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segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 de maio de 2012



Há um ano um gol representou toda uma mudança de mentalidade, representou o sucesso e afirmação de um projeto que gera desconfiança e raiva nos rivais desde começo, representou 44 anos, representou o fim das chacotas, representou a alegria sincera, representou a descoberta de novas paixões e o orgulho das antigas, representou o que de melhor há no futebol, representou o direito de sonhar. Representou um clube e sua história.

Lembrar daquela partida é na verdade lembrar de toda uma temporada, o quão longa e tortuosa ela foi, cheia de altos e baixos, de quedas e entusiasmo, de shows e decepções, de polêmicas e felicidade.

Tivermos que passar por quase tudo até chegar ali, mais coisas do que normalmente uma equipe passaria, mas aí lembramos que torcemos para o City, e quem torce para este time sabe que absolutamente nada é fácil, está cravado na nossa história que tudo tem de vir com muito suor e esforço sobre-humano.

A temporada vinha com a expectativa de dar um passo a frente na Premier, ou seja, lutar efetivamente pelo título, e estrear na Champions League. O principal nome contratado para se juntar ao time de estrelas e ajudar nesta tarefa foi Sergio Agüero.

Os primeiros meses revelaram o antagonismo: a equipe tinindo e com Agüero superando qualquer dificuldade de adaptação que pudesse ter, arrasava na Premier e já abria boa vantagem na liderança, já na Champions a situação era bem diferente, o City sentia o peso da estréia, com as dificuldades que fazem daquela competição única, tendo como agravamento o fato que pegou o grupo da morte, um azar tremendo. Não passou por pouco, por um empate, mas, fora isto, tudo ia de vento em polpa.

O auge veio no dia 23 de outubro: a equipe, que já havia enfiado cinco no Tottenham em pleno White Hart Lane, não teve dó nem piedade e humilhou certos diabos em pleno Inferninho Stadium. Eles saíram com o rabinho entre as pernas e seis nas costas, um derby histórico para jamais ser esquecido.

E o City demorou para perder no campeonato nacional, a primeira derrota só veio em dezembro, contra o Chelsea. Em meio há este semestre perfeito, Tevez tratou de manchar um pouco as coisas, o eterno ídolo problema resolveu não estar na melhor forma para ajudar o time nos primeiros meses, e, para piorar, se recusou a entrar em campo no jogo decisivo contra o Bayern na Allianz Arena.

Resultado: foi afastado do elenco, multado, e resolveu tirar férias na Argentina, nesse meio negociou a própria saída para o Milan, o City não aceitou. Passada a janela de transferências e sem solução da sua situação, teve que voltar, com Mancini tendo de dar o braço a torcer no momento mais crítico da temporada, fazendo dele contribuinte para o título também. Todo o estardalhaço terminou em paz.

A partir de janeiro o ritmo diminuiu, também fomos prejudicados por suspensões e a ida do motor do time, Yaya Toure, para a Copa Africana de Nações. O time perdeu um pouco o foco, algo normal em grandes competições, primeiro a gordura foi queimada, e depois de uma derrota para o Swansea, já em março, acabamos ultrapassados. Ainda em janeiro uma grande derrota que colocou bastante moral no time: estreamos na FA Cup logo com um derby, com vistas a defender o título, logo no começo aconteceu o normal, fomos garfados com uma expulsão completamente injusta de Kompany, o que derrubou completamente o time, o United nos dominou, terminou a primeira etapa enfiando três, dava a impressão e o medo que vingariam o 1-6. Mas não, na segunda etapa a equipe foi guerreira, marcou dois gols e por pouco não levou o jogo para o replay. Saímos como vencedores, e a impressão geral é que não deixaríamos escapar a Premier por nada.

Infelizmente, a curto prazo esta visão não se confirmou, o desempenho continuou caindo, o principal golpe veio em oito de abril, inacreditavelmente a situação de tranqüilidade, outrora do nosso lado, se inverteu. Depois de uma derrota para o Arsenal por 1-0 ficamos oito pontos atrás dos devils, com apenas seis rodadas para o fim. O time ficou desacreditado, já não parecia haver mais chances para o título, e as copas também já tinham ido todas. Em uma temporada que começara tão promissora restava-nos jogar pela dignidade. Os mais exaltados já gritavam “fora Mancini!” em meio à decepção.

Então, tão de repente como desapareceu, o bom futebol voltou, e, ajudados por perdas de pontos dos arqui-rivais, o City conseguiu heroicamente voltar à briga. A última chance de concretizar o sonho seria o derby da 36º rodada, uma final antecipada, um clássico único em dimensões e importância. Estávamos três pontos atrás, tínhamos que vencer para assumir a liderança no saldo de gols. Então, por ironia do destino, Kompany, que na partida da FA Cup já mencionada foi expulso e suspenso por quatro jogos de forma completamente injusta, prejudicando a equipe, marcou o gol crucial que deixou o City novamente favorito.

Na penúltima rodada Yaya nos deu a vitória contra o Newcastle por 2-0, enquanto os diabos venceram o Swansea pelo mesmo placar, e tudo ficou para o último capítulo. Precisávamos vencer para dependermos de nós mesmos, enquanto eles tinham de torcer pelo menos pelo empate, e vencer seu jogo, eles teriam um difícil duelo contra o Sunderland no Stadium of Light.

O City teria, teoricamente, um duelo mais fácil: o QPR que lutava contra o rebaixamento, treinado logo por Mark Hughes, louco para se vingar do clube e ver a desgraça de Mancini, com o adendo de ajudar seu ex-treinador Ferguson.


Me lembro como hoje daquele domingo, treze de maio, a tensão pré-jogo e o esperado começo. Sabia que não iria ser fácil, o time obviamente estava nervoso, tinha pressão de 44 anos nas costas, e, embora já tivesse um título conquistado para amenizar um pouco a situação, ali era diferente. Sorte que antes do intervalo o placar saiu do zero, Zabaleta, com grande contribuição do goleiro Kenny, nos que deu mais tranqüilidade, ou pelo menos era o que esperávamos. O gol foi crucial, pois em Sunderland Rooney abriu o placar logo aos 20 minutos, algo que se manteria até o final da partida. O ruim é que antes do intervalo perdemos o sempre candidato a herói Yaya Toure machucado, mas isto não parecia atrapalhar nossa glória, não parecia...

Como sabemos, o futebol não é justo, e na segunda etapa o inferno finalmente se mudou de Salford para Manchester, como os outros sempre desejaram, e a tragédia improvável começara a acontecer. Dois gols do QPR, o desespero, tudo ia por água abaixo: o gol de Kompany duas rodadas antes, a goleada em Old Trafford, os gols de Aguero, a reação na FA Cup. Tudo isto terminaria não valendo quase nada.

A descrença no que estava vendo me dominava, me impedia até de ficar um mísero segundo no mesmo lugar. Minha cadeira era o chão frio, que só não esfriava a raiva que subia em minha cabeça. Eu nem sei o que seria de mim se aquele resultado fosse mantido, e tudo se consumasse. Claro que torcedor do City não deixaria de ser, mas certamente a decepção perduraria por semanas e terminaria em aparecer esporadicamente por muito tempo, quem sabe até hoje. Como esquecer?

Os acréscimos chegaram, e o gol de Dzeko também, que fez aparecer um pouco da tal esperança, mas apenas timidamente, consegui até me levantar para tentar mandar um força invisível, tipo Genki Dama, para fazer a virada acontecer. Até que aos 49 o grande momento ocorreu, ao qual não vou descrever porque todos já sabem de cor e coro.

Claro que no momento eu gostaria que fosse mais fácil, com menos emoções para me destruir e que não me fizesse gritar tanto, o que deixou com rótulo de louco na minha rua, que perdura até hoje. Queria que tudo fosse conforme o roteiro, vitória tranqüila, alegria pelo título, etc. Mas, um ano depois e olhando para trás, vejo o quanto foi bom ser daquela forma, ainda mais para quem acompanhou a epopéia que foi resumida aqui desde o começo.

Ganhar com vários pontos e algumas rodadas de antecedência, como imaginávamos no começo, pelo ritmo alucinante de trator sem freio que estava à equipe, e como o mesmo United fez agora é bom, muito bom. Mas nós mais que ganhamos, fizemos história, algo para emanar orgulho e ser passado para as próximas gerações, vimos algo que não aconteceu todo dia, nem em dez anos ou vinte, talvez nunca da mesma forma, para ser lembrado para todo o sempre, principalmente quando os trezes de maio chegarem a nossa porta. Afinal, como esquecer?


Júnior Martins

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

City e United, um só clube (!)



 Daily Mail

Acredite, por incrível que pareça, parece que é verdade, e está sendo revelada agora: um historiador de futebol mostrou que os dois rivais poderiam ter se unido, por volta dos anos sessenta.

Em 1964, o presidente do City, Frank Johnson, propôs a idéia de que os dois clubes se fundissem em um só, num momento em que ambos tinham boas relações extra-campo e os azuis estavam sofrendo alguns de seus dias mais sombrios.

Houve um forte sentimento de boa vontade entre os dois naquela época, com o City permitindo que seus rivais usassem Maine Road, enquanto o Old Trafford era reconstruído depois de ter sido danificado durante a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, apesar dos devils estarem sofrendo com o desastre aéreo de Munique em 1958, eles tinham reconstruído sua projeção, o que significava que unir forças com o City era uma opção pouco atraente.

Gary James escreveu uma nova história sobre os Blues e falou sobre o que poderia ter sido.

"A idéia foi rechaçada por ambos os clubes antes de tornar-se pública", explicou James.

"Falei com Eric Alexander, cujo pai Albert era presidente na época, e ele disse que Frank Johnson, que surgiu com a idéia, muitas vezes aparecia com idéias malucas.”

"Outro de seus planos era tornar todo o campeonato regionalizado entre norte e sul.”

"O City [sob comando do então manager George Poyser] estava em uma baixa real na época.
Em termos de posição da Liga, não foi tão ruim quanto 1998-99, mas em termos de moral geral, atmosfera, o apoio era, de longe, o mais baixo da história do clube.”

"No final dos anos noventa, ainda tínhamos mais de 30.000 em média a ir nos jogos, e isso significava que o clube tinha alto perfil. Em 1964-65 estávamos na segunda divisão, o apoio caiu para menos de 15.000, e o interesse geral no clube também diminuiu.”

"Eu sempre acreditei nos anos noventa que iriamos voltar, por causa da força dos fãs, mas naqueles dias nos anos sessenta um monte de gente não se sentia assim.”

"Naquele tempo, grandes clubes como Bolton, Burnley e Blackpool, que tinham sido potências, começaram a cair, e clubes como o Accrington Stanley Park e Bradford Avenue estavam morrendo. Havia um sentimento de que isso poderia acontecer com qualquer um. Na verdade, tudo o que precisava no City era um plano e uma visão, e trazer o manager certo."

Felizmente isto não passou de uma maluquice, sofridos ou não, com seca de títulos ou não, nós somos City não pelas glórias, e sim pelo que o clube é, sua história fantástica, seus fãs mais que especiais. Lembrem-se, não somos muitos, mas somos únicos!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Retrospectiva 2011/12 - # 11


Jogos


06/05 – Newcastle 0 x 2 Manchester City – Iniciamos o último mês da temporada em uma liderança que parecia improvável, há 180 minutos de um título mais que esperado por uma torcida carente a 44 anos. Este era o enredo para a nossa penúltima partida, que mostrava que o campeonato estava ainda longe de acabar, embora parecesse perto. O derby foi épico, em que mostramos uma superioridade tremenda, mas ainda tínhamos responsabilidades e necessidades por mais duas rodadas.

O Newcastle era mais uma pedreira em nosso caminho, os Magpies realizavam uma campanha magistral, e, contra todas as expectativas, ainda lutavam por Champions League, e também precisavam vencer, tanto que começaram com tudo, dominando a partida nos primeiros minutos e fazendo com que concentrássemos na defesa.

Aos poucos, o time azul foi se soltando em campo. Aos 10 minutos, David Silva tentou um chute cruzado, foi nossa primeira boa chance, mas o melhor momento veio no finalzinho, quando Barry chutou e a zaga adversária tirou em cima da linha.

O inicio do segundo tempo indicava um empate indigesto para as duas equipes, que nos colocava uma pressão maior ainda sobre os ombros, precisávamos vencer ou vencer! Por isso foi a nossa vez de tomar a iniciativa e colocar os donos da casa acuados em sua defesa, fazendo-os apostar nos contra-ataques, onde chegaram a dar alguns sustos.

O City martelava, mas não conseguia furar o bloqueio, até que Yaya, nosso herói-mor, resolveu arriscar, tinha que ser assim, e de longe, aos 69, abriu o placar para nosso alívio. Nos minutos seguintes os Blues continuaram abusando das chances perdidas, com Yaya e Aguero, novamente. Mas o marfinense, maior fazedor de gols importantes da história, nos deu a vitória aos 88, e fez os olhos dos torcedores brilharem mais ainda diante da glória iminente.

13/05 – Manchester City 3 x 2 Queens Park Rangers – Foi maior que tudo, maior que tudo o que já vimos de emocionante do futebol. Coloque junto à descrença, a chacota, a expectativa, a superação, 44 anos, a emoção, dois gols nos últimos minutos, a virada, bata bem e terás isto.

Qualquer lembrança trás a tona arrepios e nos faz reviver o que sentimos aquele domingo pela manhã. A certeza se transformou em drama, e este em algo épico, típico dos melhores romances, das mais instigantes aventuras.

Ainda inspirados nos filmes, podemos dizer que tudo começou como um dia comum, como uma partida comum do City em casa, o QPR, que ainda lutava para não cair, recuou, e fomos para cima, pois tínhamos que vencer para não depender de ninguém (ao mesmo tempo o United visitava o Sunderland no Stadium of Light).

Estava claro que o nervosismo fazia parte dos jogadores, e isto atrapalhava nosso jogo, para piorar, o gol de Rooney na outra partida, logo aos 21 minutos, nos deixou sem qualquer opção, senão a vitória. Não conseguíamos ter grandes chances, mas aos 39 abrimos o placar, com contribuições da sorte e do goleiro Kenny: a bola passou entre as mãos do arqueiro, e ainda bateu na trave antes de entrar, Zabaleta nos deu a taça novamente. Cinco minutos depois tivemos uma importante baixa, Yaya teve de sair, com dores na perna, para entrada de De Jong, mas a ida para o intervalo foi bem mais tranqüila, e em vantagem.

Os momentos que definiriam o que foi a partida aconteceram apenas na segunda etapa, a vantagem durou pouco, aos 47 Lescott falhou, e Cissé apareceu livre para empatar, era o começo do quase-fim...

Oito minutos depois, Barton, um babaca revelado por nossa equipe, agrediu Tevez e foi expulso, antes de sair de campo, o covarde ainda bateu em Aguero, típico do seu caráter. Após a confusão, tínhamos mais uma vantagem para tentar a virada, mas esta não teve muita serventia, sentíamos demais o momento, não conseguíamos simplesmente jogar tamanha era a tensão em campo.

Aos 66, o mundo caiu em cima de jogadores e torcedores, Mackie recebeu cruzamento e fez a virada londrina. A partir daí foram minutos de incredulidade, de um sentimento de frustração que arrebentava com qualquer um.

Aos 75, uma substituição que seria vital: saída de Tevez para entrada de Balotelli. Aos 90, o italiano quase marcou, dois minutos depois, David Silva cobrou escanteio na cabeça de Dzeko, que também havia entrado minutos antes, o bósnio reascendeu uma tênue esperança do que ainda parecia impossível, e empatou a partida.

Aos 49, ocorreu o inacreditável, o lance que deixou aquele jogo na história: Aguero tabela com Balotelli, que, caindo, retorna a bola sutilmente para o argentino, ele passa por dois e chuta para o mundo se render a nós.

Não deve ter existido um torcedor do City neste mundo que não tenha perdido a garganta, se emocionado, pulado como um louco, aliás, os leigos daqui viram um monte de loucos, apaixonados por um time de longe, como se fosse de berço, um time acima de tudo incomum, especial.

Aconteceu...

*O grande herói poderia ter sido vilão, isto mesmo, na partida contra o Newcastle Aguero não apenas passou em branco, como perdeu uma chuva de gols, inclusive um cara-a-cara com o goleiro, quando ainda estava só 1 x 0, e nos fez temer pelo pior, na lógica do “quem não faz, leva”. Imaginem um Kun crucificado e amaldiçoado eternamente, talvez fosse assim, principalmente por aqui, mas felizmente o final feliz veio!

*O jogo entre Sunderland e United terminou minutos antes do que no Etihad, e foram justamente os minutos cruciais. O árbitro apitou com os devils campeões, mas tiveram que esperar com tensão a beira do gramado, as comemorações só existiam timidamente na torcida, quando foi anunciado o gol de Aguero, a perplexidade tomou conta de Fergie e Cia, sendo uma das imagens marcantes daquele dia.

*Os nossos rivais não parecem ser muito amados por lá, claro, além da própria torcida. Vê-los derrotados parece ter tirado um engasgo de boa parte dos clubes. As torcidas de QPR (que mesmo com a derrota escapou da queda) e Sunderland comemoraram junto aos Blues. O Stadium of Light se rendeu ao “Poznan” ao final dos jogos.

Este foi o último capítulo desta série. Perdeu os outros? Veja aqui.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um jogo para sempre!



Não era para vir fácil, nunca é para vir fácil para um time como esse... Toda a história de sofrimento, de desconfiança, de críticas, de chacotas, não permitiria que essa torcida conseguisse ver a glória de forma fácil, e já tínhamos sentido isto na final da FA Cup em 2011.

Para ser torcedor do City deve-se ter um coração muito forte, é de ficar sem palavras para descrever o final desta Premier League histórica, e não é porque estou quase sem voz de tanto gritar após o gol, ou pela emoção que tive de ficar me tremendo, é simplesmente por ser indescritível, não só para nós Citizens, mas para qualquer fã de futebol.

Tinha tudo para ser uma goleada, jogando em casa, onde destroçamos tantos adversários ao longo da temporada, onde não tínhamos perdido sequer um jogo para ninguém no campeonato, com um adversário que fez uma campanha aquém do que poderia, ameaçadíssimo pelo rebaixamento, com resultados sofríveis como visitantes, e ainda treinado pelo lixo do nosso ex-técnico... Estava escrito, não seria páreo, o time iria passar o trator em cima dos londrinos! Não, não...

O nosso jogo não fluiu bem, apesar da posse de bola gigantesca, estávamos pressionados por um misto de nervosismo e uma retranca enorme deles. Para piorar o United tratou logo de ficar em vantagem em Sunderland, e nós ainda perdemos o essencial e herói Yaya Toure, apesar de sairmos para o intervalo em vantagem.

Eles conseguiram empatar logo no início, a falha foi de Lescott, zagueiro que sempre caminhou com alguma desconfiança por outros lances, mas que não merecia ficar marcado pela perda do título, muita injustiça para quem fez uma dupla segura e confiável ao lado de Kompany.

Aí começou o desespero de todos os lados, e o futebol não perdoa nem as melhores equipes quando estas não conseguem ter calma, aconteceu o inacreditável: 1 x 2 QPR. A partir daí foram minutos de perplexidade, descrédito, frustração, e maior ainda quando via aquela torcida, aquela mesma que viveu com muito mais intensidade os anos negros, o sentimento desta virada de situação, o renascimento, o fim das filas... Eu os vi chorando, em prantos, e pensei o porquê do futebol ser injusto, pois eles não mereciam aquilo...

Sequer consegui ficar sentado, pensei em nunca mais acompanhar a Premier League, tínhamos chegado até ali para isso? Para dar o título a quem nunca mereceu? Seria uma punição dos deuses ao City por apenas tentar reconstruir sua própria história? Dominar toda a partida e perder tudo no último jogo com crueldade? Cada bola tirada pela defesa, cada chute para fora aumentava a descrença, não havia mais jeito...

Até que naqueles cinco minutos finais a história que tanto sonhamos foi refeita, e uma derrota inacreditável se tornou uma vitória épica, típica do MCFC. Os deuses do futebol nos deixaram sofrer até os 49 para nos lembrar do nosso passado humilde, para nunca esquecermos que sempre temos que caminhar com os pés no chão, lutando por nosso espaço a cada jogo, sem medo de ser feliz. Mas com o gol de Aguero eles nos mostraram o que espera para quem nunca perde a esperança e a vontade de vencer, apesar dos anos e anos de uma fila que parecia ser eterna, um dia acontece à recompensa, nem que seja no minuto final.

Sofremos! Merecemos! Vencemos! Os ingleses ainda mais, não agüentaram e extravasaram esse engasgo de 44 anos invadindo o gramado, isto é ser City! Parabéns a todos!!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Canção aos Citizens - A história de Blue Moon


Quem nunca se arrepiou com aquele som antes de cada jogo no CoMS? A canção Blue Moon está presente nas vidas de nós torcedores do City desde o momento que passamos a torcer pelo clube, e desde então a cantarolamos e nos emocionamos com o fanatismo de cada Citizen que faz o mesmo no estádio. E é por isso que merecemos conhecer a história do nosso hino!

O hino "Blue Moon" provém da grande canção americana do compositor Richard Rodgers e do letrista Lorenz Hart.

A música para a canção foi feita em 1934 pelo par para a atriz Jean Harlow, que iria cantar no filme da MGM "Hollywood Party ', sob o título de “Oração”, mas nunca foi utilizado em seu formato original.

Em uma segunda versão da canção foi dada uma nova letra e se tornou a canção-título do filme de 1934 da MGM "Manhattan Melodrama". A canção foi referida como “É Justo Que Tipo de Jogo”, mas foi cortada antes de o filme ser lançado.

A famosa letra final nasceu quando Jack Robbins, diretor da MGM publicações, disse que iria promovê-la, mas com a condição de Hart escrevê-la em um tom mais romântico, palavras mais cativantes.

Inicialmente, o xará do nosso goleiro estava relutante em mexer mais uma vez, mas finalmente concordou. O resultado foi o Blue Moon como sabemos e amamos.

O primeiro astro a interpretá-la foi Elvis Presley em 1956. Mas foi em 1961 que a versão mais famosa foi gravada por The Marcels, um grupo de doo-wop americano.

Elas incluíram a introdução instantaneamente reconhecível para a canção ("Bomb-baba-bomp" e "dip-da-dip"). No começo foi um choque: a música já tinha sido conhecida como uma balada lenta e cadenciada.

Compositor Rogers odiava tanto que ele apresentou anúncios de página inteira em jornais pedindo para as pessoas não comprar o disco. Mas o público não concordou e disparou a n° 1 na América e no Reino Unido, vendendo mais de um milhão de cópias.

Mais de 60 artistas diferentes, gravaram suas próprias versões de 'Blue Moon', que oferece uma lista que é tão diversa como é deslumbrante.

Django Reinhardt, Billie Holiday, Dizzy Gillespie, Louis Armstrong, Julie London, Sam Cooke, Frank Sinatra, Dean Martin, The Supremes, Bob Dylan, Rod Stewart, entre outros.

A música também tem destaque em filmes como At The Circus, Viva Las Vegas, Grease e Um Lobisomem Americano em Londres.

fonte: Site Oficial do City

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