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terça-feira, 31 de julho de 2012

Retrospectiva 2011/12 - # 11


Jogos


06/05 – Newcastle 0 x 2 Manchester City – Iniciamos o último mês da temporada em uma liderança que parecia improvável, há 180 minutos de um título mais que esperado por uma torcida carente a 44 anos. Este era o enredo para a nossa penúltima partida, que mostrava que o campeonato estava ainda longe de acabar, embora parecesse perto. O derby foi épico, em que mostramos uma superioridade tremenda, mas ainda tínhamos responsabilidades e necessidades por mais duas rodadas.

O Newcastle era mais uma pedreira em nosso caminho, os Magpies realizavam uma campanha magistral, e, contra todas as expectativas, ainda lutavam por Champions League, e também precisavam vencer, tanto que começaram com tudo, dominando a partida nos primeiros minutos e fazendo com que concentrássemos na defesa.

Aos poucos, o time azul foi se soltando em campo. Aos 10 minutos, David Silva tentou um chute cruzado, foi nossa primeira boa chance, mas o melhor momento veio no finalzinho, quando Barry chutou e a zaga adversária tirou em cima da linha.

O inicio do segundo tempo indicava um empate indigesto para as duas equipes, que nos colocava uma pressão maior ainda sobre os ombros, precisávamos vencer ou vencer! Por isso foi a nossa vez de tomar a iniciativa e colocar os donos da casa acuados em sua defesa, fazendo-os apostar nos contra-ataques, onde chegaram a dar alguns sustos.

O City martelava, mas não conseguia furar o bloqueio, até que Yaya, nosso herói-mor, resolveu arriscar, tinha que ser assim, e de longe, aos 69, abriu o placar para nosso alívio. Nos minutos seguintes os Blues continuaram abusando das chances perdidas, com Yaya e Aguero, novamente. Mas o marfinense, maior fazedor de gols importantes da história, nos deu a vitória aos 88, e fez os olhos dos torcedores brilharem mais ainda diante da glória iminente.

13/05 – Manchester City 3 x 2 Queens Park Rangers – Foi maior que tudo, maior que tudo o que já vimos de emocionante do futebol. Coloque junto à descrença, a chacota, a expectativa, a superação, 44 anos, a emoção, dois gols nos últimos minutos, a virada, bata bem e terás isto.

Qualquer lembrança trás a tona arrepios e nos faz reviver o que sentimos aquele domingo pela manhã. A certeza se transformou em drama, e este em algo épico, típico dos melhores romances, das mais instigantes aventuras.

Ainda inspirados nos filmes, podemos dizer que tudo começou como um dia comum, como uma partida comum do City em casa, o QPR, que ainda lutava para não cair, recuou, e fomos para cima, pois tínhamos que vencer para não depender de ninguém (ao mesmo tempo o United visitava o Sunderland no Stadium of Light).

Estava claro que o nervosismo fazia parte dos jogadores, e isto atrapalhava nosso jogo, para piorar, o gol de Rooney na outra partida, logo aos 21 minutos, nos deixou sem qualquer opção, senão a vitória. Não conseguíamos ter grandes chances, mas aos 39 abrimos o placar, com contribuições da sorte e do goleiro Kenny: a bola passou entre as mãos do arqueiro, e ainda bateu na trave antes de entrar, Zabaleta nos deu a taça novamente. Cinco minutos depois tivemos uma importante baixa, Yaya teve de sair, com dores na perna, para entrada de De Jong, mas a ida para o intervalo foi bem mais tranqüila, e em vantagem.

Os momentos que definiriam o que foi a partida aconteceram apenas na segunda etapa, a vantagem durou pouco, aos 47 Lescott falhou, e Cissé apareceu livre para empatar, era o começo do quase-fim...

Oito minutos depois, Barton, um babaca revelado por nossa equipe, agrediu Tevez e foi expulso, antes de sair de campo, o covarde ainda bateu em Aguero, típico do seu caráter. Após a confusão, tínhamos mais uma vantagem para tentar a virada, mas esta não teve muita serventia, sentíamos demais o momento, não conseguíamos simplesmente jogar tamanha era a tensão em campo.

Aos 66, o mundo caiu em cima de jogadores e torcedores, Mackie recebeu cruzamento e fez a virada londrina. A partir daí foram minutos de incredulidade, de um sentimento de frustração que arrebentava com qualquer um.

Aos 75, uma substituição que seria vital: saída de Tevez para entrada de Balotelli. Aos 90, o italiano quase marcou, dois minutos depois, David Silva cobrou escanteio na cabeça de Dzeko, que também havia entrado minutos antes, o bósnio reascendeu uma tênue esperança do que ainda parecia impossível, e empatou a partida.

Aos 49, ocorreu o inacreditável, o lance que deixou aquele jogo na história: Aguero tabela com Balotelli, que, caindo, retorna a bola sutilmente para o argentino, ele passa por dois e chuta para o mundo se render a nós.

Não deve ter existido um torcedor do City neste mundo que não tenha perdido a garganta, se emocionado, pulado como um louco, aliás, os leigos daqui viram um monte de loucos, apaixonados por um time de longe, como se fosse de berço, um time acima de tudo incomum, especial.

Aconteceu...

*O grande herói poderia ter sido vilão, isto mesmo, na partida contra o Newcastle Aguero não apenas passou em branco, como perdeu uma chuva de gols, inclusive um cara-a-cara com o goleiro, quando ainda estava só 1 x 0, e nos fez temer pelo pior, na lógica do “quem não faz, leva”. Imaginem um Kun crucificado e amaldiçoado eternamente, talvez fosse assim, principalmente por aqui, mas felizmente o final feliz veio!

*O jogo entre Sunderland e United terminou minutos antes do que no Etihad, e foram justamente os minutos cruciais. O árbitro apitou com os devils campeões, mas tiveram que esperar com tensão a beira do gramado, as comemorações só existiam timidamente na torcida, quando foi anunciado o gol de Aguero, a perplexidade tomou conta de Fergie e Cia, sendo uma das imagens marcantes daquele dia.

*Os nossos rivais não parecem ser muito amados por lá, claro, além da própria torcida. Vê-los derrotados parece ter tirado um engasgo de boa parte dos clubes. As torcidas de QPR (que mesmo com a derrota escapou da queda) e Sunderland comemoraram junto aos Blues. O Stadium of Light se rendeu ao “Poznan” ao final dos jogos.

Este foi o último capítulo desta série. Perdeu os outros? Veja aqui.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Retrospectiva 2011/12 - # 10

ABRIL


Jogos

08/04 - Arsenal 1 x 0 Manchester City – Esta partida foi o ápice para os pessimistas, ou mesmo para todos, afinal, a seis rodadas do final da competição, tínhamos uma desvantagem recorde de 8 pontos para o United, e com uma sequência mais difícil que os rivais, não iria acontecer, pelo menos para nós o sentimento era apenas decepção, pelo jeito o grande derby seria uma mera entrega de faixas...

Os gunners vinham em uma grande ascendente, conseguindo uma vaga na Champions que muitos consideravam improvável, com Van Persie fazendo uma temporada fantástica. Confiantes, partiram logo para cima, nos deixando recuados em nosso campo, e para piorar, Yaya teve que sair logo aos 17 minutos, depois de uma entrada de Song.

O City só conseguiu ter melhores momentos no final do primeiro tempo, sem grandes chances, com destaque para Balotelli, e o placar manteve-se inalterado. No segundo tempo, tínhamos a ciência que a vitória era necessária, mas Mancini preferiu a cautela, e Wenger também, tornando o jogo fraco. Van Persie, sempre ele, era o principal vetor de ataque dos adversários, aos 75 minutos cabeceou na trave, com a zaga evitando o gol em seguida. Logo depois, Sagna chutou cruzando e acertou novamente o poste, a bola sobrou para Benayoun, foi a terceira bola na trave, e o gol do Arsenal parecia perto.

E aos 86, Pizarro perdeu a bola para Arteta, que avançou e marcou o único gol da partida, o trágico dia ainda culminou em mais uma expulsão de Balotelli, após receber o segundo cartão amarelo. Pelo jeito, nos restava apenas terminar a temporada dignamente, parecia...

11/04 – Manchester City 4 x 0 West Bromwich – Se passar a temporada em branco parecia quase uma certeza, não é por isso que tínhamos que desistir de fazer a nossa parte, e a goleada no jogo seguinte serviu para dar uma sacudida na equipe, o bom futebol reapareceu e nos animou novamente, mais ainda quando na mesma rodada o United perdeu para o Wigan, o significou a diminuição da diferença para 5 pontos.

Logo aos 5 minutos, Aguero chutou de fora da área e abriu o placar, e manteve-se assim até o intervalo. Como praxe, no segundo tempo a porteira escancarou, logo no inicio Silva e Nasri trocaram passes, e a bola sobrou para Kun marcar o segundo, seu também. Aos 61, Tevez marcou o primeiro gol pós volta, para fazer de vez as pazes com a torcida, Aguero cruzou para trás e a bola sobrou para Carlitos mandar para as redes. Para finalizar, nosso maestro, que também voltou a jogar bem, David Silva, fechou o placar aos 64 minutos.

14/04 – Norwich 1 x 6 Manchester City – O City começou uma reação espetacular, e com todas as letras! Da mesma forma misteriosa que o futebol sumiu, ele voltou, e aplicamos uma goleada estrondosa, com show argentino, em um jogo que tinha tudo para ser difícil contra o surpreendente Norwich City.

O placar começou a ser construído aos 18, Carlitos, que já havia sofrido um pênalti não marcado por Chris Foy, recebeu de Silva, e, de fora da área, mandou onde a coruja dorme, um golaço! Já era um bom presságio do que viria, 9 minutos depois, gol com selo argentina de qualidade, passe de Tevez para Aguero chutar forte e fazer 2 x 0, mais um bonito gol. Após isto, o jogo esfriou, seguindo assim até o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, os Canaries tentaram mudar o panorama, e foram pra cima, conseguindo êxito aos 51, com Surman. E o time amarelo se animou, ganhando espaço e passando a dar sustos, com isso a partida teve seus momentos de sufoco, mas aos 73, Yaya, que tinha começado do banco, chutou, Ruddy defendeu e soltou, e Tevez foi oportunista no rebote: 1 x 3. Um minuto depois, Aguero não deixou barato e também fez seu segundo, chutando de longe. A briga entre os compatriotas continuou, era um verdadeiro dia “porteño”, aos 80, Tevez correu com a bola, passou por Ruddy e marcou o quinto, hat-trick do camisa 32. Aos 90, Kun ainda quis botar lenha na fogueira, mas a bola bateu na trave. E ainda tinha tempo para mais um, e desta vez não foi argentino, para variar um pouco, Adam Johnson finalizou aos 92 e fechou a goleada.

22/04 – Manchester City 2 x 0 Wolverhampton – A 35ª rodada foi mais que positiva, não só pela nova vitória, desta vez contra o Wolves, mas também porque o Everton arrancou um espetacular empate por 4 x 4, em Old Trafford, o que nos possibilitou ficar a apenas três pontos do diabos, com um saldo melhor e um derby por jogar na rodada seguinte.

Contra um adversário tranquilo, lanterna da competição, nem precisamos nos esforçar muito para o resultado positivo. Controlamos o jogo desde o inicio, ganhando espaço e tendo chances com Tevez, Nasri e Aguero. Aos 27, o genro de Maradona abriu o placar, após passe de Clichy.

O Wolves até tentou esboçar algum perigo, mas o City continuava sendo mais efetivo com ataques rápidos, e aos 73, Tevez passou para Nasri, que chutou cruzado para dar números finais a partida. E o time chegava ao derby com chances reais de ascender a liderança.

30/04 – Manchester City 1 x 0 Manchester United – A uma segunda feira foi reservado o “derby do século”, como assim foi chamado, um clássico que há muito não tinha tamanha importância, uma verdadeira final, com muita expectativa e pressão o cercando. Se o City vencesse, tomaria o primeiro lugar no saldo de gols, e só dependeria de si mesmo. A vitória dos visitantes os faria abrir seis pontos de vantagem, faltando duas rodadas, o que praticamente os deixaria de mãos dadas com a taça.

E assim chegamos ao grande dia, sir Alex Ferguson mostrou que vergonhosamente vinha com o regulamento embaixo do braço, e colocou seu time para se segurar, praticar anti-jogo, como uma equipe pequena e desde o primeiro minuto. O City dominava a posse de bola, mas não conseguia vencer o bloqueio vermelho e ter chances efetivas, deixando o jogo morno, os melhores momentos foram de Nasri e Aguero, com chutes para fora e trocas de passe.

Mas a glória estava reservada para os acréscimos, ainda da primeira etapa, glória de um time e de um jogador, em especial. Kompany, aquele que foi expulso bisonhamente contra o mesmo time em janeiro, cabeceou escanteio cobrado por Silva e nos deu a vitória mais importante de todas.

No segundo tempo, inevitavelmente, o United teve que sair, mas não conseguiu ter um único chute a gol sequer durante os 90 minutos, sendo punido pelo medo, e ofuscado por uma partida espetacular de nossa linha defensiva. E ainda tivemos boas chances com Yaya e Aguero, mas o final apontou para 1 x 0, um único gol de diferença que valeram tanto, ou mais, que aquele 1 x 6. Quando ninguém acreditava, um time azul e seu técnico acreditaram em si mesmos, e com humildade vieram os frutos.

Aconteceu...

*O City teve três indicações para o melhor jogador da temporada inglesa: Aguero, Hart e David Silva, concorrendo com Scott Parker, Robin van Persie e Wayne Rooney. Kun também foi indicado para o prêmio de melhor jogador jovem, entrando na disputa com Gareth Bale, Alex Oxlade-Chamberlain, Daniel Sturridge, Kyle Walker e Danny Welbeck. Os escolhidos foram Van Persie e Walker, respectivamente.

*O papel do derby da 36ª rodada, já aguardado com ansiedade desde o primeiro minuto de 2011/12, mudou radicalmente ao longo da temporada. Se pela primeira metade seria uma mera entrega de faixas aos Blues, graças a sua avassaladora campanha, quando perdemos para o Arsenal e ficamos a oito pontos, a situação se inverteu, e o que temíamos era ter que sermos meros expectadores dos mais uma vez campeões ingleses. Mas os deuses do futebol conspiraram a favor, e o grande jogo acabou se confirmando.

sábado, 21 de julho de 2012

Retrospectiva 2011/12 - # 9

MARÇO


Jogos

03/03 – Manchester City 2 X 0 Bolton – Na partida contra o penúltimo colocado na classificação, válido pela 27ª rodada, Mancini se deu ao luxo de colocar as estrelas David Silva e Aguero no banco, mas nem por isso deixamos de conseguir os três pontos.

Começamos o jogo com tudo, perdendo boas chances com Nasri e Balotelli, e já assustando os visitantes de inicio, dando mostras que o gol não demoraria a sair, e assim o foi, logo aos 22 minutos com Clichy, que chutou e contou com o desvio em Steisson. Abrir o placar não diminuiu a gana do City, que continuou tendo grandes chances de ampliar, especialmente com os irmãos Touré e Balotelli, consagrando o goleiro Bogdán com boas defesas. As melhores chances dos visitantes saiam dos pés do jovem Ryo Miachi, mas o placar manteve-se na vantagem mínima.

O segundo tempo continuou igual, com grandes chances para o City logo no inicio. Quase fizemos 2 x 0 quando Pratley mandou contra seu próprio gol, mas a bola bateu no travessão, só que aos 69 não teve jeito, Adam Johnson fez bela jogada que terminou na conclusão de Balotelli, fechando o placar da vitória tranqüila que nos manteve na liderança.

08/03 – Sporting Lisboa 1 x 0 Manchester City – As oitavas de final da Europa League nos colocou no caminho mais portugueses, aparentemente até mais tranqüilos que os anteriores, mas só no papel, os duelos contra o Sporting foram bem mais duros que contra o Porto, e começamos levando desvantagem para a volta.

O primeiro tempo se mostrou equilibrado, pois não jogamos bem, o que compensou nossa superioridade técnica, houve algumas chances para os dois lados com João Pereira, Kolo Touré e Barry, mas o placar não saiu do zero. O segundo teve o único gol do jogo logo aos cinco minutos, o zagueiro brasileiro Xandão precisou de duas chances para fazer, de calcanhar, um gol importantíssimo para o time de Alvalade. Após isto, o City tentou correr contra o prejuízo, mas sem ser muito efetivo, a melhor chance foi de Balotelli, que cabeceou no travessão aos 41 minutos. Placar mantido, resultado adverso levado para Manchester.

11/03 – Swansea 1 x 0 Manchester City – A derrota no meio de semana não foi tão sentida como esta, a fatídica partida em que perdemos a liderança, ao qual só viríamos a recuperar no derby, oito rodadas depois.

O Swansea fez uma boa Premier League, com um time arrumado, apresentando bom futebol e sendo forte principalmente em casa,  sentimos isto na pele... As coisas pareciam se complicar logo no inicio, aos 5 minutos Lee Mason marcou pênalti de Hart em Routledge, mas a muralha se recuperou ao defender o que seria o primeiro gol dos galeses. Com uma defesa forte, o time da casa conseguia impedir que o City conseguisse bons ataques, com um primeiro tempo sem boas chances. Na tentativa de mudar o panorama, Mancini colocou Aguero já aos 37 minutos.

No segundo tempo apresentamos um futebol melhor, e passamos a ter mais chances, controlando a partida. Aos 83, porém, Luke Moore cabeceou para marcar o gol da vitória dos Swans. Os minutos seguintes foram de desespero, cientes do prejuízo que a derrota causaria, a equipe tentou de todas as formas empatar, e chegou a conseguir, mas o gol de Richards foi anulado.

15/03 – Manchester City 3 x 2 Sporting Lisboa – Vitória dramática, virada espetacular, mas não suficiente para nos levar as quartas da Europa League. Depois de tomar um susto na primeira etapa, levando dois gols, conseguimos reagir, mas a vitória necessária era de dois de diferença.

Errando muitos passes, o City permitiu algo atípico de se ver no Etihad: espaços para o time visitante assustar bastante, mesmo assim conseguimos boas chances com Johnson e Balotelli. Os portugueses se mostraram eficientes: aos 31, Fernandez bateu falta com categoria e abriu o placar, oito minutos depois Wolfswinckel fez o segundo. Fomos para os vestiários precisando marcar quatro gols na segunda etapa, fizemos três.

Ao contrário dos que imaginavam um time abatido e entregue no resto do jogo, viu uma mudança de postura, com os jogadores acreditando na vitória, e ela veio. Foram 45 minutos de ataque contra defesa, com os portugueses tentando manter a classificação. Aos 59, Aguero marcou o primeiro, aos 72, pênalti de Renato Neto no argentino, Balotelli empatou, aos 81, Aguero pegou a sobra de cabeçada de Balotelli e fez o terceiro. A partir daí foi uma correria, só mais um tento consagraria a ida a próxima fase, no último lance do jogo Hart foi para a área e cabeceou uma bola que quase o transformou em herói, pena que ficou no quase mesmo...

21/03 – Manchester City 2 x 1 Chelsea – A maré não era nada boa, perda da liderança e eliminação na Liga Europa, e o City teve logo que pegar o Chelsea em um jogo de vida ou morte, onde vencer era mais que obrigação.

Por toda a pressão em que o time estava envolvido, e buscando retornar a boa fase, o City partiu para cima dos Blues, que não sentiram vergonha em recuar e apostar nos contra-ataques, mas fomos pouco efetivos em chances reais. A melhor da primeira etapa foi de Balotelli, que chegou a frente de Cech, mas chutou em cima do goleiro.

Para a segunda parte, Mancini tirou o compatriota para colocar Barry, e assim liberar Yaya para o jogo, e o domínio continuou. Mas o desespero se tornou real aos 60 minutos, em um escanteio David Luiz dividiu bola com Barry, um lance que poderia ser dada falta, passando para Cahill mandar para o gol, a bola ainda desviou em Yaya antes de entrar.

A derrota injusta era um pesadelo, que ceifava qualquer motivação para o título. Como forma de reagir, Mancini mandou Tevez para o jogo, era a primeira partida depois da volta, e os rumos começaram a mudar, aos 76, em cobrança de escanteio, Zabaleta chutou, batendo na mão de Essien, por milagre o pênalti foi marcado. Cobrança de Kun, e o empate veio.

Aos 86, mais um lance épico que seria fundamental para a glória de meses depois, Tevez tabelou com Nasri e deu assistência para o francês tocar na saída de Cech, coroação do melhor jogador da partida, do contestado argentino também, e seguimos vivos.

24/03 – Stoke City 1 x 1 Manchester City – Mais um jogo fundamental para as pretensões da equipe, e novamente uma pedreira. O City teve que visitar o Stoke no Britannia, onde raros se safam, e fomos mais um para a estatística, tivemos que nos contentar com um suado ponto.

Em geral, o primeiro tempo foi bom, fomos mais efetivos em jogadas de ataque, com Dzeko desperdiçando algumas chances, como uma cabeçada para fora aos 2 minutos. Mas foram os Potters que desperdiçaram a mais clara de todas, com Zabaleta tirando uma bola em cima da linha.

Na segunda etapa, mesmo cenário, City tentando furar o bloqueio, Stoke tentando contra atacar, e abusando da violência, mas que deu certo. Aos 58, Crouch arriscou de fora da área a marcou um golaço, que sabemos bem que nunca havia acontecido e jamais acontecerá novamente, para provar a fase ruim que estávamos. Após isso a pressão foi incessante, aos 75 funcionou, Yaya chutou, bateu na defesa e enganou Begovic.

Após o empate, ciente dos objetivos, nossa equipe tentou virar com chances constantes, mas estas foram desperdiçadas, e o Stoke conseguiu se segurar.

31/03 – Manchester City 3 x 3 Sunderland – Para encerrar o complicado mês, em que pouco se teve a comemorar, com chave de lata, o mais inexplicável, inacreditável, decepcionante resultado da temporada. Não, não perdemos de goleada, nem os Black Cats são a pior equipe do mundo, mas vacilamos quando não se podia, e logo na até então intransponível fortaleza do Etihad. Naquele momento muitos desacreditaram...

Poderia ter sido pior, ao contrário dos visitantes habituais, o time listrado não foi um gatinho covarde, retrancado, esperando o pior. Não tiveram medo do nosso retrospecto e atacaram sem medo, com objetividade, coisa que não esperávamos, sendo recompensados por isso.

No final da primeira etapa já estávamos em desvantagem, com Larsson marcando aos 30, e Bendtner, nos acréscimos. Antes disto Balotelli, em pênalti sofrido por Dzeko havia deixado tudo igual, mas não adiantou.

Vantagem assegurada, hora de se resguardar... Nada disto, o Sunderland continuou com a mesma filosofia, e conseguiu fazer o terceiro, já na segunda etapa, aos 54, com Larsson novamente. O desastre estava feito, mas pelo menos depois disto mostramos poder de reação, aos 85, Balotelli diminuiu, apenas um minuto depois Kolarov empatou. Os Blues ainda tentaram uma corrida tresloucada por uma incrível virada, em vão. Desastre diminuído, mas não evitado, era o pior momento do time na temporada.

Aconteceu...

*Depois de tantas reviravoltas, Mancini aceitou as desculpas de Tevez, e o argentino mais uma vez não teve como encerrada sua passagem por aqui, durando, em paz ao que parece, até agora. E sua volta foi no jogo difícil contra o Chelsea, sem negar o espírito decisivo, que nos faz esquecer em poucos minutos suas inúmeras bobagem, deu uma bela assistência para o importante gol da virada.

*Mário Balotelli foi entrevistado por, ninguém mais, ninguém menos, que Noel Gallagher, o mais famoso torcedor do City, junto com o irmão, e lenda da música. Na ocasião, o músico, que trabalha para a BBC, não fugiu das perguntas polêmicas ao atacante.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Retrospectiva 2011/12 - # 8


FEVEREIRO


 Jogos

04/02 - Manchester City 3 x 0 Fulham – Se o final do mês de janeiro foi para esquecer, o mês do Carnaval começou bem para o City, com bom futebol e uma vitória convincente.

Criando bastantes oportunidades, o gol não demorou para sair: Aguero, aos 9 minutos mandou para as redes pênalti sofrido por Johnson. Aos 30, os próprios jogadores dos Cottagers se deram ao trabalho de ampliar, Baird fez contra ao tentar interceptar passe de AJ. O terceiro gol aconteceu na segunda etapa, Dzeko, aos 72, recebeu de Aguero para fechar o placar. A partida, disputada sob muita neve, marcou a estréia do chileno Pizarro na equipe.

12/02 – Aston Villa 0 x 1 Manchester City – Seguindo na Premier, conseguimos mais uma vitória, desta vez apertada, mas condizente com as dificuldades habituais do Villa Park. Os Villans não se incomodaram em atuar na retranca em sua própria casa, por isto o City tinha dificuldades para alcançar a área adversária, mesmo exercendo bastante pressão e um bom futebol. A melhor chance do primeiro tempo veio em uma bola na trave de Adam Johnson.

No segundo tempo a pressão continuou, a insistência foi premiada aos 62 minutos, em uma cobrança de escanteio, Lescott recebeu de Milner e finalizou. Nos minutos finais foi a vez do time de Birmingham conseguir boas chances a seu favor, e também de Hart entrar em ação para garantir o triunfo.

16/02 – Porto 1 x 2 Manchester City – Como sabemos, terminar em terceiro lugar no grupo da Champions dá o direito, como consolação, a uma vaga na fase de 16 avos da Europa League, antiga Copa UEFA, e que andamos tendo presença constante no últimos anos. Os dois times de Manchester foram para a competição, e nossa estréia foi logo contra os campeões da temporada anterior, o bom time do Porto.

O primeiro tempo foi marcado por grande movimentação e boas chances para os dois times, os portugueses começaram melhores, conseguimos equilibrar, mas, aos 27 minutos, Varela antecipou Kompany e abriu o placar. Com o placar adverso o City cresceu na partida, Helton fez boas defesas em chutes de Nasri e Balotelli, o empate parecia questão de tempo, mas só veio na segunda etapa.

Aos 54 minutos, Alváro Pereira se atrapalhou com Helton, e em disputa com Balotelli mandou contra sua meta. Aos 77, Aguero, que tinha sido poupado pela maratona de jogos que vinha disputando, entrou no lugar do italiano, minutos depois Yaya deixou o argentino na cara do gol, este não perdoou e nos colocou em ótima situação para a classificação.

22/02 – Manchester City 4 x 0 Porto – Chocolate com gosto de bacalhau! Meio estranho, mas foi a combinação certa para esta partida. Já não bastasse entrar tranqüilo após a vitória por 2 a 1 na partida de ida, logo aos 19 segundos Aguero abriu o placar para nos encaminhar as oitavas.

O gol relâmpago animou Kun, que quase marcou outro aos 29 minutos, mas a bola foi caprichosa e bateu no travessão depois de passar pelo goleiro, e o jogo se manteve assim, com o City administrando, até os 76 minutos quando Dzeko recebeu de Aguero e marcou, a goleada começava a dar as caras. Aos 84, Pizarro, que tinha entrado no lugar de Aguero, foi o garçom do muitas vezes garçom David Silva, que fez o terceiro. No minuto seguinte o chileno marcou seu primeiro gol com a equipe azul, 4 x 0 e classificação mais que garantida!

25/02 – Manchester City 3 x 0 Blackburn – Um fevereiro só de vitórias, encerrado com mais uma tranqüila partida em casa contra os Rovers. Começamos o mês com um 3 x 0, encerramos com o mesmo placar, recuperando a auto-estima perdida no mês anterior.

Para variar um pouco, fizemos um jogo de muitas chances e ampla superioridade em campo, com Balotelli querendo jogo, Paul Robinson teve de se virar para não ver suas redes em movimento cedo, mas só venceu a disputa por 30 minutos, quando Kolarov cruzou para o italiano abrir o placar, antes do intervalo Yaya e Aguero perderam chances da ampliação.

No segundo tempo, logo aos 7 minutos, Aguero pegou sobra de Robinson e ampliou, o terceiro gol veio com Dzeko, que substituiu Balotelli e com três minutos em campo recebeu novo cruzamento de Kolarov, aos 81. O Blackburn, que na temporada conseguiu vencer o United no Old Trafford, foi tão inofensivo que se pode dizer que Hart foi um sortudo expectador em campo.

Chegou

David Pizarro – Meia, da Roma. Empréstimo até o fim da temporada.

Aconteceu...

*No dia 14, Tevez resolveu abandonar suas “férias” não autorizadas de dois meses na Argentina e voltar a Manchester. Depois de ver a janela passar e sua situação continuar indefinida, e dar uma entrevista a televisão argentina se declarando inocente, o atacante veio disposto a voltar aos treinos e reconquistar seu espaço no clube.

*A gol de Aguero no estádio do Dragão foi o primeiro fora de Manchester e Londres.

*A partida também marcou a volta de Yaya Touré, depois de perder a final da Copa das Nações Africanas junto à Costa do Marfim para Zâmbia e ser provocado estupidamente por Rooney no Twitter. Polêmicas a parte, o jogador fez bastante falta em mais de um mês ausente.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Retrospectiva 2011/12 - # 7

JANEIRO


Jogos

01/01 - Sunderland 1 x 0 Manchester City – O mês de janeiro foi bastante corrido para o City, e 2012 já começou com partida para os blues, isto mesmo, nada de descanso ou comemoração de réveillon, no primeiro dia do ano estávamos em campo, e pior, jogo dificílimo e polêmico, com um balde de água gelada no final.

Tivemos mais a bola durante todo o jogo, os Black Cats se concentravam na defesa, fazendo bem seu trabalho, o que fez termos poucas boas chances na primeira etapa, na segunda o Sunderland melhorou, mesmo assim mantínhamos mais posse, com Dzeko e Aguero desperdiçando chances. Aos 88, Richards cabeceou no travessão o que poderia ser nosso importante triunfo.

No final dos 3 minutos de acréscimo veio o castigo, Ji recebeu em impedimento, passou por Hart caído e marcou o gol da vitória dos donos da casa, confirmando a sina de dificilmente sairmos bem do Stadium of Light. Para nossa sorte, o United conseguiu perder em casa por 3 a 2 para o fraco Blackburn, então mantínhamos a vantagem no saldo sobre eles.

03/01 – Manchester City 3 x 0 Liverpool – Vemos bem que a passagem de 2011 para 2012 não foi nada tranquila, com partidas ruins, resultados adversos e a vantagem na liderança dando adeus. Pois é, lá vinha mais um teste de fogo para nossa campanha no campeonato nacional, mesmo com a má campanha dos Reds, é osso jogar contra um time tão tradicional.

Felizmente, superamos os mal resultados e voltamos a vencer, e apresentar bom futebol. Com Milner, Dzeko e David Silva com ótima movimentação, criamos chances desde cedo, mas o primeiro gol veio com a contribuição do arqueiro Pepe Reina, em chute de fora da área de Aguero, pouco depois foi a vez de Yaya Touré ampliar, de cabeça.

No segundo tempo passamos a administrar o resultado, diminuindo o ritmo, aos 27 minutos, porém, o árbitro Mike Jones quis complicar, expulsando Barry injustamente, poderia ser um sinal de problemas, mas um minuto depois Yaya cavou um pênalti, o aniversariante Milner cobrou para fechar o 3 x 0, depois Adam Johnson quase ampliou com uma bola na trave, mais ficou por isto mesmo.

08/01 – Manchester City 2 x 3 Manchester United – Esse time foi posto a prova muitas vezes na última temporada, sem gozar de qualquer facilidade, tendo que lutar e transformar suas vitórias, e até derrotas, em algo épico. Este foi o City, foi duro acompanhar do começo ao final. Exemplo: estreia e defesa do título na FA Cup, logo com um derby, e contra os devils engasgados pela goleada de outubro.

O clássico e suas peculiaridades, os primeiros minutos de jogo foram de uma pressão, sem trocadilhos, infernal do time azul, jogando aguerridamente, como melhor equipe que era. Aí, no primeiro ataque deles, Rooney manda de cabeça e faz 1 x 0, sem merecimento algum.

Primeiro a injustiça, depois o assalto. Kompany desarmou Nani com um carrinho na bola, um lance que nem falta seria, mas Chris Foy viu excessivamente, ou se rendeu as pressões Wayne ‘neném mimado’ Rooney e expulsou nosso capitão, foi um baque na equipe sentido pelo resto do primeiro tempo, tomando dois gols: Welbeck, aos 30, e Rooney, em rebote de pênalti cobrado por ele e defendido por Pantilimon, aos 38. Neste momento muitos começaram a pensar e a temer um troco dos diabos, todos clamávamos pelo intervalo para tentar esfriar os ânimos e conter a desestabilização do time.

Segundo tempo, entrada de Zabaleta e Savic, saída de Silva e Johnson, Mancini tentava reforçar a defesa para evitar o pior, aos 48, Kolarov cobrou falta belamente para diminuir, parecia que o foco havia voltado. Aos 64, Aguero pegou o rebote de De Gea, de seu próprio chute, e a diferença caiu para 2 x 3. Voltamos a acreditar e a correr contra o tempo, pressionamos, nem parecia que estávamos com um a menos, e eles passarão sufoco para manter o placar. O City mostrou sua face guerreira como nunca, acabamos eliminados, mas com um profundo jeito de time campeão, a Premier não nos escaparia.

11/01 – Manchester City 0 x 1 Liverpool – Mudamos de copa, de FA para Carling, outro duelo importantíssimo, valendo vaga na final, pegávamos o Liverpool pela segunda vez em três jogos.

Diferentemente do jogo anterior, o time foi apático, ficou claro que os Reds tinham muito mais interesse em vencer, pelo fato da péssima campanha na Premier, desde o começo foram para cima, e pra piorar, jogamos já sem Yaya, que foi defender a Costa do Marfim na Copa das Nações Africanas, e sem David Silva, lesionado, os motores do meio. O único gol veio de pênalti, cometido por Savic, cobrado por Gerrard, e fazendo com que os visitantes levassem boa vantagem para o jogo de volta.

17/01 – Wigan 0 x 1 Manchester City – Depois da extenuante maratona dos dias anteriores, uma pausa maior para a volta da Premier League, e finalmente com um jogo mais fácil pela frente, ou não...

O fato de ser lanterna no momento não impediu o Wigan de complicar nossa vida, os donos da casa lutaram muito durante todo o jogo, e chegaram a assustar em alguns momentos, graças a falhas defensivas, exigindo de Hart. Nosso único gol foi de Edin Dzeko, aos 22 minutos, em cabeçada após cruzamento de Silva, depois chegamos a ter boas chances, mas faltou competência para concluir e ter mais tranquilidade. Depois de duas derrotas em casa, este triunfo foi importante para melhorar os ânimos.

22/01 – Manchester City 3 x 2 Tottenham – Mais uma partida épica contada na história da temporada, com um enredo completamente diferente da fácil goleada de meses antes, com reviravoltas, chances incríveis perdidas e gol no último minuto, poderia ter saído qualquer resultado, mas a sorte sorriu para o nosso lado, e passamos por um time que até o momento era considerado candidato ao título.

Pode-se dizer que a partida só teve um tempo, o primeiro foi morno, com poucas chances, e acabou 0 x 0. Já o segundo conseguiu ser o oposto, eletrizante, tenso, gigante. Aos 55, Nasri abriu o placar, 3 minutos depois Lescott entrou com bola e tudo em cobrança de escanteio. 2 x 0, a porteira estava aberta, parecia que o time ia deslanchar, nada! Já ao 60, Defoe diminuiu e 4 minutos depois, Bale em belo chute fez a igualdade.

Nos acréscimos Defoe perdeu um gol incrível, daquelas chances que não acontecem duas vezes na mesma partida, e o castigo veio, Balotelli, que tinha entrado no decorrer do jogo foi derrubado, pênalti, aos 94, não esboçou qualquer tensão para fazer 3 x 2. A polêmica é que

Mário poderia ter sido expulso minutos antes, ao pisar em Parker caído, mas Howard Webb não deu nada, o fato é que conquistamos a importante vitória contra um adversário direto.

26/01 - Liverpool 2 x 2 Manchester City – Terceiro confronto com os Scousers no mês, precisávamos mais que nunca reverter o resultado negativo do primeiro jogo, em que perdemos de 1 a 0, para ir a final da Carling Cup.

A volta não foi muito diferente da ida, não apresentamos bom futebol, e o Liverpool foi superior a maior parte do jogo, mesmo assim, nossa sorte poderia ter sido diferente se não tivéssemos sido prejudicados, primeiramente quando Dzeko caiu na área e o juiz não marcou, erradamente para muitos. Apesar dos pesares, conseguimos sair na frente, por incrível que pareça, De Jong, de carrinho mandou no canto de Reina, 1 x 0. Ainda no primeiro tempo, mais roubo, Phil Dowd viu pênalti em uma bola que bateu sem intenção na mão de Richards, Gerrard empatou.

Segunda etapa, o Liverpool continuou melhor, mesmo assim estivemos com a vantagem de novo, Kolarov fez jogada pela esquerda e cruzou, Dzeko aproveitou e fez 2 a 1, com isso a partida se encaminhava para a prorrogação. Mas já perto do fim, o ex-citizen Craig Bellamy definiu o empate, caíamos da Carling, e o Liverpool foi a final contra o Cardiff, onde se sagraria campeão.

31/01 – Everton 1 x 0 Manchester City – O City continuou pelos campos de Liverpool no final de janeiro, para enfrentar  desta vez o indigesto Everton, em Goodison Park, lugar que não nos dá boas recordações, o que não foi diferente daquela vez.

A partida marcou o retorno de Kompany, após cumprir suspensão, mas o capitão não deu sorte, em um jogo com boas chances dos dois lados, só um gol saiu, Gibson, por coincidência ex-United, aos 60 minutos. Com o resultado perdemos a folga de três pontos que tínhamos para os rivais vermelhos, voltando a ficar na vantagem apenas no saldo.

O mês de janeiro não foi proveitoso, quatro derrotas em oito partidas, e duas eliminações em copas.

Saíram

Nedum Onuoha – Zagueiro, para o Queens Park Rangers.

Wayne Bridge – Lateral-esquerdo, para o Sunderland. Empréstimo até o fim da temporada.

Mohammed Abu – Meia, para Eintracht Frankfurt. Empréstimo até o fim da temporada.

Aconteceu...

*Apesar do todos os apelos, e imagens claras da decisão exagerada de Foy, a FA foi irredutível, mesmo após o City recorrer, resultado: punição de 4 partidas.

*Se com Kompany a decisão foi mantida, para Balotelli não. O lance em Scott Parker, que não recebeu qualquer punição do árbitro foi revisto depois, resultado: quatro partidas de suspensão também. Controverso, não?

*A novela Tevez continuou durante o mês. O jogador se reuniu com o dirigente do Milan, Adriano Galliani no Brasil, chegou a acertar as bases do contrato, mas o rossonero queria apenas o empréstimo do atacante, prontamente recusado.  Depois foi a vez de o PSG oferecer 25 milhões de libras pelo argentino, que não quis ir jogar na França.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Retrospectiva 2011/12 - # 6


DEZEMBRO


Jogos

03/12 - Manchester City 5 x 1 Norwich – Jogo válido pela 14ª rodada da Premier, e representou mais uma prova da superioridade do City em seu campo, um chocolate por 5 a 1. A defesa dos Canaries não conseguiu segurar o nosso poderoso ataque, e poderia ter sido mais elástico ainda, não fossem as chances perdidas.

Aos 31 do primeiro, Aguero, bem ao estilo argentino, com muita raça e luta, chutou entre dois jogadores e abriu o placar, no primeiro tempo só isso, como algumas outras vezes, a porteira foi abrir apenas na segunda etapa.

Logo aos 50 minutos, Dzeko sofreu falta, Nasri cobrou e Ruddy aceitou, placar ampliado. Yaya fez o terceiro aos 67, aos 80 minutos Morison diminuiu para os visitantes, aos 88 foi a vez de Balotelli, que tinha entrado no lugar de Kun, fazer um gol com a cara dele: de ombro, e finalmente, já nos acréscimos, AJ entrou na área para fazer o quinto gol e encerrar mais um show da equipe azul.

07/12 – Manchester City 2 x 0 Bayern – O jogo que marcou nossa despedida na fase de grupos da  Champions, precisávamos fazer a nossa parte, vencer, e assim aconteceu, mas a derrota para o Napoli foi cruel e nos obrigou a torcer para o lanterninha Villarreal arrancar pontos dos italianos no El Madrigal, mas também perderam de 2 a 0.

Com os bávaros cumprindo tabela, já classificados, apenas nós demonstramos interesse na partida, aos 35 minutos David Silva conseguiu furar o bloqueio, pouco depois Boateng tirou em cima da linha um chute de Aguero, só viemos ampliar aos 51 minutos, já no segundo tempo, com Yaya e sua categoria, depois de passe de Dzeko.

Inevitavelmente foi decepcionante e precoce, mas saímos de cabeça erguida, sabendo que o grupo não ajudou, tanto que com a nossa pontuação (10 pontos) passaríamos em qualquer outro, foi apenas nossa estreia nesta competição fantástica. Fica a lição para os próximos anos.

12/12 – Chelsea 2 x 1 Manchester City – E finalmente ela apareceu! A derrota, sim, apenas no dia 12 de dezembro perdemos nossa invencibilidade na Premier, depois de doze vitórias e dois empates. Contra um grande time, embora numa temporada irregular, não dá para dizer que sentimos a eliminação de cinco dias antes, apesar de que pode se dizer que este jogo marcou o inicio de uma suave mais constante queda no futebol e resultados, que foram permitindo a aproximação do United, acabando por travar a emocionante disputa de meses depois.

A partida nem foi um desastre, começamos muito bem, sufocando os Blues em sua própria casa, depois de uma grande jogada de Aguero, servindo Balotelli para fazer 1 a 0. O ímpeto não diminuiu, o City comprovava sua campanha em campo, mas as coisas começaram a desandar quando David Silva sofreu um pênalti claro, que não foi marcado.

Pouco depois o Chelsea achou um gol, a ex-promessa Sturridge fez boa jogada e passou para Raul Meireles empatar o jogo, a partir daí nosso time sentiu e os londrinos foram ganhando espaço. Na segunda etapa já eram muito mais incisivos, a situação havia se invertido. Para piorar, Clichy foi expulso, aí literalmente jogamos para segurar o resultado, e não conseguimos, Lescott meteu a mão na bola, e o juiz viu, pênalti marcado, Lampard fez a virada e decretou nosso primeiro revés.

18/12 – Manchester City 1 x 0 Arsenal – Primeira derrota, algo anormal de se ver, mais tínhamos pouco tempo para se lamentar, a sequência era dureza, e fomos enfrentar mais um clássico contra um londrino, desta vez no Etihad e o Arsenal era o adversário.

O duelo foi sofrido, no primeiro tempo o City até esteve bem, tendo algumas chances, mas os Gunners foram afoitos e conseguiram momentos de controle, mantendo a igualdade inicial. Aos 52, o único o gol da partida, Balotelli chuta, Szczésny defende, mas solta a bola e Silva pega no rebote. Na metade final do segundo tempo, algo bem difícil de imaginar, os visitantes começaram a se impor, e por pouco, ou por Hart, não saíram pelo menos com um ponto nos bolsos, mesmo assim, mantivemos o placar e a importante vitória.

21/12 – Manchester City 3 x 0 Stoke City – Depois de algumas partidas, voltamos a ver um placar mais elástico no Etihad, e condizente com o City do começo da temporada. Um ótimo 3 x 0, que marcou impressionante um ano de invencibilidade dentro de casa.

Como costume, vimos o City ditar o ritmo da partida, e os adversários armarem um paredão defensivo para tentar frear os ataques, e sabemos bem que o Stoke é um dos que melhor faz isto, mas a estratégia não foi suficiente por muito tempo, aos 29 minutos Kun Aguero abriu o placar, sete minutos depois, Adam Johnson mandou de canhota para fazer 2 x 0, tranquilizando o time, o domínio chegava a mais de 80% de posse de bola.

No segundo tempo, aos 54, Aguero tratou de sacramentar a boa vitória, aproveitando passe de Nasri. Foi a despedida do ano no Etihad, da forma como deveria ser.

26/12 – West Bromwich Albion 0 x 0 Manchester City – O box-in-day e despedida do ano do Manchester City não foi muito proveitosa, e com pouca cara de City mesmo. O WBA entrou com a mesma proposta da maioria: se defender e tentar alguma coisa nos contra-ataques, fez com muito mérito, também aproveitando uma jornada em que não estivemos bem.

Até tivemos vantagem de posse de bola e tomamos iniciativa, os donos da casa cumpriam com muito afinco sua proposta, aos 33 tivemos um gol de Balotelli anulado. Na segunda etapa o City tentou exercer uma pressão mais forte, mas com isto ficou desguarnecido e tomou alguns sustos defensivos, com o WBA carimbando a trave aos 73 minutos.

Aos 83, o bandeirinha viu sozinho um impedimento de Silva, em um lance que poderia ter saído o gol da vitória, e ficou assim mesmo. Os dois pontos perdidos custaram à vantagem sobre o United, que voltou a empatar com nós em primeiro, perdendo apenas no saldo.

Aconteceu...

*A Pluri publicou um estudo que considerou o City o clube mais valioso da Inglaterra, terceiro do mundo, perdendo só para a dupla espanhola, Real e Barcelona, com um valor de mercado de 445 milhões de euros.

* O dia 7 de dezembro não foi muito feliz para Manchester, o United também caiu na primeira fase da UCL, e em um grupo bastante mais fácil, com Benfica e Basel indo em seu lugar.

*Em 21 de dezembro Roberto Mancini completou dois anos de clube, chegando com muita desconfiança e a imprensa inglesa contrária a demissão de Mark Hughes, soube administrar os egos e conquistou resultados expressivos, ganhando respeito e a idolatria da torcida.

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