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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

No que se transformou Yaya Touré

Foto: standard.co.uk
Ágil, forte, habilidoso, bom finalizador e excelente marcador. Essas são apenas algumas das características do volante/meia, e que também já atuou como zagueiro, Gnégnéri Yaya Touré, de 30 anos. 

Mas todas essas características - principalmente as ofensivas - que tornaram Yaya um dos melhores (se não o melhor) meio-campistas do mundo não foram vistas por olheiros de categorias de base que visitaram a Costa do Marfim quando Yaya ainda atuava pelo ASEC Mimosas, mas sim a apenas algumas temporadas atrás pelo então treinador do Manchester City, Roberto Mancini.

Yaya destacou-se pelo porte físico avantajado e categoria para passar com a bola e desarmar sem ela. Isso desde os tempos do Mimosas, equipe marfinense, onde o volante iniciou sua carreira e jogou entre 1996 e 2001. Em 2001, com 18 anos, Yaya foi contratado pelo Beveren, da Bélgica, passando Metallurg Donetsk, da Ucrânia, Olympiacos, da Grécia e o francês Monaco. Em 2007 foi vendido ao Barcelona por 10 milhões de euros.

Em todos os clubes que passou, Yaya era utilizado como primeiro volante ou até zagueiro. Teve sua formação assim, jogando na linha de trás do meio-campo, protegendo os laterais e fazendo o papel de primeiro homem da linha defensiva. 

No Barcelona, clube que enfrenta amanhã pelas oitavas de final da UEFA Champions League, Touré chegou a atuar como zagueiro em algumas oportunidades, se saindo bem em todos os setores do campo onde atuou. Na decisão da UEFA Champions League de 2009, contra o Manchester United, Touré jogou de zagueiro devido a lesões dos homens do setor naquele momento. Foi bem outra vez.

Apesar das boas atuações em quase todas as posições onde atuou, Touré chegou no Manchester City, em 2010, por 30 milhões de euros com a missão de ser o homem de proteção do meio-campo, o primeiro volante regular e impenetrável. Havia jogado assim em clubes grandes e tinha experiência para dar conta do recado. Porém, o marfinense fez muito mais do que isso graças a Mancini. O treinador italiano, vencedor da Premier League 2011/2012 com o City, começou a testar Yaya como segundo volante, saindo para o jogo, organizando as jogadas ofensivas da equipe. 

Yaya Touré, simplesmente, cansou de desmontar defesas, enrolar volantes e derrotar goleiros. Tornou-se um meio campista completo, que pode jogar atrás marcando, na frente armando ou até pelos lados, apesar de não ser sua especialidade. Yaya, assim como Milner, é um dos atletas mais flexíveis do elenco do Manchester City e possui uma regularidade incrível. Raramente vai mal nos jogos. 

Amanhã, contra o Barcelona, o camisa 42 poderá provar novamente porque é considerado um dos melhores do mundo tanto com a bola, como sem ela.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Clichy prega divisão de responsabilidades e fala sobre saída de Mancini


O lateral francês Gael Clichy disse que os jogadores também têm de dividir a culpa por uma temporada que prometia muito, mas que terminou com uma sala de troféus vazia.

Clichy, que assinou um novo contrato de quatro anos poucos dias após a saída de Roberto Mancini, quebrou o longo silêncio dos jogadores sobre a demissão.

"Ele é o técnico e você tem que assumir a responsabilidade", disse.

"O técnico está lá para fazer as escolhas. Claro que, quando os resultados são bons, tudo se resume a ele. Quando os resultados não são tão bons, também é creditado a ele”.

"Temos de estar cientes de que ele provavelmente tem culpa por isso, mas como jogadores em campo também temos que assumir a responsabilidade e também sei que não realizamos o esperado”.

"O presidente tomou a decisão, e você tem que respeitá-lo. Como jogador, eu não estou questionando, porque no final do dia, se você fizer bem em campo, todos serão felizes”.

"Temos que assumir a responsabilidade por esta temporada e sim, provavelmente, é por causa do técnico que não ganhamos nada, porque ele é o homem no comando, mas também por causa de nós, como jogadores que somos”.

Clichy nunca tinha presenciado um clube em que atua demitindo seu técnico antes, depois de uma temporada no time principal do Cannes e oito anos sob comando de Arsene Wenger no Arsenal.

"Para mim é difícil, pois, obviamente, ele me trouxe para o clube", admitiu.

"É a primeira vez que um técnico é sacado desde que eu estive em um clube, por isso é um pouco de choque, se você olhar para o seu recorde é difícil de entender”.

"Ele tem troféus conquistados, conquistou o título depois de 44 anos e muitas pessoas, especialmente os fãs, queriam dar-lhe outra chance”.

"Mas é assim que as coisas são, somos apenas jogadores de futebol. Há pessoas no topo, acima de nós, acima do técnico é o presidente. Ele tomou a decisão de colocar um fim nisso e você tem que aceitar”.

Muitas especulações têm sido apontadas sugerindo relacionamentos ruins de Mancini com vários de seus jogadores e pessoal de apoio, mas Clichy disse que a relação era equilibrada.

"É sempre difícil, o técnico tem que ser um gestor", disse ele. "Depois de se tornar amigo dos jogadores, é quando você pode ter problemas", acrescentou.

"Eu prefiro ter problemas porque o técnico é respeitado e é duro com os jogadores do que um técnico que está tendo problemas, porque ele é amigo deles”.

"Ele trouxe a maioria de nós ao clube. Se ele te comprou significa que gosta de você. Um jogador que ele acabou de comprar realmente não pode dizer que tinha algum problema”.

"Pode-se entender que quem não está jogando seria infeliz e diria coisas ruins sobre o técnico. Mas isso é o mesmo para Arsenal, United, etc. Quando você não joga, você não é feliz”.

O clamor da torcida foi algo que chamou a atenção, com alguns até mesmo começando um fundo para comprar um anúncio no jornal italiano Gazzetta e agradecer a Mancini, em retribuição ao anúncio de página inteira no MEN neste último fim de semana.

Clichy diz que entende as atitudes dos fãs.

"Eu disse há algumas semanas atrás, que, se você tem um novo técnico, de uma forma pode parecer que está regredindo, porque ele vai querer trazer novos jogadores, talvez quatro ou cinco, e vamos precisar de tempo para se adaptar", disse ele.

"Então, de uma maneira você pode pensar que está andando para trás. Mas, na visão do presidente e da equipe, o clube precisa disto para progredir e ele sentiu que era o momento certo para Mancini sair”.

"É o direito dos fãs ficarem preocupados, porque o cara lhes deu três troféus em três anos, o que é bastante surpreendente. Mas você tem que assimilar que ele se foi. Obrigado por tudo que fez para o clube, mas agora temos de olhar para o futuro”.

O técnico do Málaga, Manuel Pellegrini, deve tomar as rédeas do City em 1 de Julho, uma vez que a temporada espanhola acabou, mas Clichy disse que não sabe muito sobre a natureza do novo chefe.

"O que eu sei sobre ele é, provavelmente, tanto quanto você, mas seu recorde fala por si mesmo, a partir de seu tempo no Villarreal, Real Madrid e Málaga".

"Foi o mesmo para Mancini, quando você assume um clube como o Arsenal, City ou United, precisa de um gestor top. Perdemos um gestor top que vai ficar nos corações dos fãs, mas agora queremos um chefe que vai desempenhar bem”.

"Ele foi bem na Espanha, só temos que dar-lhe tempo e precisamos de mais do que um ou dois anos. Se você quer construir tem que pegar o exemplo de Ferguson no Manchester United e agora Moyes, que assinou um contrato de seis anos. Isso é o que você precisa para a estabilidade e o sucesso”.


Traduzido a adaptado do Manchester Evening News

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O legado de Roberto Mancini



Na última semana o que era óbvio deste antes da final da FA Cup, aconteceu. Roberto Mancini foi demitido após três anos e meio no clube.

O treinador chegou em dezembro de 2009 para tentar consertar o estrago que Mark Hughes havia feito com uma boa equipe, e conseguiu. Cumpriu os objetivos de fazer o City campeão e respeitado, o levando a um patamar acima. Transformou esse projeto em realidade. Foram anos árduos para conseguir isto, quem acompanha a equipe desde o começo sabe bem, mas a duras penas, como a história nos conta, conseguimos.

Pegou uma equipe que não engrenava, que fazia uma campanha aquém do que podia em 2009/10. Vinha de uma sequência de empates absurda, mas ele chegou, tomou conta e colocou a equipe nos eixos, só não foi para a Champions League em sua primeira “meia-temporada” porque os péssimos resultados de Hughes não deixaram, questão de detalhes, e ainda não tínhamos “aquela” equipe.

Mas na temporada seguinte não falhou, e matou dois coelhos com uma única cajadada. Tirou o time do jejum de títulos, com a FA Cup, e acabou em terceiro na Premier, classificando para a Champions pela primeira vez em sua história. Temporada seguinte veio o momento épico: o time é campeão da Premier League após 44 anos. Tem gente que chega a dizer que isto aconteceu por pura e unicamente a qualidade dos jogadores, uma visão muito pequena, um campeonato de 38 rodadas que não tenha o dedo do treinador é algo de se surpreender, e não digo quando o time jogava o fino da bola, mas mais ainda de quando estava em baixa, quando ele levantou a esperança e ambição da equipe, fazendo-os acreditar, tirando uma desvantagem de oito pontos para chegar em um derby pronto para avançar ao título. Outros sucumbiriam ao desânimo...

Nenhum trabalho é perfeito, tiveram seus erros, suas falhas, a contar principalmente as más campanhas na Champions, mas de um modo geral o italiano foi bem sucedido na sua missão, e não tem como não chegar a esta conclusão, penso que até os críticos concordam. Criticado ele sempre foi, e muito, chegou com desconfiança na Inglaterra, com a imprensa inglesa totalmente contra, mas soube demonstrar o seu valor, e com o passar dos anos ganhou respeito, tanto que situação contrária ocorre agora, no momento de sua demissão, com todos questionando por lá a decisão do City.

Para os torcedores ingleses, quase uma unanimidade, completamente idolatrado e tendo seu nome cantado nos estádios, um grande sinal de agradecimento pelo inimaginável status que ele ajudou o clube a construir, pelas glórias que retornaram depois de muito tempo. No Brasil, o questionamento sempre foi grande, com a imprensa de modo geral o achando fraco, e os torcedores divididos sobre seu desempenho a frente da equipe, as reações vão do ódio irracional ao amor literal, dependendo da opinião, que, como teorizo sempre, é profundamente influenciada pela cultura brasileira, correta ou não, de colocar o técnico como o ser menos valorizado do elenco, culpá-lo por tudo sempre que as coisas dão erradas, e nem lembrar do seu nome quando as vitórias chegam.

Dizem que o desempenho nesta temporada, que foi ruim, não foram influentes para a decisão dos executivos, e já era algo tomado antes, independente de títulos e tudo mais. Inoportuno foi esta notícia ter vazado e tomado conta da imprensa as vésperas de uma final, o que com certeza contribuiu para a nossa vergonhosa derrota. Mais inoportuna ainda foi a data escolhida para divulgar a demissão, exatamente um ano após a conquista do título mais importante e mais épico da história do clube. Um dia para comemorações, e apenas isto, ficou com um clima pesado no ar.

Mancini não resistiu a ambição do City, de Ferran Soriano e Txiki Begiristain. Os espanhóis querem moldar o clube a seu jeito, e assim transformá-lo em uma máquina, não só de títulos, mas de gerar receitas e torcedores. Querem elevá-lo a universos bem maiores e mais abrangentes. É hora de conquistar o respeito europeu.

Você pode até ter muita simpatia pelo Mancini, e pode não concordar com sua demissão. Mas temos, acima de tudo, que acreditar na cabeça destes dois caras a quem o Sheik Mansour confiou à missão de conduzir o City, pois foram eles que transformaram o Barcelona no que é hoje. O futuro que nos aguarda é grandioso, e eles sabem o caminho das pedras para se chegar lá. 

Para Mancini fica a gratidão por ter ajudado da construção de nosso patamar, por ter sido vitorioso nos primeiros objetivos da equipe. Ele pegou o papel que fora primeiramente confiado a Hughes, que não o fez, e efetivamente colocou a equipe para correr, agora passa o bastão a frente, com a certeza que seu nome está gravado na história.


Júnior Martins

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Comentarista aposta em sucesso de Pellegrini no City



O expert em futebol espanhol Terry Gibson acredita que Manuel Pellegrini tem tudo para ser um sucesso no Manchester City.

O comentarista de televisão, que tinha o pé nos campos de ambos os clubes de Manchester, diz que os fãs de blues podem esperar um "futebol encantador" na próxima temporada.

Ex-atacante do United, Gibson é um dos maiores especialistas em futebol espanhol na Sky, ele assistiu extensivamente os trabalhos de Pellegrini no Villarreal, Real Madrid e Málaga.

E seu veredicto deve ser animador para os fãs que ainda se recuperam das 48 horas do último fim de semana, em que perderam uma final e Roberto Mancini, que se tornou um herói para muitos depois de vencer a FA Cup e a Premier League dentro de um ano.

Alguns críticos têm apontado que Pellegrini não ganhou nada com a equipe do Real Madrid, montada a sua cara em uma única temporada, mas Gibson afirma que é uma avaliação totalmente injusta.

"Ele é um gestor brilhante, os jogadores o respeitam e gostam de trabalhar para ele, e ele tem um estilo encantador de futebol.”

"Em termos de personalidade, ele será bastante descontraído, você não vai vê-lo discursando nem delirante no banco.”

"Suas equipes são sólidas defensivamente e jogam numa linha de impedimento rígida, são bonitas e compactas no meio-campo, onde ele tem uma política de rotação e ataque, e eles usam muito o passe curto.”

"Ele é feito sob medida para ser um sucesso por onde passa, e parece ser a vez do City."

As palavras de Gibson também podem dar uma pausa para o pensamento de jogadores que queiram deixar o clube no verão, ou cujas chances foram restringidas com Mancini.

"Ele trabalha com todo mundo e está disposto a dar a todos uma chance", disse Gibson. "Ele se inclina fortemente em seus jogadores mais experientes no Málaga, teve seu quinhão no Villarreal, e está disposto a dar aos jovens uma oportunidade.”

"É o caso de que se você for bom o suficiente, você vai jogar. Eu tenho certeza que existem jogadores que ele tem em mente e que gostaria de levar para o City, mas também tenho certeza que ele está animado com os jogadores que já tem.”

"Ele gosta de jogar de uma forma semelhante ao Swansea desta temporada com Michael Laudrup - tudo em termos de posse, mas com melhores jogadores, com todo o respeito ao Swansea.”

Alguns apontaram que durou apenas uma temporada no Santiago Bernabéu, e não ganhou nada, apesar dos gastos em torno de 200 milhões em Cristiano Ronaldo, Kaká, Karim Benzema e Xabi Alonso.

Mas Gibson diz que as piadas são injustas: "Ele se saiu bem no Real Madrid. Você tem que lembrar que era contra o Barcelona, ​​e fez ainda 96 pontos, o que foi um recorde na história do Madrid, mesmo assim terminou em segundo.”

"No meio da temporada, quando Pellegrini ainda estava no comando, era inevitável que José Mourinho estava vindo para o Real Madrid, por isso foi um ano difícil para ele.”

"Ele também fez um trabalho excelente em Villarreal, que era uma grande equipe para se assistir.”

"E em Málaga, foi brilhante. Levou o time para as quartas da Liga dos Campeões. Ele tinha um monte de suporte do clube, e teve grande ajuda financeira. Eles conseguiram tudo o que se propôs a fazer. Mas nesta temporada tiveram que vender seus melhores jogadores - Santi Cazorla foi, seu principal atacante, Rondon, foi, e Monreal foi para o Arsenal em janeiro também.”

"Houveram problemas este ano, bem como os jogadores tiveram atrasos em seus salários, eles foram banidos da Europa para a próxima temporada por problemas financeiros, não tendo pago as taxas de transferência e assim por diante.”

"Ele poderia ter deixado Málaga há muito tempo, mas ficou e tem sido capaz de motivar os jogadores que não estavam sendo pagos e estavam tentando qualificar-se para as copas européias, mesmo sem qualquer chance de jogar lá.”

"De alguma forma, ele conseguiu levar esse grupo de jogadores, substituir os jogadores caros que foram vendidos, e conseguiu manter todos a bordo.”

"Todos os jogadores adoram jogar para ele, eles são uma grande equipe para se assistir e chegaram as quartas da Liga dos Campeões.”

"Também ouvi que o City já teve duas tentativas na Liga dos Campeões e as pessoas estão dizendo que eles ainda estão se acostumando com isso, mas o Málaga em sua primeira tentativa venceu o grupo, venceu o Porto nas oitavas e estiveram perto de bater o Dortmund e se classificarem para as semifinais. "


Traduzido a adaptado do Manchester Evening News

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Qual o próximo passo do Manchester City?


Desde a chegada de Ferran Soriano e Txiki Berigistain do Manchester City, os dois receberam carta branca do Sheikh Mansour para reformular a equipe.

Mudanças vem acontecendo dentro do clube. Ontem Jim Cassell, o homem que levou o City a ganhar a FA Youth Cup em 2008, foi demitido. Jim era muito querido na equipe e foi responsável por revelar jogadores como Shaun Wright-Phillips, Stephen Ireland, Daniel Sturridge, Michael Johnson, Micah Richards e Nedum Onuoha. Também foram desligado dos seus cargos Adam Sadler e Pete Lowe, todos da academia do City.

Mas a mudança mas drástica foi a demissão de Roberto Mancini. Havia mais de 6 meses que o clube planejava essa mudança, título Premier League ou FA Cup não iam segurar o treinador no elenco, pelas palavras do clube eles não consideram Mancini o homem ideal para o cargo.

Com United e Chelsea a partir da próxima temporada com novos treinadores, alguns dirão que o City poderia ter pulado a fila e tirado vantagem com uma equipe já estabilizada e com filosofia de jogo já adquiridas. Em vez disso, eles optaram por seguir pelo mesmo caminho da mudança.

David Moyes é um bom treinador, fez um trabalho excelente no Everton mesmo sem grana, mas é uma aposta do United, pois não tem a experiência de trabalhar num clube onde há grande pressão por títulos. 

Da mesma forma, Manuel Pellegrini - que não foi confirmado oficialmente, mas será o novo técnico - o chileno também será uma aposta do City, e aposta pode pagar dividendos ou não.

Toda a situação da demissão de Mancini foi coordenada erradamente, da forma que agiram com o treinador, deixaram os torcedores aflitos, vazaram informações que ele ia ser demitido antes de uma final, e assim abalaram a equipe e fizeram que os jogadores entrassem em campo sem nada a lutar. 

Um exemplo que a partida contra o Wigan foi atípica é que ganhamos do Reading jogando uma das melhores partidas da temporada, com 30 chutes ao gol, com movimentação e garra. A resposta está bem na nossa frente.

Mas nada disso importa agora, estamos chateados, é verdade, mas é bola para frente porque somos o City e precisamos apoiar o novo treinador quem quer que seja ele.

Já conhecia o Pellegrini, mas desde sexta-feira tentei buscar mais informações sobre a maneira do chileno trabalhar. 


Manuel Pellegrini - conhecido como o engenheiro - acredita que o trabalho do técnico se resume na semana (o que é verdade), para ele na hora da partida são os jogadores que resolvem, a influência do treinador é de apenas 5%, os outros 95% é dos atletas. 

Pellegrini, sempre, sem hesitação, gosta de uma sólida linha de quatro defensores, com dois volantes cujo trabalho é simples e eficaz, criar a plataforma para os da frente, com dois meias armadores e dois atacantes, ou 3 jogadores no meio e um atacante solitário, mas sempre com um meia armador atrás do atacante.

Pellegrini acredita que jogos são ganhos antes mesmo do pontapé inicial.

"Eu gosto que os jogadores joguem da mesma maneira que treinamos durante toda a semana."

"Você tem que passar a maior parte do tempo tentando melhorar a forma como jogamos e minimizando os erros."

"Apenas 10% do tempo é sobre a tática do adversário, não é apenas teoria, mas mais sobre a inteligência que você tem que mostrar em campo Temos que ter a inteligência para procurar as respostas dentro do jogo. Que variações  vamos escolher." 

"O que importa é que eles assumem a mentalidade de um grande clube e jogar de uma forma que responda ao adversário, mas com confiança em nosso próprio futebol."

"Na realidade, o treinador é a pessoa mais importante no clube durante a semana", acrescentou. "No treinamento, o treinador é de 95% e os jogadores os outros 5%."

"Uma vez que o jogo começa, é o contrário. Influência do treinador é muito limitada. Ele pode mudar as coisas, fazer sugestões, mas a sua influência real é mínima. Ali dentro depende dos jogadores. É por isso que o trabalho tem que ser feito nos treinos."

Pellegrini sempre teve paixão por um meia armador fixo, foi assim com o Riquelme no Villarreal, Santi Carzola e Isco no Malaga.

Aliás o Isco foi um pedido do Pellegrini ao Txiki, e o espanhol pode estar de malas prontas para deixar o Malaga.

Até com a chegada de Pellegrini o suposto interesse do City no Fernandinho ganha mais sentido. O treinador deseja uma dupla de volantes que ajudem os meias na armação, e que possam dar uma opção também nos lançamentos diretos, e o brasileiro tem essa especialidade.

Manuel se encaixa perfeitamente na nova filosofia que Txiki e Soriano estão implantando no City, e praticamente isso que eles esperam do treinador.

Mas Pellegrini sabe que terá um trabalho árduo. Vai ter que conquistar e tirar a desconfiança dos torcedores que ainda não o vêem como um grande treinador para levar a equipe ao sucesso.

Champions League será outro grande desafio, o City com certeza cairá em outro grupo da morte e outra não classificação seria um desastre para o clube.

Pellegrini terá que lidar com a mídia inglesa, que na maioria das vezes é ríspida e as vezes "xenófobica" em relação aos técnicos estrangeiros.

E o mais importante de tudo, essencialmente, ele terá que ter uma "necessidade de desenvolver uma abordagem holística para todos os aspectos do futebol no clube"- esse foi o termo usado na declaração do clube na demissão do Mancini.

Isso quer dizer que o clube deseja um treinador que seja subordinado ao Diretor de Futebol Txiki Begiristain e o CEO Ferran Soriano. Manuel Pellegrini não terá autoridade em nenhum aspecto da equipe, nem no departamento médico, diferente da era Mancini onde o italiano trouxe a sua equipe.

Agora é apenas aguardar o anúncio oficial da chegada do novo comandante, seja ele Pellegrini ou qualquer outro. Que esse novo caminho que o clube está tomando também seja recheado de alegrias. 

O Manchester City não é feito de troféus e sim do Manchester City, então temos que sempre estar apoiando a equipe, nas vitórias e principalmente nas derrotas.

Por 3 anos defendemos o Roberto Mancini, porque ele era o nosso treinador. Sabemos que em algum tempo teremos o #FORAPELLEGRINI, mas defenderemos o chileno com a mesma paixão porque: "CITY TILL WE DIE"


terça-feira, 14 de maio de 2013

Nota do City anunciando demissão de Roberto Mancini



“É com pesar que o Manchester City Football Club anuncia que Roberto Mancini foi demitido das suas funções como treinador do Manchester City.

Esta foi uma decisão difícil de se tomar para o proprietário, presidente e diretoria, e é o resultado de um processo de revisão planejada de fim de temporada, que foi adiantada à luz das recentes especulações e por respeito a Roberto e suas extensas contribuições para o clube.

Apesar dos melhores esforços de todos, o clube não conseguiu atingir nenhum dos seus objetivos declarados para este ano, com exceção da qualificação para a próxima temporada da UEFA Champions League. Isto, combinado com uma necessidade identificada de desenvolver uma abordagem holística para todos os aspectos do futebol no clube, fez com que tenha sido tomada a decisão de encontrar um novo manager para a temporada e além de 2013/14.

O presidente Khaldoon Al Mubarak afirmou: ‘o recorde de Roberto fala por si e tem o respeito e a gratidão do Sheikh Mansour, de mim e do Conselho por todo seu trabalho duro e dedicação ao longo dos últimos três anos e meio. Ele claramente também garantiu o amor e o respeito de nossos fãs. Ele fez como havia prometido, entregando taças e sucesso, quebrando jejum de títulos do clube de 35 anos e garantindo o título em 2012. Eu gostaria de pessoalmente e publicamente agradecer-lhe por sua dedicação para o progresso que ele tem supervisionado e por seu apoio contínuo e amizade.’

O assistente-técnico Brian Kidd vai assumir a responsabilidade provisória para os dois jogos restantes da temporada e da turnê pós-temporada nos Estados Unidos.”

segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 de maio de 2012



Há um ano um gol representou toda uma mudança de mentalidade, representou o sucesso e afirmação de um projeto que gera desconfiança e raiva nos rivais desde começo, representou 44 anos, representou o fim das chacotas, representou a alegria sincera, representou a descoberta de novas paixões e o orgulho das antigas, representou o que de melhor há no futebol, representou o direito de sonhar. Representou um clube e sua história.

Lembrar daquela partida é na verdade lembrar de toda uma temporada, o quão longa e tortuosa ela foi, cheia de altos e baixos, de quedas e entusiasmo, de shows e decepções, de polêmicas e felicidade.

Tivermos que passar por quase tudo até chegar ali, mais coisas do que normalmente uma equipe passaria, mas aí lembramos que torcemos para o City, e quem torce para este time sabe que absolutamente nada é fácil, está cravado na nossa história que tudo tem de vir com muito suor e esforço sobre-humano.

A temporada vinha com a expectativa de dar um passo a frente na Premier, ou seja, lutar efetivamente pelo título, e estrear na Champions League. O principal nome contratado para se juntar ao time de estrelas e ajudar nesta tarefa foi Sergio Agüero.

Os primeiros meses revelaram o antagonismo: a equipe tinindo e com Agüero superando qualquer dificuldade de adaptação que pudesse ter, arrasava na Premier e já abria boa vantagem na liderança, já na Champions a situação era bem diferente, o City sentia o peso da estréia, com as dificuldades que fazem daquela competição única, tendo como agravamento o fato que pegou o grupo da morte, um azar tremendo. Não passou por pouco, por um empate, mas, fora isto, tudo ia de vento em polpa.

O auge veio no dia 23 de outubro: a equipe, que já havia enfiado cinco no Tottenham em pleno White Hart Lane, não teve dó nem piedade e humilhou certos diabos em pleno Inferninho Stadium. Eles saíram com o rabinho entre as pernas e seis nas costas, um derby histórico para jamais ser esquecido.

E o City demorou para perder no campeonato nacional, a primeira derrota só veio em dezembro, contra o Chelsea. Em meio há este semestre perfeito, Tevez tratou de manchar um pouco as coisas, o eterno ídolo problema resolveu não estar na melhor forma para ajudar o time nos primeiros meses, e, para piorar, se recusou a entrar em campo no jogo decisivo contra o Bayern na Allianz Arena.

Resultado: foi afastado do elenco, multado, e resolveu tirar férias na Argentina, nesse meio negociou a própria saída para o Milan, o City não aceitou. Passada a janela de transferências e sem solução da sua situação, teve que voltar, com Mancini tendo de dar o braço a torcer no momento mais crítico da temporada, fazendo dele contribuinte para o título também. Todo o estardalhaço terminou em paz.

A partir de janeiro o ritmo diminuiu, também fomos prejudicados por suspensões e a ida do motor do time, Yaya Toure, para a Copa Africana de Nações. O time perdeu um pouco o foco, algo normal em grandes competições, primeiro a gordura foi queimada, e depois de uma derrota para o Swansea, já em março, acabamos ultrapassados. Ainda em janeiro uma grande derrota que colocou bastante moral no time: estreamos na FA Cup logo com um derby, com vistas a defender o título, logo no começo aconteceu o normal, fomos garfados com uma expulsão completamente injusta de Kompany, o que derrubou completamente o time, o United nos dominou, terminou a primeira etapa enfiando três, dava a impressão e o medo que vingariam o 1-6. Mas não, na segunda etapa a equipe foi guerreira, marcou dois gols e por pouco não levou o jogo para o replay. Saímos como vencedores, e a impressão geral é que não deixaríamos escapar a Premier por nada.

Infelizmente, a curto prazo esta visão não se confirmou, o desempenho continuou caindo, o principal golpe veio em oito de abril, inacreditavelmente a situação de tranqüilidade, outrora do nosso lado, se inverteu. Depois de uma derrota para o Arsenal por 1-0 ficamos oito pontos atrás dos devils, com apenas seis rodadas para o fim. O time ficou desacreditado, já não parecia haver mais chances para o título, e as copas também já tinham ido todas. Em uma temporada que começara tão promissora restava-nos jogar pela dignidade. Os mais exaltados já gritavam “fora Mancini!” em meio à decepção.

Então, tão de repente como desapareceu, o bom futebol voltou, e, ajudados por perdas de pontos dos arqui-rivais, o City conseguiu heroicamente voltar à briga. A última chance de concretizar o sonho seria o derby da 36º rodada, uma final antecipada, um clássico único em dimensões e importância. Estávamos três pontos atrás, tínhamos que vencer para assumir a liderança no saldo de gols. Então, por ironia do destino, Kompany, que na partida da FA Cup já mencionada foi expulso e suspenso por quatro jogos de forma completamente injusta, prejudicando a equipe, marcou o gol crucial que deixou o City novamente favorito.

Na penúltima rodada Yaya nos deu a vitória contra o Newcastle por 2-0, enquanto os diabos venceram o Swansea pelo mesmo placar, e tudo ficou para o último capítulo. Precisávamos vencer para dependermos de nós mesmos, enquanto eles tinham de torcer pelo menos pelo empate, e vencer seu jogo, eles teriam um difícil duelo contra o Sunderland no Stadium of Light.

O City teria, teoricamente, um duelo mais fácil: o QPR que lutava contra o rebaixamento, treinado logo por Mark Hughes, louco para se vingar do clube e ver a desgraça de Mancini, com o adendo de ajudar seu ex-treinador Ferguson.


Me lembro como hoje daquele domingo, treze de maio, a tensão pré-jogo e o esperado começo. Sabia que não iria ser fácil, o time obviamente estava nervoso, tinha pressão de 44 anos nas costas, e, embora já tivesse um título conquistado para amenizar um pouco a situação, ali era diferente. Sorte que antes do intervalo o placar saiu do zero, Zabaleta, com grande contribuição do goleiro Kenny, nos que deu mais tranqüilidade, ou pelo menos era o que esperávamos. O gol foi crucial, pois em Sunderland Rooney abriu o placar logo aos 20 minutos, algo que se manteria até o final da partida. O ruim é que antes do intervalo perdemos o sempre candidato a herói Yaya Toure machucado, mas isto não parecia atrapalhar nossa glória, não parecia...

Como sabemos, o futebol não é justo, e na segunda etapa o inferno finalmente se mudou de Salford para Manchester, como os outros sempre desejaram, e a tragédia improvável começara a acontecer. Dois gols do QPR, o desespero, tudo ia por água abaixo: o gol de Kompany duas rodadas antes, a goleada em Old Trafford, os gols de Aguero, a reação na FA Cup. Tudo isto terminaria não valendo quase nada.

A descrença no que estava vendo me dominava, me impedia até de ficar um mísero segundo no mesmo lugar. Minha cadeira era o chão frio, que só não esfriava a raiva que subia em minha cabeça. Eu nem sei o que seria de mim se aquele resultado fosse mantido, e tudo se consumasse. Claro que torcedor do City não deixaria de ser, mas certamente a decepção perduraria por semanas e terminaria em aparecer esporadicamente por muito tempo, quem sabe até hoje. Como esquecer?

Os acréscimos chegaram, e o gol de Dzeko também, que fez aparecer um pouco da tal esperança, mas apenas timidamente, consegui até me levantar para tentar mandar um força invisível, tipo Genki Dama, para fazer a virada acontecer. Até que aos 49 o grande momento ocorreu, ao qual não vou descrever porque todos já sabem de cor e coro.

Claro que no momento eu gostaria que fosse mais fácil, com menos emoções para me destruir e que não me fizesse gritar tanto, o que deixou com rótulo de louco na minha rua, que perdura até hoje. Queria que tudo fosse conforme o roteiro, vitória tranqüila, alegria pelo título, etc. Mas, um ano depois e olhando para trás, vejo o quanto foi bom ser daquela forma, ainda mais para quem acompanhou a epopéia que foi resumida aqui desde o começo.

Ganhar com vários pontos e algumas rodadas de antecedência, como imaginávamos no começo, pelo ritmo alucinante de trator sem freio que estava à equipe, e como o mesmo United fez agora é bom, muito bom. Mas nós mais que ganhamos, fizemos história, algo para emanar orgulho e ser passado para as próximas gerações, vimos algo que não aconteceu todo dia, nem em dez anos ou vinte, talvez nunca da mesma forma, para ser lembrado para todo o sempre, principalmente quando os trezes de maio chegarem a nossa porta. Afinal, como esquecer?


Júnior Martins

Após ser "traído" pelo clube e não ser protegido, Roberto Mancini desencadeia sua ira contra a assessora de impressa do City Vicky Kloss e diretores



A saída de Roberto Mancini é eminente, é questão apenas de tempo.

Mas os torcedores não estão felizes com o City, principalmente com a forma que o clube vem tratando o treinador italiano, há quem eles idolatram.

Depois de tudo que ele fez para o clube os torcedores acham que ele deveria receber um pouco mais de respeito da diretoria.

Nesse momento de rumores o clube se mantém calado, desde a chegada de Soriano e Txiki e assim que eles trabalham. Nunca deram um entrevista, não sabemos dos seus planos, não se preocupam em interagir com os torcedores.

Gary Cook o ex CEO não era perfeito, mas pelo menos ele conversa com a imprensa, poderia até falar algumas asneiras, mas estava lá defendo o clube. E principalmente conversava com os torcedores, pedia opinião e sugestões. Mas parece que os espanhóis que chegaram no City não tem esse tipo de humildade.

Colegas que acompanharam o trabalho do Txiki e Soriano nos alertaram que isso poderia acontecer, são bons no que fazem, mas são uma caixa de surpresa, e não se preocupam com quem está ao redor deles.
 
Após a derrota desastrosa do City para o Wigan na Final da FA Cup, Roberto Mancini lançou um ataque fulminante contra os chefes do clube que ele acredita que deveriam ter parado a imprensa de publicar que ele está prestes a ser demitido.

Apertado em uma pequena sala ao lado, em Wembley, na noite de sábado à noite, Roberto Mancini atacou os diretores do City, incluindo a Chefe de Comunicações Vicky Kloss - que estava de pé na sala - por se recusar a proteger o técnico dos rumores que o Manuel Pellegrini está definido para assumir o City. 



Você disse que não entende por o clube não ter parado os rumores sobre sua saída? 

Vicky, ou as outras pessoas que trabalham para a imprensa, não pararam com esse lixo de rumores.Você escreveu isso por seis meses e nas últimas duas semanas, tem sido demais. Eu não entendo o porquê. Sobre o futebol, eu respondo. Para a imprensa, você deve conversar com Vicky e as outras pessoas. Se isso for verdade, vai ser verdade. Mas, para mim, não. Estou feliz em trabalhar para o Manchester City. Estou feliz com o meu trabalho, sobre o que fizemos em três anos. Estou decepcionado agora porque perdemos este jogo.

Você ficaria feliz de ir para Nova York, sem saber se você vai manter o seu emprego?

Não, eu não estou feliz. Eu não estou feliz, porque o campeonato é muito forte e os jogadores precisam se recuperar. Mas se é preciso ir, eu vou. Nós não temos nenhum problema. Eu trabalho para o clube.

Você acha que o clube deve dizer se você tem um futuro no City?

Eles não precisam me falar sobre o futuro. Quando você tem um contrato de quatro anos, é verdade que cada contrato pode ser quebrado. Mas eu não acho que eles precisam falar comigo.

Mas seria ridículo se eles te despedissem você, não é?

No futebol, tudo pode acontecer. Eu fui demitido após sete troféus com o Inter.

Havia os mesmos rumores na Inter quando você estava lá, não é mesmo?

Futebol é fácil para as pessoas que ficam do lado de fora. É fácil falar do lado de fora. Agora, estamos a falar de uma situação, que para mim não é verdade.

Por que você não pediu ninguém do City para parar essas histórias?

Porque não é o meu trabalho. Eu estou acostumado a ver essas coisas no futebol.

Essas histórias não ajudam, não é?

Mas eu sou forte o suficiente. Eu não preciso de ninguém para me ajudar.

Os jogadores que você assinou no último verão, foi você que pediu, ou alguém comprou para você?

Fizemos um mercado na última semana. Nós não tínhamos outros jogadores. Nós escolhemos esses jogadores porque não nos movemos muito rapidamente no ano passado. Nós só começamos a se mexer no mercado na última semana de agosto. Nós não tínhamos esses jogadores na pré-temporada.

Você assinou os jogadores, porque eles eram os únicos que sobraram? 

Os jogadores que nós observamos, eu decidi pegar estes jogadores. Mas você precisa mover-se em Fevereiro, Março, Abril, Maio. Agosto é difícil, porque você não tem esses jogadores na pré-temporada.

Por que isso aconteceu?

Por quê? Eu não sei o porquê. Porque as pessoas que trabalham para nós não fizeram o trabalho deles muito bem.

Isso inclui você?

Temos um diretor esportivo e um CEO. Mas agora está no passado. Não podemos fazer nada. Nós não ganhamos, estamos desapontados e ano seguinte, começar de novo.

Você acha o City é um clube melhor do que o Chelsea, quando se trata de se manter um Manager? 

City, para mim, é um clube sério. As pessoas que estão no comando do Manchester City, como Khaldoon, são homens fantásticos. Mas este problema tem de sair, porque nós não paramos todas essas coisas que você escreveu durante seis meses.



Você disse que Vicky deveria parar esses rumores, mas ela só pode fazer isso se alguém da diretoria disser para ela?

Vicky está no comando, pergunte a ela. É difícil para mim dizer. Te digo uma coisa. Quando eu trabalhava para a Inter de Milão, por um mês, os jornais escreveram o mesmo que você. Eu sempre pensei, isso não é verdade, não é verdade, porque estamos vencendo. Mas, depois da Final daCopa da Itália,, eu li num jornal que é muito próximo com o a Inter. Um jornalista escreveu que a Inter provavelmente iria me despedir. Naquele momento eu percebi que talvez fosse verdade. Eu não sei se é verdade ou não.

Você tem a mesma sensação ao ler os jornais ingleses?

Não, porque é diferente. Na Itália, muitas vezes, os jornais tem uma relação muito próxima com o clube.

Mas a Inter demitiu você, e dois anos depois eles ganharam a Champions League. Eles não tomaram a decisão errada, não é mesmo?

Eu construí essa equipe por quatro anos. Depois de dois anos, eles ganharam a Champions League.

Com Sir Alex Ferguson se aposentando, esse é um momento importante para a City ter estabilidade?

Eu não sei. Eu posso dizer o que penso. Para mim, o que você escreveu durante seis meses, nas duas últimas semanas, é muito. Espere apenas uma semana e depois, você vai saber se é verdade ou não.

Arsene Wenger não ganha um troféu por oito anos, David Moyes nunca ganhou um troféu. Por que você está nesta situação?

Eu não sei. Precisamos trabalhar duro como uma equipe, porque quando você começa a ganhar troféus, talvez você possa pensar "nós somos a melhor equipe". Mas isso não é verdade, porque você precisa trabalhar mais e mais. Se as pessoas que trabalham conosco em torno da equipe não são fortes o suficiente para este trabalho, eles devem melhorar. Eu sou forte. Mas como uma equipe, eu acho que devemos melhorar.

Quem são essas pessoas que não são fortes o suficiente?

As pessoas, Vicky, as pessoas que ... Mancini cortou a conversa

Mas você não pode culpar Vicky?

Eu não posso parar as coisas que você escreve todos os dias no jornal. Para mim, eu não leio os jornais. Mas as pessoas me dizem "eles estão demitindo você?" Eu não sei se é verdade.

Você diz que não acha que isso é verdade, mas ninguém parou ou desmentiu esses rumores?

Eu acho que você tem escrito um monte de coisas estúpidas por seis meses. Esta é a minha opinião.

Há jornais espanhóis escrevendo as mesmas coisas?

Sim, também os jornais italianos escrevem o que você escreve na Inglaterra. Isso é normal, é o seu trabalho. Mas, repito, eu não sou um mágico, eu não sei o que pode acontecer amanhã, em uma semana ou em duas semanas.

Você acha que um novo manager terá que lidar com as mesmas coisas?

Eu não tenho qualquer problema. Estou muito orgulhoso do meu trabalho em três anos, muito orgulhoso. Sempre tivemos o apoio do presidente, que eu considero um grande homem. Amanhã, tudo pode acontecer.

Você ainda é popular com os torcedores, você acha que isso vai ajudá-lo a manter o seu emprego?

Isso é normal, porque nós ganhamos. Eu não acho que nunca vai haver um outro Manager que vai ganhar por 6-1 em Old Trafford contra o Ferguson. Eu fui o primeiro manager que, após 30 anos, tirou a faixa que estava no Old Trafford. Ganhamos uma Premier League, ganhamos uma FA Cup, uma Community Shield. Por esta razão, eu sou muito popular entre os torcedores. Eu amo eles, eles me amam. Estou muito feliz por isso. Se eu deixar o clube, eu vou ser o primeiro torcedor do Manchester City no futuro. Agora, não posso dizer nada. Eu não sei se é verdade ou não.

Você estaria satisfeito com o seu legado, se você deixar a equipe?

Não podemos dizer isso porque eu acho que não vou deixar este plantel. Eu acho que nós construímos uma boa equipe. Esta equipe precisa de mais jogadores. Não podemos pensar que em três anos nós construímos o melhor time do mundo. Você precisa de tempo para isso. Nós não somos como o United, que fez isso por 50 anos, ou Milan ou Barcelona. Precisamos de tempo para trabalhar. Se durante um ano nós não ganharmos, o trabalho não está terminado.


Matéria adaptada do MEN, escrita por Rob Dawson.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Manchester City x WBA - Preview


Barclays Premier League - Jogo atrasado da Rodada 33
Data: Terça-Feira - 07/05/2013 
Local: Etihad Stadium (Manchester)
Horário: 15:45h (Brasília)
Árbitro: Phil Dowd
Transmissão: Fox Sports


Confronto entre as duas equipes

Jogos em casa

ManCity: 39 vitórias
WBA: 16 vitórias
Empates: 10

O City marcou 152 gols e sofreu 93

Todos os jogos

ManCity: 55 vitórias
WBA: 49 vitórias
Empates: 27 empates

O City marcou 222 gols e sofreu 211


Última partida no Etihad Stadium

Quarta 11 de abril de 2012 - 46.746 torcedores

Manchester City 4 x 0 West Bromwich
                                                 Aguero 6´, 54´
                                                 Tevez 61´
                                                 Silva 64´

Roberto Mancini vive um dilema para o jogo dessa terça-feira contra o WBA(jogo atrasado da rodada 33).
No sábado o City disputa a final da FA Cup contra o Wigan, e o treinador deseja poupar alguns jogadores, mas também precisa garantir o segundo na Premier League.

Até o twitter oficial do clube hoje fez uma enquete para saber dos torcedores qual seria a melhor escolha do Mancini, e qual seria a escalação ideal.

Eu entraria com uma equipe bem mista contra o WBA, justamente para não correr mais riscos e alguém se machucar, nossa temporada foi marcada por contusões.


Yaya Toure está de fora da partida de amanhã, e também é dúvida para sábado, pois o jogador da Costa do Marfin sentiu um desconforto contra o Swansea e foi substiuído no intervalo.

A partida contra o time galês foi bem fraca tecnicamente, era visível que as duas equipes não tinham interesse nenhum em estar ali, e com certeza o jogo contra o WBA deve ter o mesmo ritmo lento, pois todas as atenções estaram voltadas para a final da FA Cup.

Últimas 6 partidas do City


empatou
0 - 0 v Swansea (F)04 Mai 2013
ganhou
2 - 1 v West Ham (C)27 Abr 2013
perdeu
3 - 1 v Tottenham (F)21 Abr 2013
ganhou
1 - 0 v Wigan (C)17 Abr 2013
ganhou
1 - 2 v Man Utd (F)08 Abr 2013
ganhou
4 - 0 v Newcastle (C)30 Mar 2013
Última vitória/derrota
ganhou
2 - 1 v West Ham (C)27 Abr 2013
perdeu
3 - 1 v Tottenham (C)21 Abr 2013

Últimas 6 partidas do WBA


PERDEU
2 - 3 v Wigan (C)04 Mai 2013
GANHOU
0 - 3 v Southampton (F)27 Abr 2013
EMPATOU
1 - 1 v Newcastle (C)20 Abr 2013
PERDEU
1 - 2 v Arsenal (C)06 Abr 2013
PERDEU
3 - 1 v West Ham (F)30 Mar 2013
EMPATOU
0 - 0 v Stoke (C)16 Mar 2013
Última vitória/derrota
GANHOU
0 - 3 v Southampton (C)27 Abr 2013
PERDEU
2 - 3 v Wigan (F)04 Mai 2013
Prováveis escalações: 










Assuntos

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