o City não deseja renovar e deve ser negociado. Nota 4

Kolarov - Outro jogador que foi beneficiado com a chegada do Pellegrini. Com o chileno no comando da equipe ele pode jogar onde é letal, no ataque. Seus cruzamentos, chutes tiveram uma melhora significativa e o sérvio ajudou muito o time ofensivamente. Sua marcação continua sendo falha, mas com o City marcando tantos gols não foi comprometedor. Nota 7

Clichy - O françês perdeu a posição de titular nesse ano e por ter uma marcação melhor que o Kolarov é de costume atuar nos jogos fora de casa. Mas Gael não teve uma boa temporada, começou muito mal e com o passar do ano suas atuações foram melhorando, mas nunca chegou no nivel de 11/12. Se espera mais dele em 14/15. Nota 6

Kompany - Nosso capitão teve uma sólida performance durante toda a temporada, mas nunca atingiu o ápice do seu jogo. O belga é nosso lider e grande figura dentro de campo, mas as vezes sua confiança não é benéfica para ele como foi na expulsão contra o Hull. Vincent também passou um bom tempo no departamento médico. Parecia que a sua temporada iria ficar marcada pela falha contra o Liverpool que indicava ter encerrado ali as nossas chances de título, mas ele levantou a cabeça e seguiu e comandou o City a mais uma conquista nessa nova era. Nota 7

Demichelis - Um dos jogadores mais injustiçados da temporada mas que resurgiu das cinzas para mostrar todo seu valor. Não é facil chegar numa Premier League numa idade avançada e entender o ritmo da competição. Se formos sinceros suas falhas que custaram a equipe foi a expulsão contra o Barcelona e o penalti contra o Wigan na FA Cup.Homem de confiança do Pellegrini que sempre defendeu o jogador e sabia que ele seria importante para o time. Depois disso o jogador começou compensar sua falta de velocidade com a experiência de se antecipar nas jogadas. Seus carrinhos são precisos e chamou a responsabilidade quando precisou, e foi fundamental na parte final da Premier League. Nota 7.5



Lescott - O inglês formou com o  Kompany a melhor zaga de 11/12. Depois com a chegada do Nastasic perdeu a posição de titular e nunca mais voltou a ser titular. Com a contusão de Kompany e com Nastasic constantemente fora no departamento médico ele participou de 24 jogos na temporada. Nós todos sabemos de sua limitações técnicas, mas o jogador sempre compensou com muita entrega dentro de campo. Seu contrato se encerrou com o clube mas sempre será lembrado pelos torcedores. Nota 6

Nastasic - Primeira temporada dele foi muito promissora, jogador com um futuro brilhante pela frente mas que precisa esquecer esse ano. Passou a maior parte dele com uma contusão no joelho em que os médicos não conseguiam descobrir o que era, e quando teve oportunidades de jogar estava totalmente sem ritmo de jogo. Fez 23 jogos mas não convenceu em nenhum deles. Outro que esperamos mais no próximo ano. Nota 4

Javi Garcia - Depois de seu primeiro ano no City muitos questionaram sua habilidade para jogar na Premier League. Mass o jogador respondeu todos os críticos com um bom futebol e mostrou porque é amado pelos torcedores do Benfica. Quando foi chamado por Pellegrini sempre deu conta do recado, atuando até de zagueiro. Com ele na equipe o City tem uma proteção maior na defesa, um dos motivos por ter sido titular nos últimos jogos da Premier League. Nota 6

Fernandinho - Sou suspeito de falar do Fernandinho. Acompanhei toda a trajetória da sua negociação até sua chegada no City. O brasileiro recebeu muitas críticas do público brasileiro, todos questionando seu pedigree e o valor da sua transferência. São para poucos jogadores que chegam na Premier em seu primeiro ano e fazem o que o Fernandinho fez. Começou como segundo volante mas acabou recuando para dar mais liberdade ao Yaya. Sempre calmo com a bola deu qualidade ao passe que vem de trás e principalmente parece cansar nunca, corre a partida toda. Com o City conseguiu realizar seu sonho de disputar uma Copa do Mundo. Fez 46 jogos e marcou 5 gols, se tornando um dos jogadores mais queridos da torcida. Espero uma temporada ainda melhor dele em 2014/15. Nota 8


Yaya Toure - Para muitos o melhor jogador da Premier League. Yaya quando que é praticamente impossível de ser parado em campo quando está nos seus dias, que pena ele não ter essa vontade em todas as partidas. Mas nessa temporada o Marfinense quis mais e por isso foi tão importante para o City. O jogador se mostrou um grande cobrador de faltas algo que não sabiamos que era capaz. Sempre forte no meio  é muito complicado roubar a bola dos seus pés, e quando ele pega aquela bola na intermediária e começa a galopar rumo ao ataque todos sabem o que vai acontecer. Quantas vezes vimos ele fazer isso nos últimos anos e ainda ninguém conseguiu para-lo. Com 24 gols durante toda a temporada tem se uma idéia o tanto que jogou, Nota 9

Milner - Toda equipe de futebol no mundo precisa de um James Milner. Jogador versátil que joga em praticamente em todas as posições. Líder, se entrega totalmente em campo e não reclama de estar no banco de reservas. Será lembrado nesse ano pelo grande jogo contra o Bayern na Alemanha onde foi o grande nome. Acredito que se tivesse entrado de titular na partida contra o Barcelona no Etihad Stadium teríamos tido mais sorte.  Milner tem apenas mais 1 ano de contrato, e espero que o clube consiga renovar com o jogador. Nota 7

Jesus Navas - Não teve um primeiro ano brilhante, mas também não foi mal. Começou como titular, mas com o crescimento do Nasri acabou perdendo a vaga. Com o espanhol o City tem algo que sempre faltava ao time, jogadas pelos lados. Jogador muito rápido mas que as vezes sua velocidade o prejudica nas jogadas. Teve jogos brilhantes como a partida contra o United e Tottenham no Etihad, mas teve jogos em que foi abaixo do esperado. Se jogar mais em diagonal tem tudo para elevar seu jogo para outro nível. Nota 6.5 

Nasri - Que temporada do "Le Petit Prince", finalmente mostrou do que é capaz. Samir se beneficiou com a chegada do Jesus Navas. O francês percebeu que se não comecasse a jogar seria apenas um coadjuvante na equipe. Com a contusão do David Silva bem no começo da campanha o jogador assumiu o comando do meio de campo e liderou a equipe para o ataque. As vezes com o Merlin em campo parece que ele tende a deixar a responsabilidades para o espanhol, mas dessa vez  temos pouco a reclamar e mais a elogiar. Nota 8




David Silva - Jogador mais habilidoso do Manchester City e um dos melhores da Premier. Acho incrível como alguns tentam colocar ele no nível de Mata, Carzola e Ozil. "El Mago" teve uma ótima temporada e que só não foi perfeita porque teve algumas contusões e ficou um bom tempo fora da equipe. O jogo do Silva cresceu muito quando o Pellegrini mudou a formação tática da equipe jogando com um apenas um atacante e com o espanhol bem atrás. As partidas contra o United no Old Trafford e o segundo tempo contra o Liverpool no Anfield mostra o grande jogador que é. Importante ressaltar que jogou o final da Premier com uma contusão no tornozelo, mas mesmo assim não deixou de brilhar. Nota 8.5

Rodwell - Uma das grandes promessas do futebol inglês nos últimos anos mas que as contusões não o deixam jogar bola. Jack como o Richards parece ser de vidro, consegue se machucar as vezes no aquecimento. Fico triste porque sei o tanto que é talentoso e capaz de ajudar a equipe. Se não for negociado na próxima janela será uma surpresa. Nota 4

Negredo - Jogador que chegou com um ponto de interrogação mas que conquistou seu lugar com belas atuações e gols. Sua dupla com o Aguero foi uma das mais letais na Europa e logo Alvaro recebeu o apelido "BEAST". Infelizmente depois de uma contusão no ombro contra o West Ham em janeiro o espanhol cai de produção, e assim perdendo sua confiança e não marcou mais gols. Sabemos de suas qualidades e depois de umas belas férias o Negredo voltará a balançar as redes. Nota 7.5

Dzeko - Pellegrini chegou no City dizendo que o jogador era muito importante para o time dando confiança ao Bósnio que e assim mostrou que o chileno não estava errado. Acho que uma das grandes qualidades do Edin nessa temporada foi não ter reclamado de estar na reserva, e ter esperado o momento certo para a posição de titular cair no seu colo com as contusões de Aguero e Negredo e assim marcar seus gols. Foi outro jogador que no final da temporada elevou seu jogo em outro nível tanto no ataque quanto ajudando seus companheiros na defesa. Temos sorte de termos dois belos atacantes no calibre de Negredo e Dzeko. Nota 8



Aguero -  O que dizer do Kun nessa temporada. Um dos melhores atacantes do mundo mas que precisa resolver seus problemas musculares. Quando esteve em campo o City teve um dos ataques mais poderosos do mundo, e se tivesse jogado toda a temporada talvez teríamos ganho a Premier League com mais facilidade.. Jogou apenas 34 jogos e marcou 28 gols, uma melhora do que foi ano passado. Mas Sergio Aguero sabe que pode fazer mais do que isso se ficar longe do departamento médico, Nota 7

Jovetic - temos pouco a falar do Jovetic pois praticamente não atuou. Jogador de uma técnica incrível mas que praticamente passou a temporada toda no departamento médico com problemas musculares, As poucas vezes que esteve em campo percebe que se ele ficar livre das contusões vai fazer o City subir para outro degrau. Espera se demais dele em 2014-15 - Nota 5 

Manuel Pellegrini - Chegou com uma missão difícil de substituir o Roberto Mancini e não desapontou. Talvez nunca seja amado pela torcida como o italiano foi, mas sempre terá o respeito e admiração de todos pelo seu trabalho. Com dois títulos na temporada  e um futebol atraente pode se dizer que teve um ótimo ano. Pellegrini precisou de tempo para se adaptar a Premier League, errando muito nos jogos fora de casa no começo da campanha. Mas ele muito inteligente percebeu que apenas atacar não era suficiente para ganhar uma partida no campeonato mais díficil do mundo. Foi esperto em não cair nos "mind games" do José Mourinho. O único defeito do chileno é não ajustar a equipe conforme os adversários que enfrenta. Foi muito criticado pela torcida quando abriu mão de jogar uma semi-final de FA Cup para tentar uma classificação na Champions League algo que era impossível. Parecia que ia levar esse culpa para a próxima temporada o que ia lhe trazer uma presssão desnecesssária. Mas com muita calma, precisão e conhecimento tático abriu mão do futebol ofensivo no reta final para ter uma equipe mais compacta e confiável defensivamente e assim ganhando a Premier League nos últimos 100 metros. Nota 8


E qual a opinião e notas de vocês? Comentem!!!


segunda-feira, 12 de maio de 2014

E o vilão venceu...


É românticos, lamento lhes dizer, mas nós compramos mais um título da Premier League. Graças ao Sheikh Mansour, o Manchester City ousou ganhar seu segundo campeonato em três temporadas, algo impensável há poucos anos atrás. Agora, podem lamentar-se, chorar e dizer que o Liverpool é o campeão moral, que merecia, entre outras baboseiras. Somos sujos, mas temos títulos...

Foi uma Premier League louca, muito disputada, com inúmeras trocas de liderança e uma disputa ferrenha até o final. Um êxtase de competitividade que deixou todos em extrema adrenalina. Em um momento o Arsenal, com um bom futebol e campanha inicialmente muito consistente, pareceu que ia até o final e poderia encerrar sua desgastante fila sem títulos; depois veio o Chelsea de Mourinho, que graças a seus reforços e técnico tarimbado parecia o mais preparado para ser campeão nos prognósticos de pré-temporada; também o Liverpool, que fez uma campanha acima do que seu elenco prometia, apresentou um ótimo futebol e um ataque avassalador, por boa parte da temporada parecia morto na briga pelo primeiro lugar, mas de repente despertou e encantou, esteve bem perto de ganhar após longos 24 anos; Por fim, teve o United, que... ah, não, o United não...

O Arsenal foi o cavalo paraguaio habitual dos últimos anos. O Chelsea perdeu jogos bobos e não conseguiu dividir as disputas na Premier e Champions com eficácia. E o Liverpool junto com o Gerrard tropeçaram em um clássico contra um adversário reserva, sucumbindo também a arrogância, a frescura e ao já ganhou. O City começou um campeonato arrasando e encantando, com um ataque avassalador, poderia levar fácil, mas as atuações caíram, perdeu clássicos importantes para o Chelsea (em casa) e Liverpool, então parecia que não ia dar. Aí ganhou um presente e foi com tudo em busca do sonho, venceu batalhas difíceis e cruciais, sempre acreditando, mas nunca cantando vitória.

Sim, existiu um dia que foi crucial para tudo: 27 de abril. Naquele domingo eu entrei com um pensamento dominante em minha cabeça: “hoje o Liverpool tem 99% de chances de ser campeão”. Era óbvio, eles tinham grandes chances de sair dali com o título praticamente assegurado, só não aconteceria com uma improvável combinação de resultados. Os Reds vinham embaladíssimos, com espírito de campeão e jogariam em casa contra um Chelsea reserva, totalmente focado na semifinal da Champions. O City, por outro lado, iria pegar um Crystal Palace casca grossa vindo de cinco vitórias seguidas em sua casa, um caldeirão em que o time já tinha arrancado pontos de times com muito mais grife, e estava sem o mago David Silva. Não adiantava, mesmo que um tropeçasse o outro também o faria, e tudo ficaria na mesma...

Mas aí Mourinho estacionou um ônibus a frente do seu gol, que não deixou passar nada. Gerrard escorregou, eles partiram para o desespero e tomaram mais um, o primeiro passo estava feito. Me animei um pouco: “nós ganhamos um presente, não podemos desperdiçá-lo de nenhuma forma, nem que seja meio a zero!”. Naquele dia Yaya Touré, o melhor meio campo do mundo, que só não é reconhecido pela FIFA por ter menos grife que Xavi e Iniesta, decidiu mais uma vez para o time: o gigante acordava para não dar chance a ninguém mais.

Em seguida, com muita catimba e cojones, conseguimos superar uma partida duríssima contra o Everton, em que o mundo jogava contra nós. Parecia então certo que a última rodada seria um nervoso deja vu de 2011/12. Dois times empatados em pontos que decidiriam no saldo, novamente com os Sky Blues em vantagem no quesito. Será que viria um novo sofrimento épico? Mas aí, o time vermelho tratou de facilitar mais uma vez, não conseguindo o que tínhamos feito: em um jogo louco onde fizeram 3 x 0 e deu até medo de conseguirem tirar a diferença do saldo, tomaram o empate da guerreira equipe de Tony Pullis. Dois dias depois superamos o trauma dos jogos atrasados (anteriormente havíamos quase perdido para o Sunderland, tirando o título das nossas mãos) goleando o Aston Villa numa partida que foi mais difícil do que o placar indicou.

Então, chegamos neste domingo. Objetivamente, a diferença para 2011/12 é que dependíamos apenas de um empate, há não ser que o Liverpool aplicasse uma goleada totalmente irreal no Newcastle, e não mais da vitória, mas subjetivamente a situação era 100% diferente. Há dois anos atrás mais ou menos todo mundo (excetuando os diabos) torcia, mesmo que muito dentro de si, por nosso título. Naquela época nosso dinheiro era bom, ajudaria a quebrar uma seqüência do United, colocaria mais competitividade a competição, etc. ali éramos nós que tínhamos uma fila desgraçada contra, éramos os patinhos feios, os chacoteados. Para agora o clima mudou 360 graus, viramos os vilões do mundo, a morte do futebol, o fruto da lavagem de dinheiro ou de um dono que quer apenas divertir-se. Nosso título era vitória do mal, resumindo tudo.

O Liverpool, por outro lado, angariou a torcida de meio mundo. Nem os inteligentes jornalistas, muitas vezes tão batalhadores pela imparcialidade, conseguiram esconder a preferência, e as transmissões de jogos transformaram-se em um inferno de chatice e romantismo, foi muito duro agüentar as rodadas finais. Os Reds viraram, de uma hora para outra, time diferenciado, parecia que não tinham dono ou montaram o seu time por meio de escambo, sem gastar dinheiro nenhum. A torcida era o símbolo do sofrimento e a melhor do mundo, e Gerrard, bem, quase um santo...

Eu nunca odiei a equipe adversária, me solidarizo com o sofrimento dos torcedores, não ignoro sua grandeza e entendi a maioria dos argumentos de quem torceu por eles. Mas, diante desta aura de santificação forçada, e principalmente de vilanização do City, com uma torcida otimista demais diante de tão profunda fila, onde muitos ressuscitaram das tumbas para, sem sentido, se acharem nas redes sociais, e um técnico boca solta, este título virou praticamente uma questão de honra. Precisávamos quebrar esta corrente, se o Liverpool vencesse seria capaz de aparecerem veadinhos saltitantes e beija-flores em Anfield, tamanho clima de conto-de-fadas criado, e a televisão tornar-se-ia insuportável.

Se ser um citizen já implica em pessimismo, diante de tão profundo nevoeiro negativo em nossa direção, não tinha como esconder o medo de que alguma série improvável de acontecimentos místicos dessem ao Liverpool a vitória épica que precisavam para se confirmarem como diferentes. Só tive plena certeza quando o relógio bateu 92 minutos de jogo (sério), porque aí eu sabia que os Hammers não fariam três gols em dois minutos, era fisicamente impossível... O jogo contra o West Ham passou longe da dramaticidade de dois anos atrás, mas nem por isso, e para não contrariar a história e o Typical City não foi algo fácil demais, não veio à goleada que muitos poderiam pensar.

O City foi campeão com menos dias na liderança que Arsenal, Chelsea e Liverpool (muito por culpa dos malditos jogos atrasados que não nos largavam), mas no dia que interessava, 11 de maio de 2014, estávamos lá. Os Reds tiveram azar, pois o confronto era com uma equipe em que a mística de sofrimento e superação das adversidades era muito maior que a deles, por mais que muitos esqueçam. Que eles esperem mais 1 ano, ou 20. Nós esperamos 44, porque eles não podem?

Júnior Martins

quinta-feira, 8 de maio de 2014

City goleia Aston Villa e fica há 1 ponto do título


Nesta quarta-feira os corações citizens ficaram apertados na expectativa pela importante partida adiada da 29ª rodada contra o Aston Villa no Etihad Stadium. Mas, ao contrário do duelo atrasado anterior, o empate que quase foi derrota contra o Sunderland, desta vez o time não deu sopa para o azar, Dzeko decidiu na goleada e o time caminha a passos largos rumo ao quarto título da Premier League.

Quem vê apenas o resultado pode presumir que a partida foi tranquila, mas é enganoso. Como temíamos, tivemos dificuldade para superar a retranca dos Villans, e ainda tomamos sustos em alguns poucos contra-ataques. A equipe buscou ser protagonista no jogo desde o começo, buscando criar chances no ataque. A primeira boa chance veio aos 12 minutos, quando Yaya Touré bateu de primeira ao receber de Zabaleta para Guzan salvar com o pé.

Mas este lance não indicou um bombardeio ao gol dos adversários. O City até continuava pressionando no ataque, mas tinha dificuldades para furar o bloqueio defensivo, tocando muito a bola e criando poucas chances objetivas. Como em outras situações, a equipe parecia pecar pelo nervosismo em abrir o placar, pela necessidade de vitória para aproveitar o tropeço do Liverpool na segunda-feira. O primeiro tempo, para desespero de todos, acabou 0 x 0.


Na segunda etapa, o time continuou buscando gol, e de tanto martelar, conseguiu furar a parede aos 19 minutos, quando Zabaleta, que jogou muito, avançou ao ataque após lançamento de Silva, achando Dzeko na área, que recebeu rasteiro, apenas tocando para as redes. O placar estava aberto, e o City tirava um grande peso das costas. A partir daí, as jogadas naturalmente fluíram melhores, aos 27 Zaba novamente recebeu em jogada ofensiva, tocou para trás, onde David Silva chutou e Guzan defendeu, mas o goleiro deu um presente a Dzeko, largando o rebote nos pés do bósnio, que fuzilou para fazer o segundo.



Com o City mais tranquilo, o Villa conseguiu se arriscar no ataque, e quase marcou quando Weimann cabeceou no travessão após cobrança de falta. A bola bateu no chão, mas claramente não entrou no gol. Aos 44, Yaya passou para Jovetic bater de direita e fazer mais um. Para encerrar, nos acréscimos, o marfinense fez sua jogada característica e incomparável, arrancou da defesa e ninguém conseguiu pegar. O melhor meio-campo do mundo tocou na saída de Guzan e fechou o placar, 4-0.

Com isto, o City confirmou a vantagem de dois pontos frente ao Liverpool, e joga por uma empate no próximo domingo diante do West Ham em um Etihad Stadium lotado. O jogo vai ser as 11 horas de Brasília, com transmissão da Fox Sports e ESPN Brasil.


Foi a vitória do time que nunca cantou vitória antes do final, e nem canta ainda, sabemos que ainda existem 90 minutos por vir: arrogância nunca vai fazer parte do verdadeiro citizen. No próximo domingo, dia das mães, é dia de vestir a camisa azul e unir forças por este título. Falta apenas uma batalha! #TOGETHER

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Para onde nos levam os ventos da temporada

Estamos chegando à reta final da Liga Inglesa mais emocionante dos últimos anos. São três times disputando ponto a ponto a taça: um Liverpool comendo a bola e encantando com Luis Suárez jogando absurdamente; um Chelsea do imprevisível Mourinho, que já teve a liderança nas mãos, mas ficou em situação difícil após tropeços inesperados; E o City, que já encantou, caiu um pouco, voltou a atuar bem e tem dois jogos a menos que os demais, sendo o líder por pontos perdidos.


Hoje a classificação é esta:


O City tem uma vantagem virtual de dois pontos sobre os Reds, e quatro sobre os Blues e a questão que mais pesa agora, no caso, são os confrontos restantes das equipes:


Considerando este fator, vemos que a vantagem do City é teórica, mas a do Liverpool é real. Olhando friamente apenas pelo teor dos adversários, cada um tem dois confrontos difíceis e o restante onde é obrigação vencer, já o Chelsea tem um difícil e quatro de teor mais tranqüilo. A diferença é que o time vermelho tem estas duas partidas cruciais contra seus adversários diretos em casa, uma colher de sopa inestimável dada pela tabela, enquanto o City vai fazer duas visitas a Liverpool, contra o homônimo e o Everton, este segundo talvez ainda brigando por Champions League, e ambas não guardam recordações muito boas no histórico.


O confronto, no geral, é muito desfavorável, o Liverpool venceu quase 50% das partidas. Em Anfield o nosso último triunfo ocorreu há 11 anos atrás, 2-1 pela Premier 2002/03. Na “era rica” isto não aconteceu, mas a parte boa é que dos últimos cinco confrontos ocorreram quatro empates, que é um resultado que nos interessaria.

Imaginando que os times venceriam todos os seus confrontos mais fáceis, e ficariam abertos apenas os espinhosos, temos vários cenários de finalização. No caso de vencermos e quebrarmos o tabu, nossa vantagem teórica vai a cinco pontos, e ficamos em uma situação confortável de até poder perder no Goodison Park. Em caso de empate, também um bom resultado, podemos, com uma vitória sobre o Everton, também caminhar tranquilamente, sem depender de ninguém, até o título.

Em um cenário de empate nas duas partidas em Liverpool, algo com fortes chances de acontecer, a situação fica curiosa, pois provavelmente vamos decidir no saldo com um dos dois adversários, a semelhança de 2011/12, o que irá depender do confronto entre Liverpool e Chelsea, onde terminaríamos empatados em pontos com o vencedor dele. Contra o Chelsea a parada seria mais tranqüila, mas contra o Liverpool seria um Deus no acuda até o final, já que hoje nossa vantagem é só de cinco gols, então nosso ataque teria que funcionar contra os pequenos.

Claro, um empatezinho entre os dois outros postulantes em Anfield nos ajudaria a não depender de saldo no cenário anterior, mas, principalmente jogaríamos nossas fichas na mentalidade inigualável de José Mourinho no caso de uma derrota domingo, pois se o português não arrancar pelo menos um empate o caminho ficaria livre para os vermelhos encerrarem a fila, e ainda, claro, teríamos a terrível missão de obrigatoriamente vencer os Toffees em seus domínios. Ou seja, os gols perdidos que não mataram o confronto contra o Arsenal fazeriam falta.

Nestas previsões, é bom torcer antecipadamente por duas coisas: um Chelsea vivo na briga por pelo menos as próximas três rodadas, e um Everton chegando em zona de conforto na nossa partida, garantido na Europa League e fora da briga pela Champions.


Manchester City
Liverpool
2-0 Hull City
2-1 West Ham
5-0 Fulham
4-0 Tottenham
3-0 United
2-1 Sunderland
1-1 Arsenal
6-3 Cardiff
4-1 Southampton
3-0 United

Pensando nos antecedentes de domingo, vemos dois times vindos de boa seqüência. O diferencial deles sem dúvidas é o ataque, posto que o City já teve, mas foi superado. Ter os dois principais artilheiros da difícil Premier League não é para qualquer um, são 49 gols da dupla Suarez-Sturridge, mais que a maioria dos times da competição, no total impressionantes 90. Não há palavras para o que o uruguaio está jogando, o que ele faz a diferença para a equipe, para o que vos escreve este post é atualmente o melhor do mundo, sem medo das retaliações de Lionetes e Ronaldetes. Muitos citizens torceram para que voltasse aos velhos tempos e arrumasse um vermelhinho na última partida, mas parece que amadureceu até em mentalidade, parando de desperdiçar seu talento.

No meio-campo e defesa está nosso diferencial. O meio deles é bom, mas não se compara ao do City. Yaya está cada vez mais monstro, não fosse a existência de Suarez seria o melhor da temporada inglesa, e merecendo estar no top-5 do mundo. Tem 18 gols nesta Premier, sendo o terceiro artilheiro, nada mal para um meio-campo que já foi primeiro volante um dia. Silva também tem sido decisivo nas últimas rodadas, um show de assistências e gols, faz uma temporada no nível daquela que nos garantiu o título. Temos ainda Nasri no melhor desde que chegou e Fernandinho encantando a todos em sua liga de estréia.

Por fim, há a defesa. A nossa já foi bastante criticada, mas evoluiu, tomou apenas dois gols nas últimas cinco partidas, até o tão perseguido Demichelis vem jogando bem. No geral tomamos 11 gols a menos que o Liverpool, que em vários jogos viu seu ataque resolver o que a defesa não garantiu lá atrás. É um ponto que deve ser explorado.

Depois da eliminação na Champions e FA Cup o City joga todas as suas fichas nesta Premier, querendo dar algo mais a temporada do que uma simples Carling. Tem uma vantagem teórica, mas que depende principalmente de um confronto direto dificílimo fora de seus domínios. Enfrenta um time desesperado para encerrar uma fila de 24 anos, com uma torcida fanática e arrepiante fazendo pressão, e que arrogantemente já se sente campeã. O terreno é mais que montanhoso, mas você que é citizen pode responder bem, o que vem fácil para nós?

Júnior Martins

domingo, 23 de março de 2014

O primeiro amor


O primeiro amor, ahhhh o primeiro amor. Todos nós quando crianças tivemos um. Quem não se lembra do primeiro dia de aula quando colocamos os pés na sala e batemos um olhar para aquela sua colega de classe e logo se apaixona. Esse é um amor puro, meigo, simples e sincero.
Desde que comecei a frequentar os estádios ingleses em 2008, eu sempre me deparei com um número muito grande de crianças frequentando aquele ambiente. São pais levando seus filhos desde bebês de colo para o mundo do futebol.
Quando se é pai você deseja compartilhar seus prazeres da vida com seus filhos, e o sentimento pelo seu clube de futebol é um deles.
Algum meses atrás, levei minha filha Ana Caroline pela primeira vez no estádio, e o que presenciei naquele dia me fez desejar escrever um post sobre o que significava para uma criança aquele momento.
Desta vez, minha outra filha Bruna Eduarda, com 8 anos, teria esse privilégio. E nada poderia ser mais especial do que conhecer o Etihad Stadium.
Moramos em Londres, então tivemos que nos deslocar para Manchester, o que foi feito numa viagem de trem que leva em torno de 2 horas e 10 minutos.
Desde que soube que iria numa partida do Manchester City, a minha filha sempre me perguntava sobre isso, e durante toda a viagem não poderia ter sido diferente. A todo o momento a Bruna queria saber detalhes do clube.
Chegamos em Manchester às 9 da manhã e a partida seria apenas às 3 da tarde, então tive tempo de passear com ela pela cidade e também passar no Restaurante Bem Brazil para aproveitarmos um pouco do rodízio e da comida brasileira que as vezes sentimos falta.
Mas nada disso satisfazia aos olhos da Bruna, a todo o momento era: “Que hora vamos para o estádio?”
Depois de tantos questionamentos eu não poderia deixa-la mais nessa angústia e fomos para o Etihad Stadium numa caminhada de 15 minutos, mas que para a Bruna pareceu que foram horas.
Chegando ao estádio, tivemos a sorte de encontrar com Ferran Soriano e a Bruna tirou a foto com o CEO do City.

Ela me puxou pelo braço, me levou, é claro, para a City Store. Se deixasse ela levava toda a loja, tive até que ligar para minha esposa para tentar conter os ânimos dela. No final, uma camisa do City com o nome dela e algumas lembrancinhas foram suficientes para acalmá-la, mas com algumas promessas de compras nos futuros.
O dia foi cheio de momentos especiais, e um deles foi logo após sairmos da loja, pois tivemos a oportunidade de conhecer a Claudia Borges, nossa amiga e companheira do MCFC Português que nos levou para conhecer o local onde trabalha. Claudia nos mostrou um pouco do ambiente do clube e presenteou a Bruna com brindes dados pelo City, para minha surpresa e principalmente da minha filha.

Ainda tivemos a oportunidade de conhecer um Citizen do Kuwait, mas que no momento mora em Hong Kong e estava ali pela primeira vez.
Agora chegamos na parte mais importante do dia, conhecer o Etihad Stadium.
O estádio é a segunda casa para mim, me sinto tão à vontade lá e percebi que isso estava sendo transmitido para minha filha.
No momento em que ela viu aquele mar azul de cadeiras, seus olhos se encheram de brilho, é um momento mágico na vida de uma pessoa. Eu sei o que senti no primeiro dia no Etihad e imagino o que tenha passado na cabeça dela.
É algo impressionante, pois o estádio te educa, te cativa a cada lance da partida via minha filha pedindo faltas, cartões amarelos coisas que nunca imaginei que ela tinha conhecimento ou poderia saber. A cada momento eu me surpreendia com suas reações.

Apoiava quando tinha que apoiar, vibrava, aplaudia e principalmente gritava gols, algo que não faltou naquela tarde. A partida acabou, mas ela não queria que tivesse acabado. Como ela me disse, se pudesse passava a noite lá.
Agora cheguei onde desejava. Vocês se lembram o que eu disse sobre o primeiro amor no começo no texto?
Era disso que eu estava falando. Ontem foi o dia que ela teve o primeiro contato com ele. Brilho no olhar, ansiedade, carinho, apego, apreensão e alivio.
Um amor que começa de pouco a pouco a crescer nos olhos de uma criança, e nada mais que essa pureza para expressar esse sentimento.

Nota: Queria agracadecer a Claudia Borges do MCFC Portugues pelas lembranças que ela deu para minha filha e pela experiência maravilhosa que tivemos ontem. Muito obrigado!

segunda-feira, 3 de março de 2014

Vídeos da Capital One Cup Final

Os amigos sempre perguntam como é o clima nos jogos no futebol inglês, e pedem vídeos.

Então ontem na final da Capital One Cup eu fiz questão de fazer 3 vídeos para vocês.

Espero que gostem.

O primeiro vídeo é antes da partida nos arredores do Wembley Stadium. Os torcedores se reuniram numa rodatória para beber e cantar.




O segundo vídeo já é dentro do Wembley, são as reações dos torcedores logo após os gols da equipe.






Já o terceiro é a entrega do troféu e celebrações.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

No que se transformou Yaya Touré

Foto: standard.co.uk
Ágil, forte, habilidoso, bom finalizador e excelente marcador. Essas são apenas algumas das características do volante/meia, e que também já atuou como zagueiro, Gnégnéri Yaya Touré, de 30 anos. 

Mas todas essas características - principalmente as ofensivas - que tornaram Yaya um dos melhores (se não o melhor) meio-campistas do mundo não foram vistas por olheiros de categorias de base que visitaram a Costa do Marfim quando Yaya ainda atuava pelo ASEC Mimosas, mas sim a apenas algumas temporadas atrás pelo então treinador do Manchester City, Roberto Mancini.

Yaya destacou-se pelo porte físico avantajado e categoria para passar com a bola e desarmar sem ela. Isso desde os tempos do Mimosas, equipe marfinense, onde o volante iniciou sua carreira e jogou entre 1996 e 2001. Em 2001, com 18 anos, Yaya foi contratado pelo Beveren, da Bélgica, passando Metallurg Donetsk, da Ucrânia, Olympiacos, da Grécia e o francês Monaco. Em 2007 foi vendido ao Barcelona por 10 milhões de euros.

Em todos os clubes que passou, Yaya era utilizado como primeiro volante ou até zagueiro. Teve sua formação assim, jogando na linha de trás do meio-campo, protegendo os laterais e fazendo o papel de primeiro homem da linha defensiva. 

No Barcelona, clube que enfrenta amanhã pelas oitavas de final da UEFA Champions League, Touré chegou a atuar como zagueiro em algumas oportunidades, se saindo bem em todos os setores do campo onde atuou. Na decisão da UEFA Champions League de 2009, contra o Manchester United, Touré jogou de zagueiro devido a lesões dos homens do setor naquele momento. Foi bem outra vez.

Apesar das boas atuações em quase todas as posições onde atuou, Touré chegou no Manchester City, em 2010, por 30 milhões de euros com a missão de ser o homem de proteção do meio-campo, o primeiro volante regular e impenetrável. Havia jogado assim em clubes grandes e tinha experiência para dar conta do recado. Porém, o marfinense fez muito mais do que isso graças a Mancini. O treinador italiano, vencedor da Premier League 2011/2012 com o City, começou a testar Yaya como segundo volante, saindo para o jogo, organizando as jogadas ofensivas da equipe. 

Yaya Touré, simplesmente, cansou de desmontar defesas, enrolar volantes e derrotar goleiros. Tornou-se um meio campista completo, que pode jogar atrás marcando, na frente armando ou até pelos lados, apesar de não ser sua especialidade. Yaya, assim como Milner, é um dos atletas mais flexíveis do elenco do Manchester City e possui uma regularidade incrível. Raramente vai mal nos jogos. 

Amanhã, contra o Barcelona, o camisa 42 poderá provar novamente porque é considerado um dos melhores do mundo tanto com a bola, como sem ela.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Yaya foi absolvido ontem - Saiba como funciona o painel da FA


Desde sábado os torcedores do City estavam apreensivos, tudo por conta de um lance no final da partida contra o Norwich em que houve um pisão do Yaya no Ricky Van Wolfswinkel. 

Na partida, o marfinense não sofreu nenhuma punição, o árbitro não viu o lance, mas a FA tem o poder de rever o lance e tomar as atitudes cabíveis. 

Vamos explicar nesse post como isso funciona, claro nenhum sistema é 100% justo, mas é mais eficaz que o STJD brasileiro. 

● Qualquer pessoa - um funcionário do clube, um árbitro, um fã - pode alertar o FA sobre um incidente que eles sentem que deveria ter sido punido, mas que o árbitro não viu durante a partida. Isso se aplica às quatro principais divisões na Inglaterra.

● Quando uma reclamação é feita para o FA, eles olham para as imagens do suposto incidente e, em seguida, submetem-las a um painel de três ex-árbitros da Premier League: Steve Dunn, Alan Wiley e Eddie Wolstenholme.

● O árbitro da partida que não viu o incidente não faz parte do processo.

● Os três ex-árbitros não se sentam juntos ou fazem uma conferência. O vídeo é postado em um site seguro e no painel cada um usa uma senha em casa para acessar os clipes.

● Então, cada um deles responde à FA, indicando, se tivessem sido o árbitro e visto o incidente, como eles viram no replay, se teriam tomado nenhuma ação, dado um cartão amarelo ou expulsado o jogador.

● Somente nos casos em que os três ex-árbitros afirmam que eles teriam expulsado o jogador é que a FA, em seguida, indicia o infrator. Os membros do painel não sabem como os outros dois votaram. 

No caso de Yaya Toure, provavelmente não houve unanimidade se ele deveria ser punido ou não. Já o Bellamy não teve a mesma sorte e foi indiciado pela FA. 

Digo sorte porque o Yaya teve isso no lance. Às vezes, o marfinense é muito petulante dentro de campo, e uma hora isso pode custar caro ao clube.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Manchester City vence o Tottenham e assume a liderança da Premier League


Colado no Arsenal há cinco rodadas, o Manchester City somente esperava um tropeço dos Gunners na Premier League para subir ao primeiro lugar. Hoje, o Arsenal deixou dois pontos para trás ao empatar com o Southampton. Os Blues fizeram mais uma grande atuação contra o Tottenham Hotspur e golearam os adversários no White Hart Lane. Com a vitória por 5 a 1, os Citizens alcançaram 53 pontos.


Os Citizens começaram a partida com ataques constantes, mostrando pressão e mantendo a posse de bola. Diversas foram as tentativas que assustavam o Tottenham. Agüero abriu o placar aos 15 minutos. O argentino estava bem adiantado ao receber de David Silva e finalizou muito bem, não deixando que Lloris defendesse ao jogar no canto do gol.

Os Blues se mantiveram com o ataque acirrado embora estivessem na vantagem. Lloris fez uma bela defesa para impedir que Agüero marcasse novamente. O argentino recebeu um cruzamento de Clichy e cabeceou, quase marcando aos 20 minutos.

Demichelis recebeu cartão amarelo ao fazer uma falta em Adebayor aos 39 minutos. O lance perigoso foi cobrado por Eriksen, que bateu em direção a confusão na pequena área do City. Dawson achou e finalizou de cabeça, mas não estava com um posicionamento legal e acabou marcando um gol impedido, afastando o empate para os Spurs.

Agüero precisou deixar os gramados nos últimos minutos do primeiro tempo após uma disputa com Michael Dawson e sentir uma lesão. Joevict entrou no lugar no argentino.

Rose derrubou Dzeko, sendo expulso e dando o pênalti para os Blues. Yaya Touré fez a cobrança e bateu do lado esquerdo de Lloris, que optou em cair para seu lado direito aos 50 minutos.


Não demorou para que os Citizens aumentassem a vantagem. Em mais um ataque surpreendente, Zabaleta estava muito a frente, mas preferiu passar para David Silva. O espanhol chutou, mas acertou em cheio a trave. Dzeko aproveitou e finalizou bem, mudando o placar para 0 a 3 aos 52 minutos.


Aos 58 minutos, o Tottenham diminuiu. Capoue soube aproveitar o escanteio e chutou entre Fernandinho e Joe Hart.


Jovetic marcou o quarto gol, consolidando a vitória dos Citizens. O jogador fez uma boa atuação ao se livrar da marcação sozinho e mandar a bola para o fundo do gol.

Os cinco minutos restantes para terminar a partida pareciam tempo suficiente para o Manchester City aumentar a goleada. Dzeko tentou a sorte. LLoris defendeu, mas não segurou, deixando o rebote para Kompany, que soube aproveitar e passou o placar para 0 a 5.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Especulações da Semana - III


Mais uma semana com a janela da transferências aberta e com o City relacionado a muitos rumores, mas pouca coisa concreta. Os altos e baixos da defesa não passaram despercebidos, e claramente o foco está na contratação de um zagueiro de nível. Vamos aos principais rumores:

-> Novas notícias apontam que o Besiktas estaria disposto a realizar uma oferta por Joleon Lescott, o jogador também estaria próximo do West Ham, mas parece preferir ir para a Turquia. Lescott estaria liberado para conversar com outros clubes durante esta janela, pois seu contrato acaba ao final da temporada, Pellegrini resiste em liberá-lo, mas o inglês busca mais atuações visando ser convocado para a Copa do Mundo. Outro clube a quem está sendo ligado é o Aston Villa, o manager Paul Lambert o quer por empréstimo até o final da temporada.

-> O City continua interessado nas contratações dos jovens Luke Shaw, do Southampton (em disputa com Chelsea e Manchester United) e Diego de Girolamo, do Sheffield United. Também já teria feito acordo com o nigeriano Chidiebere Nwakali.

-> Parece que Manuel Pellegrini não está mesmo satisfeito com as peças que dispõe para o gol. Segundo as especulações, o City tentará assinar com Diego Lopez, hoje titular no Real Madrid, na próxima janela de verão. Lopez, de 32 anos, tem contrato até junho de 2017, e seria alvo de interesse também do Borussia Dortmund.

-> Relatos do Daily Star confirmam que o meia norueguês Abdisalam Ibrahim assinou com o Olympiakos um contrato de três anos + 1, efetuando um rigoroso corte em seu salário. O jovem de 22 anos chegou a ser comparado com Patrick Vieira, mas não achou espaço nos Citizens, que optaram pela não renovação de contrato.

-> Edin Dzeko poderia voltar ao Wolfsburg. O jogador estaria em baixa diante do sucesso da dupla Aguero-Negredo, apesar de ter ganho mais chances com a lesão do argentino, e o clube alemão, com o apoio da Volkswagen, estaria disposto a trazer o jogador para onde viveu os melhores tempos.

-> O Sports Direct News afirma que City e Arsenal disputarão a contratação de Angel Di Maria. O meia argentino estaria insatisfeito no Bernabéu e desejaria sair para outro clube.

-> O foco do City parece ser mesmo um novo defensor, o nome mais consistente que aparece é de Eliaquim Mangala, do Porto. Mas, diante do alto preço pedido pelos portugueses, o City deve desistir de sua contratação, fazendo nova tentativa apenas no verão. Stuart Brennan, do MEN, afirma que os Citizens não devem fazer nenhum grande negócio nesta janela. Os franceses do Le Sport 10 afirmam que os ingleses ainda tentaram contratá-lo por 38 milhões de libras, mas que o próprio jogador recusa uma transferência neste momento.

-> Outro nome que surge em rumores é o de Giorgio Chiellini, da Juventus. O jogador de 29 anos estaria disposto a mudar de ares após nove anos comandando a zaga da Vecchia Signora.

-> O próximo alvo do projeto PSG seria Yaya Touré, que vem no melhor momento da carreira, sendo mais fantástico até do que nos tempos de Barcelona. Em entrevista a uma rádio francesa o marfinense afirmou que “tudo é possível”, mas que estava bem no City, achando excepcional ser alvo de uma equipe com tantos grandes jogadores como os parisienses.

-> O City teria feito uma proposta de 25 milhões de euros ao Real Madrid por Pepe, sendo rejeitada pelos Merengues.

-> Com a negociação difícil para obter Mangala, primeira opção de Pellegrini, as atenções parecem se voltar para Kurt Zouma, do Saint Ettiene, que junto a Dante seria o plano B. Apesar disto, o zagueiro prefere o Chelsea, que é o favorito para adquirir seus serviços.

-> Representantes do atacante Hulk podem ter procurado City e Chelsea em busca de interesse destes clubes para contratar o jogador do Zenit. Hulk estaria sendo oferecido a clubes da Inglaterra, e teria despertado o interesse do Monaco, que busca substituto para o lesionado Radamel Falcao.

-> O City parece ter desistido de contratar o jovem atacante Ricardo Kishna, do Ajax. Os Citizens estariam disputando Kishna com Liverpool e Tottenham, mas parece ter deixado livre o caminho para os dois rivais tentarem contratar a promessa.

fonte: Site Oficial

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