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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Manchester City estréia fora de casa na Premier 2014-15



Hoje a Premier League liberou o calendário dos jogos do City na temporada 2014-15, e o Manchester City diferente dos últimos anos vai estrear fora de casa contra o Newcastle.

O City terá que começar a temporada a 100% porque as primeiras rodadas serão bem complicadas.

A segunda partida do City a equipe enfrenta o Liverpool no Etihad Stadium. Na quarta rodada teremos que ir a Londres enfrentar o Arsenal no Emirates e depois na quinta rodada o Chelsea em casa.

Quer dizer, nas 5 primeiras partidas da temporada 2014-15 enfrentaremos 3 equipes do último top 4.

O período de Natal e Ano Novo na Inglaterra onde o futebol não para será assim para o City: 26/12 WBA(F), 28/12 Burnley(C), 01/12 Sunderland(C). Não ficou ruim esses jogos, mas enfrentaremos o Sunderland que sempre adora nos complicar, ainda mais num período de pouco descanso.

Se o começo de temporada será puxado eu já gostei do final de temporada do City. De novo vamos fazer a última partida da Premier em casa, e as partidas que antecedem não são tão complicadas.

As últimas 6 partidas serão: West Ham(C), Aston Villa(C), Tottenham(F), QPR(C), Swansea(F), Southampton(C).

Agora a Sky Sports e BT Sports vão escolher os jogos que serão transmitidos, e assim teremos os dias(se serão sábado/domingo/segunda) e horários corretos. Mas a base e sequência das partidas são mantidos.

Pronto, agora já temos os calendários dos jogos da Premier. É agora voltar a atenção para a Copa do Mundo e depois apenas City na cabeça.

Calendário completo 2014-15

segunda-feira, 12 de maio de 2014

E o vilão venceu...


É românticos, lamento lhes dizer, mas nós compramos mais um título da Premier League. Graças ao Sheikh Mansour, o Manchester City ousou ganhar seu segundo campeonato em três temporadas, algo impensável há poucos anos atrás. Agora, podem lamentar-se, chorar e dizer que o Liverpool é o campeão moral, que merecia, entre outras baboseiras. Somos sujos, mas temos títulos...

Foi uma Premier League louca, muito disputada, com inúmeras trocas de liderança e uma disputa ferrenha até o final. Um êxtase de competitividade que deixou todos em extrema adrenalina. Em um momento o Arsenal, com um bom futebol e campanha inicialmente muito consistente, pareceu que ia até o final e poderia encerrar sua desgastante fila sem títulos; depois veio o Chelsea de Mourinho, que graças a seus reforços e técnico tarimbado parecia o mais preparado para ser campeão nos prognósticos de pré-temporada; também o Liverpool, que fez uma campanha acima do que seu elenco prometia, apresentou um ótimo futebol e um ataque avassalador, por boa parte da temporada parecia morto na briga pelo primeiro lugar, mas de repente despertou e encantou, esteve bem perto de ganhar após longos 24 anos; Por fim, teve o United, que... ah, não, o United não...

O Arsenal foi o cavalo paraguaio habitual dos últimos anos. O Chelsea perdeu jogos bobos e não conseguiu dividir as disputas na Premier e Champions com eficácia. E o Liverpool junto com o Gerrard tropeçaram em um clássico contra um adversário reserva, sucumbindo também a arrogância, a frescura e ao já ganhou. O City começou um campeonato arrasando e encantando, com um ataque avassalador, poderia levar fácil, mas as atuações caíram, perdeu clássicos importantes para o Chelsea (em casa) e Liverpool, então parecia que não ia dar. Aí ganhou um presente e foi com tudo em busca do sonho, venceu batalhas difíceis e cruciais, sempre acreditando, mas nunca cantando vitória.

Sim, existiu um dia que foi crucial para tudo: 27 de abril. Naquele domingo eu entrei com um pensamento dominante em minha cabeça: “hoje o Liverpool tem 99% de chances de ser campeão”. Era óbvio, eles tinham grandes chances de sair dali com o título praticamente assegurado, só não aconteceria com uma improvável combinação de resultados. Os Reds vinham embaladíssimos, com espírito de campeão e jogariam em casa contra um Chelsea reserva, totalmente focado na semifinal da Champions. O City, por outro lado, iria pegar um Crystal Palace casca grossa vindo de cinco vitórias seguidas em sua casa, um caldeirão em que o time já tinha arrancado pontos de times com muito mais grife, e estava sem o mago David Silva. Não adiantava, mesmo que um tropeçasse o outro também o faria, e tudo ficaria na mesma...

Mas aí Mourinho estacionou um ônibus a frente do seu gol, que não deixou passar nada. Gerrard escorregou, eles partiram para o desespero e tomaram mais um, o primeiro passo estava feito. Me animei um pouco: “nós ganhamos um presente, não podemos desperdiçá-lo de nenhuma forma, nem que seja meio a zero!”. Naquele dia Yaya Touré, o melhor meio campo do mundo, que só não é reconhecido pela FIFA por ter menos grife que Xavi e Iniesta, decidiu mais uma vez para o time: o gigante acordava para não dar chance a ninguém mais.

Em seguida, com muita catimba e cojones, conseguimos superar uma partida duríssima contra o Everton, em que o mundo jogava contra nós. Parecia então certo que a última rodada seria um nervoso deja vu de 2011/12. Dois times empatados em pontos que decidiriam no saldo, novamente com os Sky Blues em vantagem no quesito. Será que viria um novo sofrimento épico? Mas aí, o time vermelho tratou de facilitar mais uma vez, não conseguindo o que tínhamos feito: em um jogo louco onde fizeram 3 x 0 e deu até medo de conseguirem tirar a diferença do saldo, tomaram o empate da guerreira equipe de Tony Pullis. Dois dias depois superamos o trauma dos jogos atrasados (anteriormente havíamos quase perdido para o Sunderland, tirando o título das nossas mãos) goleando o Aston Villa numa partida que foi mais difícil do que o placar indicou.

Então, chegamos neste domingo. Objetivamente, a diferença para 2011/12 é que dependíamos apenas de um empate, há não ser que o Liverpool aplicasse uma goleada totalmente irreal no Newcastle, e não mais da vitória, mas subjetivamente a situação era 100% diferente. Há dois anos atrás mais ou menos todo mundo (excetuando os diabos) torcia, mesmo que muito dentro de si, por nosso título. Naquela época nosso dinheiro era bom, ajudaria a quebrar uma seqüência do United, colocaria mais competitividade a competição, etc. ali éramos nós que tínhamos uma fila desgraçada contra, éramos os patinhos feios, os chacoteados. Para agora o clima mudou 360 graus, viramos os vilões do mundo, a morte do futebol, o fruto da lavagem de dinheiro ou de um dono que quer apenas divertir-se. Nosso título era vitória do mal, resumindo tudo.

O Liverpool, por outro lado, angariou a torcida de meio mundo. Nem os inteligentes jornalistas, muitas vezes tão batalhadores pela imparcialidade, conseguiram esconder a preferência, e as transmissões de jogos transformaram-se em um inferno de chatice e romantismo, foi muito duro agüentar as rodadas finais. Os Reds viraram, de uma hora para outra, time diferenciado, parecia que não tinham dono ou montaram o seu time por meio de escambo, sem gastar dinheiro nenhum. A torcida era o símbolo do sofrimento e a melhor do mundo, e Gerrard, bem, quase um santo...

Eu nunca odiei a equipe adversária, me solidarizo com o sofrimento dos torcedores, não ignoro sua grandeza e entendi a maioria dos argumentos de quem torceu por eles. Mas, diante desta aura de santificação forçada, e principalmente de vilanização do City, com uma torcida otimista demais diante de tão profunda fila, onde muitos ressuscitaram das tumbas para, sem sentido, se acharem nas redes sociais, e um técnico boca solta, este título virou praticamente uma questão de honra. Precisávamos quebrar esta corrente, se o Liverpool vencesse seria capaz de aparecerem veadinhos saltitantes e beija-flores em Anfield, tamanho clima de conto-de-fadas criado, e a televisão tornar-se-ia insuportável.

Se ser um citizen já implica em pessimismo, diante de tão profundo nevoeiro negativo em nossa direção, não tinha como esconder o medo de que alguma série improvável de acontecimentos místicos dessem ao Liverpool a vitória épica que precisavam para se confirmarem como diferentes. Só tive plena certeza quando o relógio bateu 92 minutos de jogo (sério), porque aí eu sabia que os Hammers não fariam três gols em dois minutos, era fisicamente impossível... O jogo contra o West Ham passou longe da dramaticidade de dois anos atrás, mas nem por isso, e para não contrariar a história e o Typical City não foi algo fácil demais, não veio à goleada que muitos poderiam pensar.

O City foi campeão com menos dias na liderança que Arsenal, Chelsea e Liverpool (muito por culpa dos malditos jogos atrasados que não nos largavam), mas no dia que interessava, 11 de maio de 2014, estávamos lá. Os Reds tiveram azar, pois o confronto era com uma equipe em que a mística de sofrimento e superação das adversidades era muito maior que a deles, por mais que muitos esqueçam. Que eles esperem mais 1 ano, ou 20. Nós esperamos 44, porque eles não podem?

Júnior Martins

terça-feira, 15 de abril de 2014

A frescura do romantismo


O Liverpool tem que ganhar esta Premier League. É a vitória do puro futebol, até mesmo da bondade...

Parece um pouco de exagero, mas é mais ou menos por aí que os românticos do futebol pensam, e estão especialmente pensando assim nesta disputa espetacular que está ocorrendo na Premier League 2013/14.

Neste ponto, perdem Chelsea e Manchester City, eles não podem ganhar, porque este direito é dado apenas aos grandes e tradicionais, não aos médios ou pequenos, que devem ficar no seu lugar de eterno sofrimento, vexames e seca. Deter um dono ou investidor de peso e poderio financeiro não vale para eles, a única forma aceitável é você montar uma equipe com recursos medíocres e, por um milagre dos céus, conseguir enfrentar os gigantes poderosos na liga mais rica do mundo. É assim que os românticos pensam.

Os românticos declaram guerra ao dinheiro, até porque o Liverpool não precisou gastar muito para montar sua equipe, principalmente naqueles investimentos quase emergenciais logo após a compra pelos americanos. Todo mundo se lembra do Sheikh mostrando serviço ao torrar 33 milhões de libras em Robinho, que não deu certo, um exagero vergonhoso! Mas, não quando os vermelhos pagaram 35 em Andy Carroll, que também não deu certo... Luisito Suarez, grande estrela desta equipe que vem encantando, também veio no pacote de entrada do Fenway Sport Group, e não foi barato...

O importante de analisar esta questão dos altos investimentos externos cada vez mais preponderantes é não generalizar, ver caso a caso. Por exemplo, se olharmos pelo lado da Ligue 1, na França, até compartilho um pouco da visão dos românticos: o turbilhão de dinheiro do PSG estragou um campeonato que, a exceção do período de domínio do Lyon, sempre foi bastante equilibrado, com boa variação de vencedores. Mas, mesmo neste caso, o Mônaco já desbanca como um que deve fazer frente nos próximos anos, existindo uma disputa.

Na Premier League, me desculpem, o efeito foi contrário e para melhor. O dinheiro de City e Chelsea engrandeceu e adicionou novo tempero a disputa. O que seria da Premier sem Mansour e Abramovich? Com a pindaíba do Arsenal e o jejum do Liverpool, presumo que o United estaria com mais ou menos nove títulos seguidos, ótima a disputa não? Será que a Premier teria o valor e prestigio que detém hoje? Eu duvido muito...

Nós melhoramos a disputa, e não existe hegemonia de City ou Chelsea, temos uma liga que é vista e idolatrada em todo o mundo, com um valor de mercado imenso e uma disputa que só a engrandece. Temos seis equipes certas em todo inicio de temporada como favoritas na disputa de cima (fora as surpresas, a exemplo do Everton), seja pela base já formada ou pelo investimento feito na janela. Todos estes investem alto ao menos alguma vez, porque é necessário, não há outro jeito de sonhar com algo. Mesmo para grande parte dos médios/pequenos existe um nível de investimento maior do que os de outras ligas, que seja apenas para se manter na divisão de elite. Faz parte do patamar que a Premier chegou nos dias atuais, ela é nivelada não por baixo como o Brasileirão, mas por cima.

E os românticos agora têm a mania de fazer um comparativo entre o possível triunfo do Liverpool na Inglaterra e a do Atlético de Madrid na Espanha, porque não comparar o segundo com o City? Ora, neste caso o Liverpool é que é grande, tem 18 títulos, o segundo maior campeão. Nós é que estamos aqui para quebrar hegemonias e vencer os gigantes, posto em que merecidamente está a equipe da terra dos Beatles. Não é a toa que em 2012 o título do City também foi do Sunderland, Newcastle, Fulham, Aston Villa, etc. Eles estavam cansados, sedentos, era hora de alguém triunfar sobre a arrogância, algo que a pouco tempo parecia tão improvável, tanto que ao final do jogo contra o QPR o Etihad era um estádio de torcida única: até os torcedores visitantes comemoraram o gol espetacular de Aguero. Aquele gol também foi deles, pois se espelhavam na nossa luta e história de sofrimento, ao qual naquele momento parecíamos tão perto e tão longe de tocar o céu.

Nos últimos dias a frescura na rede se espalhou, e os Reds viraram exemplares, até citando Gerrard por ser jogador de um time só a vida toda como um exemplo diferencial. Diferencial de quê? Existem e existiram vários semelhantes em outros times, até nos vilões, e mesmo que não tenham servido uma equipe só, estão há muito tempo nelas e demonstram amor e dedicação igual. Engraçado e talvez ninguém se lembre, mas o mesmo Gerrard não enfatizou tanto amor pelo Liverpool quando entregou um pedido de transferência ao clube para ir a Londres assinar com o Chelsea, logo o Chelsea! O vilão! Pois é, ele desistiu em meio a inúmeras ameaças de morte. Parece que até para o exemplar capitão o dinheiro, ou a chance de vencer a Premier logo falou mais alto.

Não é desmerecê-lo, pois o reconhecemos como um grande jogador e símbolo do clube, que certamente mereceria encerrar gloriosa carreira com um título doméstico, mas é só uma nota para a mania irritante de glorificar e diferenciar o clube nesta disputa em detrimento dos outros. Todos têm o direito de torcer para eles levarem, vários motivos são legítimos e aceitáveis. O que não se pode é pensar ser superior por isto e vilanizar o City, que disputa legitimamente. Se você é contra a vinda de russos e árabes, paciência, os negócios foram legais, estão aí até agora. Se um dia a fonte de ouro acabar, o problema é nosso, garanto que boa parte vai continuar fiel e torcendo, mesmo que sejam tempos de vacas magras.

Se for para voltarmos de verdade ao futebol romântico e puro, então que voltemos aos tempos do amadorismo, do contrário, saiam do seu mundo de fantasia e passem a viver e aceitar a realidade do futebol moderno. Se existe antítese, certamente o Liverpool não é ela.

Júnior Martins

sexta-feira, 14 de março de 2014

Curva descendente e pessimismo


A péssima semana que se seguiu é somente mais um reflexo que o nível de atuações do time vem caindo há algum tempo, principalmente porque nossas principais armas de outrora tem demonstrado instabilidade: primeiramente o ataque, que tem negado fogo, com Negredo e Dzeko tendo atuações abaixo do esperado, Aguero se machucando a cada dois segundos, onde desfalca o time demais e mesmo quando está em campo tem problemas para entrar no ritmo.

Outro ponto forte eram os jogos em casa, as vitórias têm sido mais difíceis, o time tem dificuldades para abrir o placar e vem tomando alguns sustos, inclusive com resultados ruins aparecendo constantemente. Verificando cada partida, podemos perceber que a queda nos resultados vem se acentuando desde fevereiro, especialmente a partir da péssima derrota em casa no jogo decisivo contra o Chelsea, em que podíamos ter mantido a liderança da Premier. Abaixo a relação de todos os jogos realizados a partir dali:

DATA
RESULTADO
COMPETIÇÃO
03/02
Man City 0 x 1 Chelsea
Premier League
08/02
Norwich 0 x 0 Man City
Premier League
15/02
Man City 2 x 0 Chelsea
FA Cup
18/02
Man City 0 x 2 Barcelona
Champions League
22/02
Man City 1 x 0 Stoke
Premier League
02/03
Man City 3 x 1 Sunderland
Capital One Cup
09/03
Man City 1 x 2 Wigan
FA Cup
12/03
Barcelona 2 x 1 Man City
Champions League

Podemos destacar nesta série que inclui as duas partidas contra o Barcelona pelas oitavas da Champions e a final da Capital One um retrospecto de três vitórias, um empate e quatro derrotas. Foram apenas oitos gols marcados, média de um por partida, e oito sofridos. Nada perto do ataque que assustou a Europa quando ultrapassou a marca de 100 gols com antecedência... Mais gritante é quando vemos que das oito partidas, cinco foram em casa, que renderam três derrotas, também nada perto da fortaleza imbatível de antes.

Para terem uma idéia da queda, coloco agora as oito partidas anteriores as mostradas, comparem e vejam a diferença:

DATA
RESULTADO
COMPETIÇÃO
28/12
Man City 1 x 0 Cryst. Palace
Premier League
01/01
Swansea 2 x 3 Man City
Premier League
08/01
Man City 6 x 0 West Ham
Capital One Cup
12/01
Newcastle 0 x 2 Man City
Premier League
18/01
Man City 4 x 2 Cardiff
Premier League
21/01
West Ham 0 x 3 Man City
Capital One Cup
25/01
Man City 4 x 2 Watford
FA Cup
29/01
Tottenham 1 x 5 Man City
Premier League

São oito vitórias, só isto, com 28 gols marcados, impressionantes 3,5 de média, e sete sofridos. Destaque para as goleadas sobre West Ham e Tottenham, esta última em White Hart Lane. Neste momento o City tinha um desempenho 80% superior em número de gols e 70% melhor em relação às vitórias. É evidente a curva descendente que se seguiu.

Ganhamos um título nesta baixa, mas fomos eliminados de duas competições, uma delas inesperadamente, e o que poderiam ser quatro títulos em disputa viraram apenas um, ao qual o time tem que buscar desesperadamente em jogos atrasados tirar a diferença para o Chelsea e salvar a temporada, já que a Capital One hoje parece muito pouco para o real nível da equipe. O pior é que existem clássicos para serem disputados fora de casa contra Manchester United, Liverpool e Arsenal, tabela muito salgada nesta disputa ferrenha que se segue pelo troféu, com adversários nada fáceis.

Nestas duas últimas eliminações alguns afirmam que Pellegrini pode ter apostado no jogo errado, poupando no domingo para tentar uma classificação quase impossível na quarta, mas vamos combinar que qualquer um em sã consciência sabe que dava para poupar e se classificar contra um time da Championship, sem falar que seria meio estranho mandar um time incompleto contra o Barça, pois, apesar do péssimo resultado influenciado e dispensável da primeira partida, ainda havia chances de classificação, e estas deveriam ser tentadas.

Obviamente, dadas as condições, a que eu lamentei menos foi a diante dos catalães, pois era totalmente esperada e provável após o desastre anterior. O que me deixou de cabeça quente mesmo foi a partida de domingo, marco na queda de rendimento, onde rendeu, infelizmente, mais um título que se foi tão perto, irônica e caprichosamente diante do pequenino Wigan, deixando o caminho livre para o Arsenal encerrar seu jejum.

Era soberbo demais pensar em quatro títulos na temporada, é contra o sentido de ser City. Nosso histórico de sofrimento não permite tantas glórias assim de uma vez, tem de ser pouco a pouco, com muito suor e trabalho para conquistar nosso lugar. Eu, por exemplo, não contava com a Champions, porque sei que existem times melhores e mais tarimbados como Real e Bayern. E, garfados ou não, contava com uma eliminação nesta fase, eram dois grandes times em que se podia dar qualquer coisa.

Agora, pelo jeito que o time vinha destruindo e encantando, estrelas brilhavam em meus olhos para uma tríplice coroa caseira, para mim totalmente possível. O interessante é que vendo o cruzamento da próxima fase não me abateria se por acaso fossemos eliminados pelo Arsenal. Time grande + jogo único = tudo é possível. A questão é para quem caímos, e isto que engrandece o fracasso dessa eliminação.

Temos um título, o menor, sobra outro a disputar. Neste caso, o pior é ver este acúmulo de jogos atrasados, que agora carregam consigo uma pressão extra e vão decidir realmente nosso destino na briga, todos devem ser vencidos pois não existem mais rodadas sobrando para uma recuperação em caso de tropeço. O bom é que se não fosse assim, com essa dose dramaticidade, não seria o City, na verdade, se fosse fácil demais a chance de conseguirmos seria quase zero, pois nunca ganhamos algo de bandeja. A relação de partidas restantes está abaixo:

DATA
CONFRONTO
15/03
Hull x Man City
22/03
Man City x Fulham
25/03
Man United x Man City
29/03
Arsenal x Man City
05/04
Man City x Southampton
13/04
Liverpool x Man City
16/04
Man City x Sunderland
21/04
Man City x WBA
27/04
Cryst. Palace x Man City
03/05
Everton x Man City
07/05
Man City x Aston Villa
11/05
Man City x West Ham

Só igualaremos o número de jogos às vésperas da última rodada, quando enfrentaremos o Aston Villa. Além dos três clássicos chaves fora de casa, ainda existe um chato jogo contra o Everton no Goodison Park, daqueles que nunca vemos um resultado bom.

Depois de muitas doses de pessimismo altamente necessário, algo intrínseco a alma de um Citizen, nestes momentos se faz necessário lembrar os apuros de 2011/12 quando ficamos oitos pontos atrás em uma fase mais adiantada que a atual, e sem jogos atrasados. Convém lembrar também que nesta mesma temporada, no momento de baixa da equipe, fomos eliminados de algumas copas que seguíamos entre os favoritos aos títulos. Acabou nos sobrando apenas a Premier League, e talvez este tenha sido o diferencial de garra para a equipe buscar o caneco, em vez de se concentrar em vários campeonatos, com todos os problemas inerentes a rodagem de elenco, foi focada uma coisa só, uma só luta por um só objetivo. É o mesmo que parece acontecer agora, nos resta torcer para que os ventos soprem positivamente e que o dia 11/05 seja histórico, quase dois anos após aquela data que nunca esqueceremos, mas com o detalhe que não deixem para o último minuto...

 Júnior Martins

domingo, 19 de janeiro de 2014

Especulações da Semana - II


A janela de transferências de verão continua tranqüila no que compete ao City, tendo como destaque o suposto interesse em Dante e Isco, e o empréstimo de John Guidetti e uma possível saída de Nastasic e Dzeko. Vamos aos principais rumores desta semana:

-> Os meios de imprensa refletem um interesse de Chelsea, City e United no jovem lateral esquerdo Luke Shaw, de 18 anos, do Southampton. Shaw é considerado o sucessor de Ashley Cole na Seleção Inglesa. Mas os Saints, ciente disto, não vão aceitar liberá-lo tão fácil, e querem receber 30 milhões de libras, o que seria o recorde de um valor pago a um jogador defensivo. O recorde atual pertence a Daniel Alves, que custou 29,5 milhões ao Barça em 2008.

-> Existem várias especulações sobre a saída do meia norueguês Abdi Ibrahim, de 22 anos. O City aceitaria uma oferta de cerca de 250.000 libras para liberar o jogador, que volta de empréstimo do Strømsgodset, pelo qual foi campeão nacional. Os rumores apontam o interesse de St. Etienne, Toulouse, Aston Villa e Swansea.

-> City e United estariam disputando mais um derby por uma jovem estrela. Eles estariam monitorando o anglo-italiano Diego de Girolamo, de 18 anos, que pertence ao Sheffield United. De Girolamo está voltando à atividade depois de 10 meses parado por causa de uma lesão de ligamento cruzado. Ele causou polêmica em 2012, quando optou por jogar pela Seleção Italiana Sub-18, onde seus pais nasceram, em vez da sua Inglaterra natal. Outros clubes interessados seriam Arsenal, Liverpool e Everton.

-> O zagueiro holandês Virgil Van Dijk, do Celtic, que seria alvo de Arsenal e Manchester City, provavelmente deverá continuar no clube escocês, pelo menos até o final da temporada.

-> O Caught Offside afirma que o Bayern de Munique estaria interessado em tirar o jovem zagueiro sérvio Matija Nastasic, do City. Nastasic vem sofrendo com lesões durante a temporada, e tem sido preterido por Manuel Pellegrini em prol de Martin Demichelis. O Bayern gostaria de diversificar suas opções defensivas, e estaria impressionado com as observações feitas sobre Nastasic.

-> O Porto não liberará o zagueiro francês Eliaquim Mangala por menos que 40 milhões de libras, ou seja, sua clausula rescisória. O jogador é alvo de diversas equipes, mais o interessado maior parece ser o Manchester City, que avaliará se vale a pena pagar este valor para tê-lo já neste mês.

-> Fontes afirmam que Peter Lim, novo dono do Valencia, teria como um dos seus principais objetivos comprar o bósnio Edin Dzeko. Ele disponibilizará 50 milhões de euros para o técnico Juan Antonio Pizzi reforçar a equipe.

-> Parece ter esfriado as negociações do City para obter Bruno Zuculini, pertencente ao Racing Club. Antes da abertura da janela parecia certo a chegada do jovem argentino, que inclusive já teria entrando em acordo para aportar no Etihad, faltando apenas combinar a taxa de transferência com o clube, mas novas fontes sugerem que o Racing estaria complicando a saída do jogador.

-> Esta semana surgiram rumores de que o Manchester City estaria interessado no brasileiro Dante, zagueiro do Bayern de Munique. O clube inglês estaria a procura de um zagueiro, e Dante seria considerado por Pellegrini o parceiro ideal para Vincent Kompany. Os alemães pagaram apenas 4,7 milhões de euros para trazê-lo, e seu contrato vai até 2016, e poderia ser envolvido numa ida de Matija Nastasic para os bávaros. Apesar disto, é considerada uma negociação difícil, já que atualmente é titular absoluto do clube.

-> Depois de preferir o Real Madrid em vez do City na última janela de verão, alguns meses depois mais uma vez o meia espanhol Isco está sendo ligado ao City. O jogador de 21 anos viria para recompor o lugar de Nasri, que ficará fora por pelo menos dois meses, devido à lesão. Isco não é titular no Real Madrid, e desta vez veria com bons olhos a mudança para Etihad.

-> Quem poderia voltar ao City seria o volante Nigel de Jong, após a demissão do técnico Massimiliano Allegri. Mas, outros rumores dizem que ele poderia ir justamente para o United, que estaria de olho no holandês.

-> O técnico do Napoli, Rafa Benitez, estaria interessado em levar o volante Javi Garcia para terras italianas. Garcia atualmente é reserva no clube, começando em apenas seis partidas da Premier League.

-> A semana começou com uma especulação altamente improvável que o City tentaria contratar o goleiro Manuel Neuer ao fim da temporada, um dos melhores do mundo, e titular do Bayern e da Seleção Alemã. O goleiro estaria sendo alvo também do Barcelona, enquanto Pep Guardiola buscaria trazer Victor Valdés, que está em fim de contrato com os catalães.

-> A jovem promessa citizen John Guidetti foi efetivamente emprestado ao Stoke City, após muitas especulações. O sueco se recuperou de um grave problema, depois de impressionar na Holanda, quando marcou 20 gols em 23 partidas pelo Feyenoord. Mesmo assim, não conseguiu ganhar chances na equipe principal do City, e um empréstimo para a equipe de Mark Hughes é visto como benéfico para sua carreira. Havia também o interesse da Lazio em contar com atleta, mas agora o City poderá vê-lo mais de perto.

fonte: Site Oficial

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